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O Brasil entrou para a história ao conquistar, pela primeira vez na América Latina, a distinção máxima do Guia Michelin. Em São Paulo, dois endereços simbolizam esse novo patamar: Tuju e Evvai. Ambos oferecem experiências que elevam a culinária à categoria de arte, com menus degustação que traduzem técnica, identidade e consistência, critérios centrais para a concessão das três estrelas.
No Tuju, a proposta é uma imersão completa. Instalado em um edifício de três andares, o restaurante conduz o cliente por uma jornada progressiva, do térreo ao terraço, com cada etapa pensada como parte de um roteiro. A cozinha de Ivan Ralston se apoia em intensa pesquisa e na valorização de ingredientes sazonais, majoritariamente do estado de São Paulo, definidos a partir de variáveis climáticas como umidade e regime de chuvas. O resultado é um menu em constante transformação, que privilegia o produto em seu auge e combina criatividade, precisão técnica e compromisso com práticas sustentáveis.
Já o Evvai aposta no encontro entre Brasil e Itália para construir sua narrativa gastronômica. Sob o comando de Luiz Filipe Souza, a casa desenvolve a chamada cozinha oriundi, que conecta tradições italianas à biodiversidade brasileira. O menu degustação é apresentado como uma sequência de capítulos, com pratos que exploram contrastes, referências culturais e novas interpretações de ingredientes clássicos. Em um ambiente sofisticado e intimista, a experiência vai além do paladar e propõe uma leitura sensorial e conceitual da culinária contemporânea, justificando o reconhecimento máximo e colocando São Paulo no mapa global da alta gastronomia.

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O mercado global de aviação executiva ganhou um de seus lançamentos mais ambiciosos da última década com a apresentação do Falcon 10X, novo jato de ultralongo alcance da Dassault Aviation avaliado em cerca de R$ 440 milhões. Ainda em fase de certificação, o modelo já tem dois compradores brasileiros, reforçando o apetite de empresários do país por aeronaves capazes de conectar diretamente grandes centros econômicos globais sem escalas. O programa levou cerca de quatro anos de desenvolvimento e as primeiras entregas estão previstas para o fim da década.
O grande diferencial do Falcon 10X está na cabine, considerada a maior já projetada para um jato executivo. Com 79 metros cúbicos de volume, dimensões comparáveis às de aeronaves comerciais regionais como o Embraer E190 e configuração altamente modular, o interior pode incluir suíte com cama queen size, sala de conferências, área de jantar, espaço multimídia e banheiro com chuveiro. A presença de 38 janelas, cerca de 50% maiores que as do modelo anterior, amplia a iluminação natural e reforça o apelido de “mansão no ar” que já circula entre especialistas.
Projetado para voos intercontinentais, o jato tem alcance de até 13.890 quilômetros e velocidade máxima de Mach 0,925, permitindo trajetos diretos como São Paulo a Dubai ou Nova York a Xangai. A aeronave incorpora tecnologias derivadas da aviação militar, incluindo sistemas inspirados no caça Dassault Rafale, como controle de voo com recuperação automática e o conceito HOTAS. Com isso, a Dassault posiciona o Falcon 10X para disputar espaço no topo do mercado com rivais como o Gulfstream G700 e o Bombardier Global 7500, apostando na combinação de autonomia, tecnologia e uma cabine sem precedentes.

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A JHSF deu um passo decisivo em sua estratégia de internacionalização ao adquirir o Enjoy Punta del Este, antigo Conrad, por mais de US$ 160 milhões. O movimento reforça a presença do grupo no Uruguai, onde já atua há mais de 15 anos, e mira um dos destinos mais relevantes para o turismo de alta renda na América do Sul. Localizado na península, à beira da Praia Mansa, o ativo foi escolhido tanto pela localização privilegiada quanto pelo crescimento consistente do turismo internacional no país, considerado estável e com grau de investimento.
O plano da companhia é transformar o empreendimento em um complexo multiuso inspirado no modelo de ecossistema integrado que a JHSF já opera em outros projetos. O hotel será reformado para operar sob a bandeira Fasano, enquanto o entorno ganhará quatro torres residenciais no conceito de branded residence e um shopping center ampliado para mais de 20 mil metros quadrados de área bruta locável. O novo CJ Punta, versão uruguaia do Cidade Jardim, deverá reunir mais de 50 operações comerciais, incluindo marcas internacionais inéditas na região e novas opções gastronômicas, mantendo também o cassino como parte central da experiência.
O projeto complementa o Fasano Las Piedras, outro empreendimento da companhia na região, mas com proposta distinta. Enquanto o primeiro segue um conceito mais horizontal e voltado ao campo, o novo complexo aposta em um modelo vertical, integrado ao varejo e ao entretenimento. A expectativa é que a operação seja concluída até o fim de 2026, sujeita a aprovações regulatórias. Inserido em uma estratégia global que já inclui ativos em cidades como Nova York, Miami e Londres, o investimento reforça a ambição da JHSF de consolidar destinos completos voltados ao público de alta renda e ampliar sua participação internacional, que já responde por cerca de 30% do valor total de seus empreendimentos.

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Fundada em 2005 no Vallée de Joux, berço da relojoaria suíça, a marca Romain Gauthier nasceu da obstinação de seu criador em construir peças excepcionais do zero. Com formação em mecânica de precisão e mais de duas décadas de experiência na fabricação de componentes, o relojoeiro transformou conhecimento técnico e visão empreendedora em uma manufatura independente, capaz de produzir internamente movimentos completos. O resultado é uma produção limitada, voltada a colecionadores, que privilegia qualidade absoluta em detrimento de escala.
O grande diferencial da casa está na autonomia criativa e na integração vertical. Ao investir em maquinário próprio e formar especialistas, Gauthier assegurou controle total sobre cada etapa, do projeto à montagem final. Essa independência permite desenvolver mecanismos inovadores e soluções técnicas originais, sempre acompanhadas por um nível extremo de acabamento manual. A filosofia combina engenharia rigorosa, confiabilidade e estética refinada, refletindo uma busca constante pelo equilíbrio entre desempenho e beleza, inspirada desde a juventude do fundador.
Essa abordagem ganha forma no C by Romain Gauthier Carbonium Edition, modelo que traduz a identidade contemporânea da marca. Com caixa em Carbonium e movimento manual em titânio grau 5, o relógio oferece reserva de marcha de 60 horas e revela parte de sua mecânica por meio de um mostrador parcialmente aberto. Elementos como a roda de segundos exposta e a arquitetura do escapamento reforçam o caráter técnico, enquanto o uso de Super-LumiNova e acabamentos facetados adiciona modernidade e legibilidade. É a síntese de uma relojoaria que evolui a tradição sem abrir mão de sua essência artesanal.

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Aos 70 anos, Rubens Menin decidiu marcar a data com um gesto à altura da ambição que levou ao Douro: o lançamento de um raríssimo “Very Very Old Tawny”, um vinho do Porto com impressionantes 150 anos. O rótulo nasceu após cinco anos de trabalho meticuloso de seus enólogos e foi apresentado em uma de suas quintas às margens do rio, em uma celebração que misturou tradição, simbolismo e sofisticação. Produzido em edição limitadíssima de 200 garrafas de cristal de 500 ml, o vinho chega ao mercado português por 10 mil euros, mirando diretamente o topo da pirâmide do luxo.
Por trás da exclusividade está um processo quase arqueológico. Sob a condução do enólogo consultor Tiago Alves de Souza e do residente Manuel Saldanha, o blend foi construído a partir de vinhos garimpados em diferentes adegas da região, muitos deles oriundos de vinhas plantadas ainda no século XIX. O resultado é descrito como uma expressão do patrimônio do Douro, reunindo uma complexidade impossível de reproduzir. A estratégia reforça o posicionamento da Menin Douro Estates, que aposta em Portos de altíssima gama mesmo em um cenário global de queda no consumo da categoria.
A vinícola integra um projeto maior, financiado integralmente por Menin, que já investiu 65 milhões de euros na aquisição de terras, vinhas e infraestrutura. Hoje, suas operações somam 185 hectares, incluindo preciosas vinhas velhas, e produzem dezenas de rótulos entre vinhos de mesa e Portos. Com planos adicionais de investimento e foco crescente em enoturismo, o empresário quer mais do que produzir vinhos icônicos: pretende transformar o Douro em um ativo ainda mais valorizado e garantir que o Brasil, seu segundo maior mercado, assuma o protagonismo no futuro.

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“Bonfire of the Murdochs”, de Gabriel Sherman, é mais do que uma crônica sobre uma das famílias mais poderosas da mídia global. A obra mergulha na trajetória de Rupert Murdoch, que herdou um jornal na juventude e construiu um império capaz de remodelar o consumo de notícias, especialmente nos Estados Unidos. Ao longo das páginas, Sherman mostra como esse crescimento esteve profundamente ligado à influência política e à ascensão de figuras como Donald Trump, revelando um sistema em que informação, poder e interesses comerciais se confundem.
O ponto central do livro, no entanto, não está apenas nos negócios, mas na dinâmica familiar corrosiva que sustenta esse império. Sherman detalha como Murdoch estimulou rivalidades entre seus filhos, colocando-os em disputas sucessórias enquanto alternava apoio e rejeição. Episódios como o escândalo de grampos telefônicos no tabloide britânico News of the World e a venda de ativos estratégicos, como a 20th Century Fox, expõem uma liderança marcada por decisões implacáveis. Mesmo os herdeiros mais alinhados ao patriarca acabam percebendo que o controle total nunca esteve ao alcance.
A narrativa ganha força ao mostrar que o colapso familiar reflete também um impacto mais amplo no jornalismo contemporâneo. Ao priorizar lucro e influência, o modelo construído por Murdoch ajudou a consolidar uma mídia pautada por polarização, sensacionalismo e distorção da realidade. O livro, curto e incisivo, se destaca justamente por condensar essa história em um retrato quase literário de ambição e ruptura. No fim, o legado que emerge não é apenas o de uma dinastia fragmentada, mas o de um sistema que redefiniu os limites entre informação e poder.

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É a filha de Giancarlo Bolla, criador do La Tambouille, restaurante que virou referência em matéria de alta gastronomia franco-italiana em São Paulo. Sob o comando de Carla, o empreendimento continua relevante e atual.
Como você lida com a passagem do tempo?
Eu lido muito bem com o tempo; ele é meu maior aliado. Aprendo algo novo todos os dias e, sinceramente, não tenho vontade de voltar nem um dia sequer na minha trajetória. Sou genuinamente feliz com o tempo que vivi e com o que vivo hoje. Acredito que a gente só envelhece se der permissão, porque quem manda no relógio biológico, no fim das contas, é o vigor da mente e do espírito.
Qual lição mais dura a vida te ensinou?
A gente cresce acreditando que evoluir é uma linha reta, sempre para cima. Mas a lição mais dura que aprendi foi que, para construir algo que realmente tenha base e seja de alto nível, a gente precisa passar por umas 'escavações' bem profundas. Aqueles momentos difíceis, que na hora parecem só peso, foram o que criou a estrutura para os meus melhores projetos e para a fase que vivo hoje. Sem o rigor dessas lições, eu não teria força para sustentar o que conquistei. No fim das contas, onde eu encontrei a maior resistência foi justamente onde vieram as minhas maiores vitórias.
Qual legado você pretende deixar?
Meu desejo é deixar um legado muito próximo ao que recebi dos meus pais. Acredito em uma herança que não é feita de coisas, mas de princípios: respeito, amor, caráter e uma resiliência silenciosa. Quero que o meu rastro seja algo sólido e duradouro, baseado em valores que não saem de moda e que servem de alicerce para qualquer caminho que meus filhos escolham seguir. Esse legado é o que dá sentido a todo o aprendizado que o tempo me trouxe
Qual foi a época mais feliz da sua vida?
Eu tive a sorte de viver momentos incríveis, que guardo com muito carinho e um amor enorme no coração. Mas, se eu tiver que escolher, a época mais feliz da minha vida é, sem dúvida, o hoje. É agora que eu consigo desfrutar de tudo o que aprendi, com a leveza e a consciência de quem sabe exatamente quem é e onde quer estar. Não trocaria o meu presente por nenhuma outra fase.
Que você enxerga dos seus pais em você?
Eu tive a sorte de ter pais incríveis e recebi deles a base de tudo: a educação correta e o amor na dose certa. Com eles, aprendi desde cedo o respeito e o amor ao próximo, mas, acima de tudo, vi o exemplo de quem nunca desistiu dos seus objetivos. Hoje, entendo que essa é a maior herança que eu poderia ter. Carrego a força e a leveza, e enxergo exatamente isso deles em mim.

A Prior Society nasce com a ambicao de reunir, em um so circulo, os lideres que moldam o presente e desenham o futuro do mercado. Uma comunidade cuidadosamente curada por mim, onde o verdadeiro valor esta no encontro entre pessoas extraordinarias, experiencias memoraveis e conversas que simplesmente nao acontecem em nenhum outro lugar.
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