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Completar 25 anos no segmento de hotelaria de luxo é um feito reservado a poucos empreendimentos. No caso do Txai Resort Itacaré, o segredo parece estar na combinação entre exclusividade, integração com a natureza e consistência na entrega de serviço. Instalado em uma área de proteção ambiental com mais de três quilômetros de praia deserta e cercado por Mata Atlântica, o hotel construiu sua reputação sem abrir mão da essência que o tornou conhecido: oferecer aos hóspedes uma experiência em que o luxo está associado à tranquilidade, à privacidade e à autenticidade baiana.
Outro fator decisivo para a longevidade da marca foi sua capacidade de evoluir preservando a identidade original. Ao longo dos anos, o Txai investiu em melhorias e, recentemente, promoveu uma ampla renovação dos bangalôs, do restaurante Orixás e do tradicional casarão vermelho que marca a paisagem do resort. A arquitetura, concebida para valorizar a sombra, a brisa e a vegetação local, reforça a sensação de pertencimento ao destino. O resultado é um ambiente que dialoga com as expectativas do viajante contemporâneo, cada vez mais interessado em experiências genuínas e conectadas ao entorno.
A força da gastronomia, do bem-estar e da hospitalidade também explica a relevância do empreendimento. Com dois restaurantes dedicados aos ingredientes locais, spa instalado no topo de uma colina com vista para o oceano, atividades esportivas e infraestrutura voltada para diferentes perfis de hóspedes, o Txai consolidou-se como um dos pioneiros do luxo no sul da Bahia. Em um mercado cada vez mais competitivo, sua trajetória demonstra que sofisticação duradoura não depende apenas de instalações impecáveis, mas da capacidade de traduzir a cultura de um lugar em experiências memoráveis. É essa combinação que mantém o resort entre as principais referências da hotelaria de alto padrão no Nordeste brasileiro.

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A parceria entre as relojoarias suíças Audemars Piguet e Swatch mostra que, no mercado de luxo, o produto nem sempre é o protagonista. A coleção Royal Pop, composta por oito relógios de bolso coloridos inspirados na Pop Art, provocou filas, acampamentos e disputas em lojas ao redor do mundo. O fenômeno reforça que a grande entrega da colaboração não está na inovação tecnológica, mas na construção de desejo. Ao transformar um objeto relativamente acessível em símbolo de pertencimento, as marcas criaram um dos casos de marketing mais comentados do ano.
A estratégia parece especialmente inteligente para a Audemars Piguet. Conhecida desde 1875 por sua exclusividade extrema e acesso restrito, a manufatura encontrou uma forma de dialogar com consumidores mais jovens sem comprometer diretamente seus modelos mais tradicionais. A própria CEO da empresa, Ilaria Resta, afirmou que a iniciativa busca ampliar o contato de novas gerações com a relojoaria mecânica. O formato escolhido ajuda nessa missão. Em vez de reproduzir um Royal Oak convencional, a marca apostou em relógios de bolso com estética vibrante, nostálgica e lúdica, preservando elementos clássicos de design enquanto se aproxima da linguagem visual que domina a cultura contemporânea.
O histórico recente da Swatch sugere que essa aposta pode produzir efeitos duradouros. A colaboração segue a mesma lógica de projetos anteriores que transformaram produtos acessíveis em objetos de culto. Ao oferecer uma porta de entrada para o universo da Audemars Piguet, a coleção amplia a base de admiradores da marca e fortalece seu apelo aspiracional. Se a demanda continuar elevada e a oferta permanecer limitada, não seria surpresa ver os modelos Royal Pop ganharem valor ao longo dos anos. Para a Audemars Piguet, o verdadeiro retorno pode não estar apenas nas vendas imediatas, mas na renovação de seu público e no fortalecimento de um desejo que continua sendo o ativo mais valioso do luxo.

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O Audi Nuvolari chega ao mercado em um momento decisivo para a fabricante alemã. Depois de perder competitividade para rivais como BMW e Mercedes-Benz e enfrentar a pressão das marcas chinesas, a Audi decidiu apostar em um carro capaz de recuperar o desejo e a exclusividade em torno da marca. Com produção limitada a 499 unidades, preço inicial de 600 mil euros e desempenho superior a 350 km/h, o modelo assume um papel que vai além das vendas: reposicionar a empresa no imaginário dos consumidores de luxo.
A estratégia é particularmente inteligente porque transforma a tecnologia da Fórmula 1 em objeto de desejo para um público extremamente endinheirado. O Nuvolari utiliza soluções inspiradas diretamente nas pistas, como aerodinâmica ativa, sistema semelhante ao DRS, gerenciamento avançado de tração e um conjunto híbrido de 1.001 cavalos. O resultado é um carro que entrega uma experiência próxima à de um monoposto de competição, mas com a exclusividade e o refinamento esperados de um hipercarro de luxo. Em um mercado onde a diferenciação se tornou fundamental, oferecer a sensação de pilotar algo tão próximo de um carro de corrida é um argumento poderoso.
A Audi parece ter entendido que o futuro do luxo passa menos pelo volume e mais pela construção de desejo. O Nuvolari ocupa o espaço deixado pelo R8, mas com uma proposta ainda mais ambiciosa. Ao unir herança histórica, escassez, desempenho extremo e tecnologia derivada do automobilismo, a marca cria um produto capaz de elevar sua percepção de valor em toda a linha. Para uma fabricante que busca recuperar relevância emocional e reforçar sua posição no segmento premium, lançar um esportivo que parece um Fórmula 1 para milionários pode ser exatamente a jogada vencedora de que precisava.

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Há viagens que entregam conforto, outras que oferecem paisagens inesquecíveis. O Dream of the Desert promete unir os dois extremos em uma experiência rara: atravessar 1.300 quilômetros do deserto saudita em um trem cinco estrelas desenhado para transformar o deslocamento em destino. Previsto para iniciar operações em 2026, o projeto nasce da parceria entre a Saudi Arabia Railways e o Arsenale Group, empresa italiana especializada em viagens de luxo sobre trilhos. O percurso liga Riyadh a Al Qurayyat, passando por regiões como Al Qassim, Hail e Al Jouf, onde dunas, vales e reservas naturais compõem um cenário quase cinematográfico.
O trem foi concebido como um hotel em movimento, com cerca de 14 vagões e mais de 30 suítes de luxo para um número reduzido de passageiros. A arquiteta libanesa Aline Asmar d’Amman assinou interiores marcados por madeira entalhada, vidro Murano, tecidos nobres e tons inspirados nas areias do deserto. Há lounges inspirados nos tradicionais majlis sauditas e vagões-restaurante dedicados tanto à culinária local quanto à internacional. Cada suíte terá janelas panorâmicas voltadas para o deserto, reforçando a sensação de isolamento elegante que os trens de luxo sabem criar como poucos.
É justamente essa combinação de lentidão, paisagem e exclusividade que faz do Dream of the Desert uma experiência para se viver ao menos uma vez na vida. Em uma era dominada por voos rápidos e agendas aceleradas, o trem aposta no oposto: contemplação. A viagem pode durar uma ou duas noites, com tarifas estimadas entre US$ 3.000 e US$ 5.000 por pessoa por noite, posicionando o projeto no topo do mercado de turismo de luxo. Ainda assim, o apelo vai além do preço. O trem inaugura um novo capítulo para o turismo no Oriente Médio e oferece algo cada vez mais raro no setor premium: a sensação de descoberta genuína.

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A chegada de Manu Buffara ao comando do Elemento Atlântico, em Portugal, é mais um capítulo da trajetória internacional de uma chef que conseguiu transformar a gastronomia brasileira em linguagem global. Eleita a melhor chef da América Latina em 2022, reconhecida pelo The Best Chef Awards e pelo Flor de Caña Sustainable Restaurant Award, Buffara construiu uma reputação que ultrapassa fronteiras ao unir alta gastronomia, sustentabilidade e valorização dos territórios onde atua. Sua passagem por cozinhas de referência como Noma, na Dinamarca, e Alinea, nos Estados Unidos, ajudou a consolidar uma visão culinária capaz de dialogar com diferentes culturas sem abrir mão de suas raízes brasileiras.
O convite para liderar o Elemento Atlântico confirma esse prestígio internacional. Localizado na praia do Pego, na região da Comporta, o restaurante integra a Quinta da Comporta e será reaberto sob uma nova proposta gastronômica inspirada na sazonalidade, na biodiversidade e nos produtores locais. Projetado pelo renomado designer francês Philippe Starck, o espaço foi concebido como um chalé contemporâneo entre as dunas, com arquitetura aberta para a paisagem atlântica. A experiência busca conectar mar, natureza e gastronomia em um ambiente pensado para valorizar o território português.
O diferencial de Manu Buffara está justamente na capacidade de interpretar culturas locais a partir de sua própria identidade culinária. Em Portugal, ela não pretende reproduzir receitas tradicionais, mas reinterpretá-las com técnicas e referências brasileiras, criando uma ponte natural entre os dois países. Pratos como ostras com maracujá e óleo de coco, arroz cremoso de castanha de caju com carabineiros e releituras de clássicos portugueses ilustram essa proposta. Ao assumir o Elemento Atlântico, a chef reforça uma posição rara entre profissionais brasileiros: a de protagonista em projetos gastronômicos de relevância internacional, capaz de levar sua assinatura para alguns dos destinos mais desejados do mundo sem perder a conexão com a origem que a tornou reconhecida.

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Publicado há mais de uma década, Mindwise, de Nicholas Epley, continua sendo uma leitura surpreendentemente atual. O livro parte de uma questão simples e fascinante: por que somos tão ruins em compreender o que os outros realmente pensam, sentem, acreditam e desejam? Em vez de recorrer a explicações excessivamente técnicas sobre neurociência ou filosofia, Epley concentra sua análise na psicologia social e nos erros cotidianos que cometemos ao interpretar as intenções alheias.
Ao longo da obra, o autor desmonta uma série de certezas que costumam orientar nossas relações pessoais e profissionais. Acreditamos conhecer a opinião dos colegas de trabalho sobre nós, entender perfeitamente nossos parceiros ou prever as emoções das pessoas ao nosso redor. Segundo Epley, essas convicções estão frequentemente erradas. O livro apresenta pesquisas e observações que mostram como nossa capacidade de “ler mentes” é muito mais limitada do que imaginamos, o que ajuda a explicar conflitos, mal-entendidos e julgamentos equivocados.
O mérito de Mindwise está justamente em transformar um tema complexo em uma reflexão acessível e provocadora. Epley também explora a tendência humana de negar a existência de uma vida mental rica em determinados grupos sociais ou, no extremo oposto, atribuir intenções e sentimentos a objetos e tecnologias. Vencedor do prêmio da Society for Personality and Social Psychology em 2015, o livro permanece como uma excelente recomendação para quem deseja compreender melhor o comportamento humano e desenvolver uma visão mais crítica sobre a forma como interpreta as pessoas ao seu redor.

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Com 18 anos de experiência no mercado financeiro e foco em clientes de alto patrimônio e empresas, atuou como conselheiro corporativo e especialista em estruturação financeira, oferecendo soluções personalizadas e estratégias de alto impacto. É CEO e fundador da Route Investimentos, credenciada ao Banco Safra.
Como você lida com a passagem do tempo?
Eu entendo o tempo como ferramenta ao meu favor, como sou uma pessoa extremamente obstinada em aprender cada vez mais, utilizo o tempo ao meu favor para melhorar como pessoa com erros e acertos. E, é lógico, o tempo me ensinou e me ensina muito.
Qual lição mais dura a vida te ensinou?
Que nem tudo acontece da maneira que queremos, que temos que controlar o que está em nossas mãos, que vão te trair, rejeitar, e mesmo assim você tem que se manter forte em seus princípios e convicções. A vida é muito curta para você guardar rancor de algo ou alguém.
Qual legado você pretende deixar?
Eu falo aqui na Route: ‘a empresa não é minha, e sim é da Maria Sophia e da Laura’, minhas filhas. Eu gostaria de deixar um legado intangível de que o trabalho duro, o estudo, o alinhamento de boas pessoas e valores, são preponderantes para todas as esferas da nossa vida. Se você quer ter um relacionamento, vai precisar de ambos, se quer ter um trabalho digno vai precisar de ambos. Logo, ao meu ver, o legado se resume a isso perante minha família e a sociedade.
Qual foi a época mais feliz da sua vida?
Eu estou sempre vivendo a época mais feliz da minha vida. Sou um eterno apaixonado pela vida, pelos meus acertos e erros e espero estar sempre assim. Tenho Deus no coração e mente, família, saúde e paz. Do que mais eu preciso?
Que você enxerga dos seus pais em você?
Eu ainda vou escrever um livro sobre isso. Meus pais são o oposto, minha mãe é advogada, estudiosa, focou a vida dela em me educar e me dar preceitos inegociáveis de valores. Meu pai foi mais bon vivant, bom de relacionamento, todo mundo fala e gosta dele. Eu diria que eles se complementaram no tempo que ficaram juntos, porém, a meu ver, fizeram um ótimo trabalho na minha educação mesmo sendo duros em algumas fases. Indico a todos serem pais, para também entenderem seus pais.

A Prior Society nasce com a ambicao de reunir, em um so circulo, os lideres que moldam o presente e desenham o futuro do mercado. Uma comunidade cuidadosamente curada por mim, onde o verdadeiro valor esta no encontro entre pessoas extraordinarias, experiencias memoraveis e conversas que simplesmente nao acontecem em nenhum outro lugar.
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