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O Instituto Inhotim transformou seus 20 anos em uma oportunidade de revisitar a própria trajetória e reforçar seu papel como uma das instituições culturais mais relevantes do país. Considerado o maior museu a céu aberto da América Latina, o espaço em Brumadinho prepara uma programação especial ao longo de 2026, ancorada nos pilares de arte, educação e natureza. A celebração começou em abril, com a inauguração das obras Contraplano, de Lais Myrrha, Dupla Cura, de Dalton Paula, e Tororama, de Davi de Jesus Nascimento.
O calendário comemorativo ganha força no segundo semestre. Em setembro, o Centro de Educação e Cultura Burle Marx recebe uma grande exposição retrospectiva sobre as duas décadas do museu, com abordagem imersiva e homenagem ao fundador Bernardo Paz. Em outubro, a Galeria Cildo Meireles passa por renovação arquitetônica e incorpora a instalação Missão/Missões (Como Construir Catedrais). No mesmo período, retorna à programação The Murder of Crows, instalação sonora de Janet Cardiff e George Bures Miller, composta por 98 alto-falantes e conhecida pela experiência sensorial imersiva que mistura realidade e sonho.
Sob a gestão de Paula Azevedo, presidente do instituto desde 2023, o Inhotim vive uma fase de consolidação institucional e de valorização do próprio acervo. A estratégia agora é revisitar galerias e experiências já existentes, sem previsão de novas construções até 2030. Com 140 hectares de visitação, mais de 800 obras em exposição e artistas de mais de 18 países, o museu também prepara uma festa gratuita aberta ao público em 18 de outubro, com expectativa de reunir 5 mil pessoas. A comemoração marca um novo capítulo de um espaço que une arte contemporânea, preservação ambiental e experiências culturais de escala rara no Brasil.

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O hotel Emiliano, em São Paulo, inicia uma nova fase de sua trajetória gastronômica com a inauguração do Cena, restaurante que substitui o que levava o nome do hotel desde 2001. A mudança marca uma reformulação profunda no espaço e reposiciona a operação como um destino voltado à experiência imersiva, unindo arquitetura, cozinha e hospitalidade. O projeto assinado por Arthur Casas reorganiza o salão a partir de uma cozinha aberta, colocando o preparo dos pratos no centro da experiência e resgatando a vocação gastronômica do hotel sob uma ótica contemporânea.
À frente da cozinha está o chef Vinícius Pires Alves, que trabalhou por seis anos no Evvai ao lado de Luiz Filipe Souza e venceu a etapa nacional do Bocuse d’Or 2026. Sua proposta aposta em uma culinária brasileira contemporânea baseada na técnica, no produto e na pureza dos sabores. No Cena, o cozinheiro transforma a execução em parte da narrativa do restaurante, em uma dinâmica que aproxima o salão do ritmo da cozinha e valoriza o processo tanto quanto o resultado servido à mesa.
A nova identidade do restaurante também passa pela curadoria de bebidas assinada pelo sommelier Luís Otávio Álvares Cruz. A carta reúne cerca de 200 rótulos e dá protagonismo aos champagnes, enquanto incorpora vinhos nacionais de forma natural e coerente com o momento da produção brasileira. Sem recorrer a excessos ou à busca imediata pelo status de novidade da temporada, o Cena estreia apostando em uma construção gradual de relevância em uma cidade acostumada a mudanças constantes e exigente com seus novos endereços.

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Nas colinas de Fiesole, com vista panorâmica para Florença, o Villa San Michele voltou a receber hóspedes após 18 meses de reforma. Integrante do portfólio da Belmond desde 1976 e parte do grupo LVMH desde 2019, o hotel ocupa um convento franciscano do século XV cuja fachada é atribuída ao círculo de Michelangelo. A renovação, assinada pelo escritório Luigi Fragola Architects, reposiciona o endereço histórico com foco em bem-estar, gastronomia e experiências ligadas ao território toscano.
Os interiores ganharam novos materiais e acabamentos inspirados na região, incluindo pisos em terracota de Impruneta, mármore Cipollino de Carrara, tapeçarias artesanais e afrescos restaurados. As 27 suítes e 12 apartamentos foram redistribuídos entre o edifício histórico e os jardins escalonados da propriedade. Entre os destaques está a suíte Grand Tour, instalada no primeiro andar da fachada principal, espaço que já abrigou Napoleão Bonaparte. Já os jardins restaurados pelo estúdio Luca Ghezzi Garden Design se estendem por mais de dez mil metros quadrados e fazem ligação com o Parco Monumentale di Monte Ceceri, onde Leonardo da Vinci realizou experimentos de voo.
A nova fase do hotel também amplia sua oferta de hospitalidade. O recém-inaugurado Spa by Guerlain ocupa o antigo convento e aposta em tratamentos inspirados na flora local. Na gastronomia, o destaque é o Antesi, restaurante intimista de apenas oito mesas comandado pelo chef Alessandro Cozzolino em uma galeria renascentista do século XVI. O menu degustação privilegia ingredientes sazonais e referências da culinária toscana. A programação inclui ainda práticas de yoga, sound healing e retiros desenvolvidos em parceria com a marca milanesa La DoubleJ, reforçando a proposta de um refúgio histórico voltado ao ritmo desacelerado da Toscana.

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O MG Cyberster nasceu como uma ideia despretensiosa dentro do estúdio de design da MG em Londres e acabou se transformando no primeiro esportivo elétrico conversível produzido em série em escala relevante. Segundo Carl Gotham, diretor de design avançado da marca, o projeto foi desenvolvido fora do expediente, sem briefing formal ou plano de negócios definido. A intenção inicial era criar um conceito capaz de inspirar os executivos da companhia e mostrar que ainda havia espaço para um roadster na era elétrica. O protótipo ganhou força após ser apresentado internamente e recebeu sinal verde para produção depois de sua exibição em um salão automotivo na China.
O resultado combina referências clássicas dos esportivos britânicos com soluções típicas da nova geração de elétricos. O Cyberster preserva o capô longo e a silhueta baixa, mesmo sem a necessidade de acomodar um motor a combustão na dianteira. As portas elétricas estilo tesoura se tornaram a assinatura visual do modelo, enquanto o interior aposta em uma experiência centrada no motorista, com três telas digitais integradas, bancos esportivos revestidos em alcântara e sistema de som premium. Gotham resume a proposta como um carro pensado para ser elegante, leve e relaxado ao volante, com uma condução silenciosa que remete à sensação de velejar.
No Brasil, o Cyberster chegou no fim de 2025 em versão única, com preço de R$ 499.800 e posicionamento premium. Equipado com dois motores elétricos, o modelo entrega 510 cv de potência combinada, 725 Nm de torque e acelera de 0 a 100 km/h em 3,2 segundos. O primeiro lote de 50 unidades foi vendido em menos de um mês, reforçando o papel estratégico do carro para a operação brasileira da MG. Embora não seja um veículo de volume, o roadster funciona como vitrine de design e tecnologia para a marca, que prepara a chegada de novos elétricos ao país e tenta ampliar sua presença em um segmento mais aspiracional.

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Antes de a Patek Philippe se tornar um dos maiores símbolos da alta relojoaria suíça, havia um nome central na origem da marca: Franciszek Czapek. Nascido em Semonice, no então Reino da Boêmia, atual República Tcheca, Czapek migrou ainda jovem para a Polônia e, após participar da insurreição polonesa de 1830, refugiou-se na Suíça em 1832. Talentoso relojoeiro, fundou sua primeira empresa, Czapek & Moreau, e passou a assinar como François Czapek, nome que o acompanharia na história da relojoaria europeia.
O encontro com Antoine Norbert de Patek, outro exilado polonês em Genebra, mudaria os rumos do setor. Em 1839, os dois fundaram a Patek, Czapek & Cie, companhia que produziu relógios de destaque ao longo de seis anos. A parceria terminou em 1845, quando Patek seguiu um novo caminho ao lado de Jean Adrien Philippe, dando origem à futura Patek Philippe. Já Czapek criou a Czapek & Cie com Juliusz Gruzewski e rapidamente consolidou reputação própria no segmento de alta relojoaria.
Na década de 1850, François Czapek já era reconhecido como um dos grandes relojoeiros do século XIX. Tornou-se fornecedor do príncipe Napoleão e abriu boutiques em Genebra, Varsóvia e na Place Vendôme, em Paris. Sua obra ficou marcada pela combinação de rigor técnico e estética incomum, com mostradores elaborados, movimentos simétricos e detalhes inspirados em seus relógios de bolso originais. Após desaparecer misteriosamente em 1871, seu nome ficou adormecido por mais de um século, até ser ressuscitado oficialmente em 2012. Hoje, a Czapek & Cie aposta na herança de seu fundador para disputar espaço entre as maisons independentes mais respeitadas da relojoaria contemporânea.

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Em um tempo em que decisões são tomadas na velocidade de um clique, o novo livro A prática da estratégia surge como um manifesto em defesa do pensamento de longo prazo. Com mais de meio século de experiência como estudioso e consultor, Claudio Porto reúne conceitos, estudos de caso e orientações práticas para líderes que desejam construir futuros duradouros em ambientes marcados pela incerteza. O autor define estratégia como uma combinação entre antecipação, escolha e ação, sempre guiada por visão de futuro e intencionalidade.
O mérito da obra está justamente em aproximar reflexão e execução. Claudio Porto evita o academicismo excessivo e transforma temas complexos em aplicações concretas para empresas, governos e organizações. Ao tratar da implementação estratégica, o livro enfatiza a importância da coordenação, da liderança inspiradora e da clareza na distribuição de responsabilidades. A ideia central é simples, mas poderosa: planejar não basta. É preciso sustentar a trajetória, adaptar rotas quando necessário e manter coerência entre ambição e prática.
Entre os exemplos apresentados, ganha destaque o caso do Espírito Santo e o processo de transformação política e institucional conduzido a partir de 2002, relatado também pela perspectiva do ex-governador Paulo Hartung. O episódio reforça a visão do autor de que estratégia é um instrumento capaz de alterar realidades econômicas e sociais quando combinada com método, foco e mobilização coletiva. Ao unir teoria sólida e experiências concretas, o livro se consolida como leitura indispensável para executivos, gestores públicos e lideranças interessadas em construir resultados sustentáveis em um mundo cada vez mais instável.

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Formada em Administração de Empresas, com MBA Executivo em Finanças pelo Ibmec Business School e MBA em Administração de Varejo pela FIA, Eliana possui mais de 20 anos de história na Livraria da Vila, além de ter atuado em outros negócios do grupo desde 1997. Desde 2024 é a CEO da rede.
Como você lida com a passagem do tempo?
Cuidar do corpo e da mente é fundamental. Além disso, procuro conviver com pessoas de diferentes gerações. Acredito muito nessa troca, que amplia o olhar e traz novas perspectivas sobre o tempo e a vida.
Qual lição mais dura a vida te ensinou?
Que o machismo e o racismo estrutural estão presentes em todas as esferas da sociedade.
Qual legado você pretende deixar?
Ao longo dos anos percebi que as mulheres precisam de mais empoderamento para assumirem cargos de liderança. Mostrar o quanto elas são capazes faz parte do meu dia a dia.
Qual foi a época mais feliz da sua vida?
Acho que não existe uma época específica, a vida é feita de micro momentos felizes, que podem acontecer até em épocas mais difíceis. Eu também gosto de pensar que o melhor da vida ainda está por vir. Quero ainda ter muitos momentos felizes.
Que você enxerga dos seus pais em você?
A vontade de aprender, estudar e o amor pelos livros.

A Prior Society nasce com a ambicao de reunir, em um so circulo, os lideres que moldam o presente e desenham o futuro do mercado. Uma comunidade cuidadosamente curada por mim, onde o verdadeiro valor esta no encontro entre pessoas extraordinarias, experiencias memoraveis e conversas que simplesmente nao acontecem em nenhum outro lugar.
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