
_______

_______
Aberto em fevereiro de 2026 em Manhattan, o Odo East Village entrou rapidamente no radar gastronômico de Nova York. Em poucas semanas, o restaurante já acumulava uma lista de espera de 700 pessoas e consolidava seu nome como um dos endereços mais disputados da cidade. Instalado no East Village, o novo projeto do chef Hiroki Odo aposta em uma proposta que tem despertado curiosidade entre nova-iorquinos e visitantes: o “kaiseki izakaya”, formato que aproxima a tradição refinada do jantar japonês de múltiplos pratos de uma experiência casual e flexível.
Embora a culinária kaiseki desperte interesse crescente em Nova York, seu ritual formal costuma intimidar parte do público. No Odo East Village, essa barreira foi reduzida com um cardápio dividido em oito etapas clássicas da tradição japonesa, mas com liberdade para que cada cliente monte a própria refeição. É possível pedir pratos de categorias diferentes em qualquer quantidade, no espírito descontraído de um izakaya, ou seguir um percurso completo de jantar kaiseki. O resultado combina acesso mais amplo com rigor técnico. O sakizuke “Kinpira”, por exemplo, aplica a delicada técnica de katsuramuki à raiz de bardana, enquanto o Takiawase “Nikomi” traz língua bovina macia com missô vermelho e branco, vinho tinto reduzido e parmesão fresco.
Outro eixo central do restaurante é o arroz, colocado por Hiroki Odo no coração do menu como forma de explorar novas possibilidades para a culinária japonesa em Nova York. A escolha também orienta uma cozinha essencialmente sem glúten, construída a partir da eliminação de ingredientes com trigo e da busca pela expressão mais pura dos sabores. No comando do balcão de 24 lugares está o chef executivo Koji Toyoda, que passou 11 anos em formação no Japão antes de chegar à cidade. A combinação entre tradição, técnica e uma leitura contemporânea do mercado ajuda a explicar por que o Odo East Village virou assunto recorrente entre os conhecedores da cena nova-iorquina. Para uma cidade acostumada a restaurantes japoneses de alto padrão e preços elevados, o novo endereço oferece um caminho de entrada que preserva sofisticação sem perder leveza.

_______
Navegar no Orient Express Corinthian é embarcar em uma nova interpretação do luxo em alto-mar. Com 220 metros de comprimento e três mastros de fibra de carbono que ultrapassam 100 metros de altura, a embarcação chega ao mercado como o maior veleiro do mundo. Seus mastros sustentam velas rígidas que se recolhem como leques e foram projetadas para reduzir o consumo de combustível em cerca de 40%. Embora também possa operar apenas com a força do vento, o navio conta com uma ampla casa de máquinas abaixo do convés. O resultado é um projeto que combina engenharia naval de ponta e a herança histórica da marca Orient Express.
A experiência a bordo começa no salão principal, um lounge que ocupa toda a largura de 25 metros do navio. A proposta estética revisita o art déco com linguagem contemporânea, reunindo colunas ornamentadas, alabastro translúcido, painéis esculpidos e uma seleção de madeiras nobres, mármores e acabamentos sob medida. O Corinthian terá 54 suítes para até 110 hóspedes, atendidos por uma tripulação de 170 pessoas. Todas as acomodações oferecem vista panorâmica para o mar. A menor delas, a suíte panorâmica de 47 metros quadrados, já revela a escala da proposta, com amplas janelas e áreas de estar generosas. No topo da hierarquia está a suíte Agatha Christie, com 225 metros quadrados, terraço envolvente e academia privativa.
O navio foi concebido para transformar o deslocamento em destino. Há cinco restaurantes, incluindo o La Table by Yannick Alléno, com serviço para apenas 24 convidados por noite, além de um oyster bar banhado por luz natural. O convés superior abriga uma piscina de 17 metros para nado contínuo, enquanto a área de lazer reúne beach club, spa da Guerlain, teatro com estúdio de gravação, cinema, biblioteca e sala de jogos. Entre temporadas no Mediterrâneo e no Caribe, o Corinthian inaugura um novo capítulo para a hospitalidade marítima de ultraluxo, em um momento em que grandes grupos globais disputam espaço em um segmento cada vez mais sofisticado.

_______
A guest-house que deu origem ao grupo Barracuda em Itacaré passou por uma mudança de identidade. O antigo Barracuda Boutique agora se chama Oiti, em referência às árvores que marcam a orla da cidade baiana. Instalado no centro histórico, diante do encontro entre o Rio de Contas e o mar, o hotel preserva a atmosfera intimista que ajudou a moldar o estilo de hospitalidade da marca. Com 11 suítes de 45 a 80 metros quadrados, o endereço combina design escandinavo e referências baianas em ambientes amplos, móveis de linhas simples, obras de artistas locais e um serviço que aposta na proximidade entre equipe e hóspedes.
No Oiti, a proposta é de casa de praia com curadoria de experiências. A programação inclui canoa havaiana com guia, já incluída na diária, e passeios pelo Rio de Contas a bordo do Cioba, barco tradicional de madeira. A gastronomia também ajuda a definir a personalidade do hotel. O restaurante, aberto ao público no jantar, tem a brasa como eixo central e trabalha com ingredientes de pequenos agricultores e pescadores da região. Tacos de atum, polvo na brasa e sobremesas com cacau aparecem em um cardápio que traduz o diálogo entre a cozinha brasileira e a produção local.
É no Barracuda Hotel & Villas, porém, que a proposta ganha sua forma mais completa. Inaugurado em 2020 após cerca de 15 anos de desenvolvimento, o empreendimento ocupa um terreno de 26 hectares com vista para o mar e para a Mata Atlântica. São 17 suítes e 14 villas de quatro ou cinco suítes, cada uma com identidade própria, mas unidas pelo uso de mobiliário assinado por designers baianos e por uma arquitetura que privilegia integração com a paisagem.
O hotel concentra a experiência mais robusta do grupo, com surf guide personalizado, visitas a fazendas de cacau, passeios de barco, trilhas, massagens ao ar livre, yoga e uma gastronomia autoral baseada em ingredientes frescos de pescadores e pequenos produtores. A operação das atividades é feita pela própria equipe, o que aproxima hóspedes da rotina local e consolida o Barracuda como a expressão mais ambiciosa da hotelaria criada em Itacaré.

_______
Há mais de 110 anos, a britânica Morgan Motor Company cultiva uma identidade rara na indústria automotiva. Instalada em Malvern, no Reino Unido, a fabricante construiu sua reputação ao combinar artesanato tradicional, produção sob encomenda e uma experiência de condução que privilegia conexão mecânica e individualidade. Agora, a empresa entra em uma nova fase ao ampliar sua ambição em performance, apoiada por investimentos em engenharia, pesquisa e capacidade produtiva em sua sede histórica.
O movimento ganha forma com o Morgan Supersport 400, apresentado como o Morgan de produção mais potente já construído. Posicionado no topo da linha Supersport, ele entrega 402 cavalos a partir do motor BMW B58 3.0 turbo de seis cilindros, combinado com transmissão automática ZF de oito marchas. O resultado é aceleração de 0 a 100 km/h em 3,6 segundos e velocidade máxima de 289 km/h. Construído sobre a plataforma de alumínio colado CXV, o modelo pesa 1.170 quilos e reforça a filosofia da marca de unir leveza estrutural, respostas imediatas e envolvimento direto ao volante.
No Supersport 400, desempenho e refinamento caminham juntos. O pacote Dynamic Handling, agora de série, recebeu recalibração específica e inclui amortecedores ajustáveis Nitron com 24 níveis de regulagem. As novas rodas forjadas Sportlite de 19 polegadas, os pneus Michelin Pilot Sport 5 e o escapamento ativo de alto fluxo completam um conjunto pensado para respostas mais precisas e maior controle em velocidade. No interior, a cabine preserva o caráter artesanal com couro, Alcantara, costuras exclusivas e opção inédita de seletor de marchas em alumínio. Cada unidade é produzida sob encomenda em Pickersleigh Road e desenvolvida em estreita colaboração com a equipe de design da empresa, reforçando a proposta de que nenhum Morgan sai da fábrica igual ao outro.

_______
A Vacheron Constantin reforça sua tradição ligada ao espírito de exploração com o lançamento do Overseas Dual Time Cardinal Points, uma edição que celebra os 30 anos da coleção Overseas. Totalmente construído em titânio, o modelo aposta em leveza e resistência para acompanhar deslocamentos globais, mantendo a elegância casual que se tornou assinatura da linha desde sua reinvenção em 2016. A novidade chega em quatro versões não limitadas, disponíveis exclusivamente nas boutiques da marca.
O conceito “Cardinal Points” organiza a coleção em quatro mostradores que representam direções e paisagens distintas: branco para o norte gelado, marrom para o sul e suas planícies, verde para o oeste de florestas densas e azul para o leste de mar e céu. Cada dial traz uma construção sofisticada, com texturas variadas que reduzem reflexos e ampliam a legibilidade, além de detalhes como marcadores em ouro branco 18 quilates e indicações em laranja para o segundo fuso horário e função dia e noite. A caixa de 41 mm, combinada ao acabamento em cinza antracite fosco em elementos como luneta e coroa, reforça o caráter esportivo e técnico da peça.
No coração do modelo está o calibre manufaturado 5110 DT/3, automático, desenvolvido para viajantes e capaz de exibir simultaneamente dois fusos horários, além de data sincronizada com a hora local e indicação AM/PM. Visível pelo fundo em safira, o movimento reúne acabamentos refinados como Côtes de Genève, perlage e um rotor em ouro amarelo 22K decorado com rosa dos ventos. Com sistema de troca rápida de pulseiras sem ferramentas e conjunto que inclui bracelete de titânio e opções em borracha, o relógio consolida uma proposta versátil. O preço segue o posicionamento da marca: US$ 41 mil.

_______
Em O Executivo que Tropeçou no Divã, Rogério Bragherolli leva ao centro do debate corporativo um tema que por muito tempo permaneceu à margem: a saúde mental da alta liderança. A obra parte de uma constatação direta. Executivos vivem sob pressão constante, enfrentam a solidão do poder e, muitas vezes, não encontram espaço para discutir suas fragilidades. Com linguagem acessível e abordagem prática, o livro se posiciona como um guia para quem busca equilibrar desempenho e bem-estar.
A narrativa se sustenta na experiência de mais de três décadas do autor no mundo corporativo, somada à atuação como mentor e psicanalista de executivos. Ao longo das páginas, surgem reflexões sobre como emoções como medo, vaidade e insegurança influenciam decisões estratégicas. O livro também aborda temas sensíveis como sucessão empresarial, conflitos societários e identidade profissional, mostrando que muitos problemas organizacionais têm origem nas relações humanas e não apenas em fatores de mercado ou estratégia.
O grande mérito da obra está em conectar desempenho empresarial à dimensão emocional da liderança. Ao defender que empresas são, antes de tudo, sistemas humanos, Bragherolli propõe uma visão de gestão que integra inteligência emocional, clareza estratégica e saúde mental. Para líderes, gestores e empreendedores, a leitura funciona como um convite à autoconsciência e à revisão de práticas, com impacto direto não só na carreira, mas também na qualidade das decisões e nos resultados das organizações.

- COM -
VP da Sucos Tial desde o ano passado, foi CEO da Grand Cru, COO e Vice-presidente executivo do Mambo e ainda exerceu cargos de liderança na Adidas e na Birkenstock. Em 2021, fundou a b4waste, uma empresa de tecnologia alimentar premiada que combate o desperdício através da inovação digital.
Como você lida com a passagem do tempo?
Um amigo me disse que chegar aos 50 representa ‘o fim do primeiro tempo’. Gosto muito dessa definição. Por um lado, me fez refletir sobre o tanto que já feito e vivido. E, por outro, ter os primeiros contatos mais claros com a noção de finitude faz pensar sobre o valor do que realmente faz nossa vida valer a pena ser vivida: as pessoas com as quais compartilhamos nosso amor e nossas experiências.
Qual lição mais dura a vida te ensinou?
Que o preço mais alto a se pagar é de tudo aquilo que nos afasta da nossa essência. Mas que muitas vezes só entenderemos qual é essa essência depois de errar por não ter tido vivência suficiente para conhecê-la. Em outras palavras, que os ganhos crescentes da maturidade não podem ser antecipados sem viver. E que não teremos nem tanto tempo nem tanta saúde para curtir essa maturidade que é tão preciosa em se conquistar.
Qual legado você pretende deixar?
Ter sido alguém que contribuiu para que outras vidas fossem melhores e mais felizes. Dos familiares aos amigos e pessoas com as quais trabalho e me relaciono. E filhos que carreguem pelo caminho que sigam os mesmos valores éticos que recebi dos meus pais.
Qual foi a época mais feliz da sua vida?
Acredito que haverá fases bem felizes nesse segundo tempo. Mas recordo com muita alegria do futebol na primeira infância, da intensidade da faculdade e das felicidades da vida de casado (viagens, amigos e principalmente a Loli e o Pipo).
Que você enxerga dos seus pais em você?
Acima de tudo, valores que regem a relação com tudo aquilo que não é meu. A preocupação de que o bem comum esteja acima de todas as outras coisas.

A Prior Society nasce com a ambicao de reunir, em um so circulo, os lideres que moldam o presente e desenham o futuro do mercado. Uma comunidade cuidadosamente curada por mim, onde o verdadeiro valor esta no encontro entre pessoas extraordinarias, experiencias memoraveis e conversas que simplesmente nao acontecem em nenhum outro lugar.
Para saber mais:
Together with:
