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O Brasil chega à 61ª edição da La Biennale di Venezia com uma proposta que transforma o pavilhão nacional em uma experiência sensorial. Intitulada “Comigo ninguém pode”, a mostra tem curadoria de Diane Lima e reúne, em diálogo inédito, as artistas Rosana Paulino e Adriana Varejão. A exposição ocupa integralmente o Pavilhão do Brasil a partir de maio de 2026, com pinturas, esculturas, desenhos e obras inéditas desenvolvidas especialmente para a ocasião.
Inspirado na planta popularmente conhecida como comigo-ninguém-pode, símbolo de proteção e resiliência, o projeto propõe uma reflexão sobre natureza, espiritualidade e memória colonial brasileira. A curadoria rompe a linearidade do tempo ao aproximar mais de três décadas da produção das artistas em uma narrativa marcada por tensões simbólicas, cromáticas e matéricas. A expografia assinada por Daniela Thomas transforma a própria arquitetura modernista do pavilhão em parte ativa da exposição, criando uma atmosfera de forte impacto visual e performativo.
O projeto também marca um novo momento para o espaço brasileiro em Veneza. Projetado em 1964 por Giancarlo Palanti, Henrique Mindlin e Walmyr Lima Amaral, o pavilhão passou recentemente por um amplo processo de recuperação conduzido pela Fundação Bienal de São Paulo em parceria com o Ministério da Cultura e o Ministério das Relações Exteriores. A restauração recuperou elementos originais da construção, incluindo as paredes laterais de vidro e a fachada, reforçando a presença do Brasil em uma das principais vitrines da arte contemporânea mundial.

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A Montblanc decidiu reorganizar sua operação de alta relojoaria e transformar a histórica Minerva em uma divisão própria dentro da marca. A mudança marca um novo capítulo para a manufatura fundada em 1858 em Villeret, na Suíça, conhecida pela tradição em cronógrafos e movimentos desenvolvidos internamente. Fora da Watches & Wonders deste ano, a Montblanc conseguiu atrair atenção ao apresentar, em Nova York, a nova estrutura da Minerva e seus primeiros lançamentos como entidade independente.
A estratégia consolida um movimento que vinha sendo desenhado há anos. Desde a compra da Minerva pela Montblanc, em 2006, a manufatura atuava como centro técnico para os calibres mais sofisticados da marca. Agora, ganha identidade própria, produção separada e posicionamento focado exclusivamente na alta relojoaria artesanal. Laurent Lecamp, que acumula os cargos de CEO da Minerva e diretor da divisão de relógios da Montblanc, afirma que a ideia é criar peças voltadas para colecionadores, com produção limitada, acabamento manual e forte conexão histórica. A manufatura pretende produzir no máximo cerca de mil relógios por ano.
O principal símbolo dessa nova fase é o Minerva The Unveiled Crownless, relógio sem coroa em que o bisel controla tanto a corda quanto o ajuste das horas. O modelo utiliza o novo calibre M15.08, desenvolvido internamente, com reserva de marcha de 80 horas e construção inspirada em mecanismos históricos da marca. A coleção inclui ainda novas versões do Minerva The Unveiled Secret e do Minerva The Unveiled Chronograph, todos com movimentos complexos, produção artesanal e preços que chegam a 84 mil euros. Para a Minerva, o passado funciona como ponto de partida para criar relógios contemporâneos, mas sem abrir mão das técnicas tradicionais que construíram sua reputação ao longo de mais de um século.

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O centenário The Vineta Hotel acaba de iniciar uma nova fase ao entrar para a coleção Masterpiece da Oetker Hotels. Reinaugurado após uma ampla renovação conduzida em parceria com os proprietários Reuben Brothers, o endereço se tornou a primeira propriedade da rede nos Estados Unidos. Localizado a poucos passos da icônica Worth Avenue, o hotel resgata sua herança de 1926 com uma proposta que une a tradição arquitetônica de Palm Beach ao refinamento mediterrâneo característico da marca.
Com apenas 41 quartos e suítes, o empreendimento preserva a atmosfera intimista por trás da clássica fachada em estilo Mediterranean Revival, marcada por influências espanholas, italianas e do norte da África. O projeto assinado pelo designer Tino Zervudachi aposta em uma combinação de texturas, tons suaves e referências venezianas, visíveis nos pisos de terrazzo, paredes em estuque e detalhes em branco e azul. Segundo o designer, o conceito busca equilibrar a elegância europeia com a luminosidade característica de Palm Beach.
A gastronomia também ocupa papel central na nova etapa do hotel. O restaurante Coco’s, comandado pelo chef executivo Brian Rodriguez, apresenta um menu mediterrâneo inspirado na Riviera Francesa e conectado ao hotel-irmão Hotel du Cap-Eden-Roc. Clássicos como Steak Diane e Eden Roc Sea Bass dividem espaço com lagosta grelhada, massas artesanais e torres de frutos do mar. O hotel ainda reúne o bar botânico Pan’s Garden e a Pool House, área de clima retrô voltada para refeições casuais à beira da piscina adornada por mosaicos sob medida.

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No interior de São Paulo, a Casa Tés transformou o Vale da Grama em um dos endereços mais comentados do vinho brasileiro. Fundada pelo advogado Pedro Testa, sócio do Trindade Advogados, a vinícola nasceu após uma guinada improvável. O plano inicial era investir em gado na Fazenda Santa Maria, em São Sebastião da Grama, mas a descoberta de um Syrah brasileiro despertou o interesse pelo potencial vitivinícola da região. Anos depois, a propriedade se tornou referência entre sommeliers, chefs e colecionadores, apoiada em uma produção limitada e em um terroir de altitude marcado por solo vulcânico, grande amplitude térmica e relevo montanhoso.
Com apenas três rótulos e cerca de 5 mil garrafas produzidas por ano, a Casa Tés adotou o sistema de venda por alocação, estratégia inspirada nas cult wineries de Napa Valley e Bordeaux. A vinícola reúne nomes de peso em torno do projeto. O francês Pierre Lurton, ligado ao grupo LVMH, preside o conselho da marca e participa ativamente das decisões técnicas. Os vinhos também ganharam espaço em restaurantes estrelados como D.O.M., Evvai, Nelita, Tuju e Lasai, consolidando a reputação da casa entre chefs e especialistas do setor.
O rótulo Casa Tés 2022 entrou para a seleção The World’s Best Sommeliers’ Selection, ligada à organização do World’s 50 Best Restaurants, enquanto o branco da vinícola conquistou medalha de prata no Decanter World Wine Awards. A proposta da marca combina técnicas de precisão, uso controlado de barricas francesas e um manejo de vinhedo conduzido majoritariamente por mulheres, algo que Pedro Testa chama de “terroir-roça”. A ambição declarada é ousada: criar um vinho brasileiro capaz de rivalizar com os grandes cortes de Bordeaux. Pelo interesse crescente da alta gastronomia paulistana e pelo reconhecimento internacional, a Casa Tés já deixou de ser promessa para ocupar espaço entre os projetos mais exclusivos do vinho nacional.

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A BYD decidiu elevar o patamar da sua divisão premium com o lançamento do Denza Z, supercarro elétrico conversível que desembarca no Brasil no segundo semestre de 2026 com preço estimado em R$ 1,5 milhão. Apresentado no Salão de Pequim, o modelo nasce para disputar espaço com esportivos de elite ao reunir potência superior a 1.000 cv, aceleração de 0 a 100 km/h em menos de dois segundos e uma proposta voltada ao luxo tecnológico. O carro será um dos pilares da expansão da Denza no país, que já comercializa os modelos B5 e Z9 GT.
Assinado por Wolfgang Egger, ex-chefe de design da Audi, o Denza Z aposta em linhas agressivas, carroceria conversível com teto retrátil e soluções de engenharia típicas de hipercarros. O esportivo utiliza três motores elétricos combinados, tração integral e o sistema de suspensão inteligente DiSus-M, que trabalha com leitura preditiva do asfalto. Há ainda direção by-wire, sem conexão mecânica tradicional entre volante e rodas, além de esterçamento traseiro capaz de realizar movimentos como giro de 360 graus. O interior segue a estética minimalista chinesa, dominado por telas digitais e comandos inspirados em modelos de Porsche e Mercedes.
O Denza Z também simboliza um novo momento da indústria automotiva chinesa. Depois de conquistar mercado com modelos mais acessíveis, fabricantes como a BYD passaram a investir em veículos de imagem e alta performance. O lançamento global do modelo acontecerá no Goodwood Festival of Speed, no Reino Unido, com presença do ator Daniel Craig como embaixador. No Brasil, o esportivo deve rivalizar diretamente com o MG Cyberster, consolidando a disputa entre as montadoras chinesas pelo topo do mercado premium.

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No novo livro De executiva a conselheira – você também pode!, a jornalista e executiva Sonia Consiglio transforma a própria mudança de rota em um guia direto e atual sobre transição de carreira. Após três décadas no mundo corporativo e dez anos de atuação na bolsa de valores, Sonia mergulha nas dúvidas, inseguranças e desafios que surgem quando um ciclo profissional começa a perder sentido. Em tom confessional, a autora parte da experiência vivida durante a pandemia para discutir reinvenção, coragem e a difícil tarefa de abandonar zonas de conforto.
Escrito em primeira pessoa, o livro combina relatos pessoais com reflexões práticas sobre governança, ESG e posicionamento profissional. Sonia descreve como trocou o cotidiano do mercado financeiro pela atuação em conselhos administrativos e consultoria em sustentabilidade, área que passou a nortear sua nova trajetória. A obra também amplia o debate sobre diversidade nos colegiados empresariais, especialmente pela presença feminina em espaços historicamente dominados por homens. Nesse contexto, a autora defende que diferentes experiências e perspectivas elevam a qualidade das decisões corporativas.
Um dos pontos mais interessantes da publicação está nos depoimentos de 55 conselheiras convidadas por Sonia para compartilhar experiências e recomendações sobre a construção de uma carreira em conselhos de administração. Sem recorrer a fórmulas prontas, De executiva a conselheira – você também pode! aposta em estratégia, autenticidade e preparação contínua como pilares para quem deseja ocupar posições de liderança. Em linguagem clara e acessível, o livro extrapola o universo executivo e conversa com qualquer profissional que esteja diante da inquietação de começar um novo capítulo.

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Sócio-proprietário e CEO do Grupo Emiliano, Filgueiras é graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de pós-graduado em Administração de Empresas pela FGV. Em 2021, fundou mais uma rede, a V3rso.
Como você lida com a passagem do tempo?
Tenho uma vida extremamente dinâmica, muita energia, e no fundo não penso muito na passagem do tempo. Completei 50 anos e me sinto extremamente jovem. Encaro o tempo como uma evolução natural da vida. Em relação ao tempo, tenho a mentalidade de olhar para frente, não para trás. Visualizo coisas nas quais gostaria de estar presente em um futuro distante, coisas que ainda quero viver e experienciar.
Qual a lição mais dura que a vida te ensinou?
Tive muitos momentos difíceis na vida, e com eles, diversas lições. Um dos mais marcantes foi o falecimento repentino do meu pai em um acidente de grande repercussão pública. Aquela experiência me fez enxergar com clareza o quanto a vida é frágil e a importância de viver bem o dia de hoje. Vejo muitas pessoas adiando o presente em função do futuro, vivendo muito aquém do que poderiam experimentar.
Qual legado você pretende deixar?
Gostaria de ser reconhecido por ter construído coisas consistentes que impactaram a vida das pessoas ao meu redor. Gosto de fazer as coisas bem feitas e tenho o pensamento de longo prazo em tudo que faço. Acredito profundamente na importância de adicionar valor ao contexto em que estamos inseridos.
Qual foi a época mais feliz da sua vida?
Houve um período de muita transformação na minha vida, entre 2005 e 2008, um tempo de crescimento e aprendizado do qual guardo lembranças maravilhosas. Coincidiu com o momento em que comecei a assumir grandes responsabilidades no Emiliano São Paulo, mas as memórias mais marcantes vêm das relações de amizade entre diferentes empresários e da formação da minha família. Ajudei a fundar o grupo de Jovens Empreendedores da FIESP (CJE), participei de programas executivos nos Estados Unidos e na Itália, este último a convite do governo italiano, me casei, tive meu primeiro filho, Enrico, e estive à frente de um período de grande prosperidade do Emiliano.
O que você enxerga dos seus pais em você?
A influência dos pais sobre os filhos é muito grande, e carrego muitas das características que eles tinham. Sou extremamente trabalhador, detalhista e enérgico no que diz respeito ao trabalho e, em muitos momentos, bastante impaciente.

A Prior Society nasce com a ambicao de reunir, em um so circulo, os lideres que moldam o presente e desenham o futuro do mercado. Uma comunidade cuidadosamente curada por mim, onde o verdadeiro valor esta no encontro entre pessoas extraordinarias, experiencias memoraveis e conversas que simplesmente nao acontecem em nenhum outro lugar.
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