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A pequena ilha de Rote, no extremo sul do arquipélago da Indonésia, começa a ser apontada como a nova Bali por reunir aquilo que fez a fama da vizinha décadas atrás: natureza praticamente intocada, ondas de classe mundial e um turismo que ainda preserva o ritmo tranquilo da vida local. Durante anos, a região permaneceu restrita a surfistas experientes que buscavam picos como T-Land e Bo’a Barrel, mas a abertura do resort Nihi Rote colocou o destino em outro patamar. O empreendimento levou para a ilha a reputação construída pela marca em Sumba, responsável por transformar um endereço quase desconhecido em referência internacional de hotelaria de luxo.
O paralelo com Bali também nasce do momento vivido por Rote. Restaurantes, cafés, pequenas pousadas e empreendedores estrangeiros começam a se instalar na ilha atraídos pela atmosfera que muitos descrevem como semelhante à de Bali nos anos 1980, antes da explosão do turismo de massa. Há infraestrutura em desenvolvimento, mas sem descaracterizar a paisagem de praias de areia branca, lagoas azul-turquesa e vegetação exuberante. A chegada de chefs, hoteleiros, designers e investidores alimentou o mercado imobiliário e fortaleceu a percepção de que Rote atravessa um raro período em que autenticidade e potencial de valorização caminham lado a lado.
O diferencial de Rote, porém, está na tentativa de evitar os erros comuns da expansão turística acelerada. O Nihi Rote aposta na formação de jovens da comunidade por meio da Rote Hospitality Academy, criada para preparar moradores da ilha para assumir posições na hotelaria e manter o protagonismo local. Enquanto isso, a oferta de experiências se amplia com mergulho, snorkel, stand up paddle, trilhas e praias praticamente desertas, além de uma sequência de ondas para diferentes níveis de habilidade. Essa combinação de luxo discreto, envolvimento da comunidade e cenário preservado ajuda a explicar por que Rote passou a ser vista como a sucessora natural de Bali entre viajantes em busca de destinos ainda pouco explorados.

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É o sonho de toda marca de sportswear: a suíça ON conseguiu a façanha de transitar com naturalidade entre diferentes universos, sendo escolhida tanto por quem está indo correr no Ibirapuera quanto por quem vai para uma festa na Soho House. Essa versatilidade, aliada à inovação em calçados, vestuário e acessórios para corrida, treino, tênis e lifestyle, fortaleceu sua reputação global e sustenta a ambição de consolidar o Brasil como um dos principais mercados da empresa na América Latina.
Ela está acelerando sua expansão por aqui com a abertura das primeiras lojas próprias no país, ambas em São Paulo. As unidades do JK Iguatemi e do MorumbiShopping representam um novo momento da marca, que reforça sua aposta em um mercado cada vez mais conectado ao universo da atividade física e do sportswear premium. Depois de sete anos operando por meio de parceiros, a empresa amplia sua presença com espaços próprios para apresentar todo o seu portfólio de calçados, vestuário e acessórios.
As novas lojas foram concebidas para funcionar como pontos de encontro para comunidades de atletas e praticantes de atividades físicas, permitindo que os consumidores experimentem a tecnologia dos produtos e fortaleçam sua conexão com a marca. O projeto da loja do JK Iguatemi faz referência ao SESC Pompéia, enquanto a unidade do MorumbiShopping se inspira no Edifício Copan, incorporando elementos marcantes da arquitetura paulistana.

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O aniversário de 40 anos do Satyricon reforça uma tese que vai na contramão da gastronomia contemporânea. Em uma era em que chefs celebridades costumam concentrar os holofotes, a casa de Ipanema mostra que restaurantes comandados por restaurateurs podem atravessar décadas com uma consistência difícil de alcançar. Desde que chegou ao Rio, em 1986, após nascer em Búzios quatro anos antes, o endereço construiu uma reputação baseada em excelência, sem associar sua identidade a um chef. A gestão permanece nas mãos da família fundadora e segue fiel à ideia de que o restaurante deve ser pensado como um todo. “O sucesso de um restaurante também depende da decoração, do atendimento, dos pratos e dos talheres”, defende Bruno Tolpiakow, um dos donos à frente do negócio. “Daí a importância do restaurateur, que atua como se fosse o diretor de uma peça de teatro, olhando o empreendimento como um todo".
A longevidade ajuda a explicar por que o Satyricon continua sendo referência em peixes e frutos do mar. O balcão de gelo na entrada, abastecido diariamente, tornou-se uma marca registrada, assim como pratos que resistiram à passagem do tempo, entre eles o Trimare, o Marenostrum, o robalo inteiro assado e o pioneiro Pesce naturale al sale grosso. Ao longo de quatro décadas, a casa também apresentou aos cariocas ingredientes como o camarão carabineiro e o camarão tigre, acumulou premiações importantes e consolidou um serviço conhecido pela estabilidade de uma equipe que permanece por décadas no salão.
Essa combinação de tradição, discrição e execução impecável transformou o restaurante em um dos refúgios preferidos da elite carioca e de personalidades brasileiras e internacionais. Ferran Adrià chegou a jantar ali por três dias seguidos quando esteve no Rio, juntando-se a uma lista que inclui Madonna, Ayrton Senna, Gisele Bündchen, Taylor Swift e Rod Stewart. Em um mercado cada vez mais movido por novidades e pela exposição dos chefs, o Satyricon comprova que a figura do restaurateur continua sendo um ativo poderoso para preservar identidade, manter padrões elevados e cultivar uma clientela endinheirada que valoriza justamente o luxo da discrição.

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Poucos relógios conseguem atravessar décadas preservando a própria identidade sem parecerem presos ao passado. O novo TAG Heuer Monaco Evergraph mostra que essa combinação é possível ao manter praticamente intacto o desenho que transformou o Monaco em um dos maiores símbolos da relojoaria ligada ao automobilismo, enquanto introduz uma das maiores evoluções mecânicas já apresentadas pela marca. A estratégia reforça o valor de um clássico que continua reconhecível à primeira vista, mas agora incorpora uma engenharia capaz de redefinir o funcionamento dos cronógrafos.
O grande protagonista é o calibre TH80-00, desenvolvido ao longo de cinco anos para abandonar a arquitetura tradicional baseada em alavancas, molas e engrenagens sujeitas ao atrito. Em seu lugar entram componentes flexíveis biestáveis que garantem um acionamento constante e preciso, independentemente da frequência de uso. Somam-se a isso 70 horas de reserva de marcha, certificação COSC, resistência magnética proporcionada pelo oscilador TH-Carbonspring e uma arquitetura esqueletizada que expõe o movimento no mostrador, aproximando inovação técnica e apelo visual de maneira rara na alta relojoaria.
A atualização também demonstra por que o Monaco permanece entre os relógios mais interessantes da TAG Heuer. A marca modernizou ergonomia, materiais e acabamentos sem abrir mão dos elementos que transformaram o modelo lançado em 1969 em um ícone, como a caixa quadrada, a coroa posicionada à esquerda e a forte ligação com o universo das pistas. As novas versões, em titânio natural ou com revestimento DLC preto, preservam a personalidade do relógio que ficou eternizado no pulso de Steve McQueen, enquanto provam que tradição e inovação podem caminhar lado a lado.

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O sucesso do Time Out Market de Lisboa prova que a gastronomia é capaz de atrair multidões e renovar áreas que estavam meio abandonadas. Criado em 2014 como o primeiro mercado gastronômico e cultural do mundo com curadoria editorial, o empreendimento conquistou prestígio ao reunir, sob o mesmo teto, chefs estrelados pelo Michelin, talentos emergentes e estabelecimentos tradicionais escolhidos por especialistas locais. A proposta foge do modelo convencional de food hall ao combinar gastronomia, cultura e uma seleção criteriosa que transforma cada unidade em um retrato da cidade onde está instalada.
Essa fórmula fez do Time Out Market uma referência internacional e explica sua expansão para cidades como Nova York, Barcelona, Dubai, Vancouver e Cidade do Cabo, além de outros mercados em desenvolvimento. Depois de muita especulação, o conceito, enfim, vai desembarcar em São Paulo. O Time Out Group anunciou a cidade como sede da primeira unidade da região, prevista para o primeiro trimestre de 2027. O projeto será desenvolvido pela Giunina LLC, comandada pelo executivo Benjamin Ramalho, e reunirá chefs de destaque, bares, padarias, cafés, hamburguerias, pizzarias e colaborações especiais, todos selecionados por uma curadoria gastronômica local com orientação estratégica do grupo.
A escolha da capital paulista reforça o peso da cidade no cenário mundial da gastronomia e indica que o empreendimento tem potencial para se tornar um novo ímã de turistas. A localização, os parceiros gastronômicos e a programação cultural ainda serão divulgados, mas a proposta de celebrar o melhor da culinária e da produção cultural paulistana segue a mesma lógica que consolidou Lisboa como a principal vitrine do conceito. Ao transformar a identidade gastronômica de uma cidade em atração permanente, o Time Out Market vai ampliar o leque de atrações turísticas de São Paulo e, possivelmente, recuperar alguma região que andava esquecida.

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Em Utopia pragmática, o economista Ricardo Henriques propõe uma reflexão sobre como acelerar o desenvolvimento humano no Brasil sem recorrer a fórmulas simplistas. A obra reúne artigos e um ensaio inédito que abordam temas como educação, desigualdade, democracia, sustentabilidade, trabalho e inteligência artificial, sempre com a defesa de soluções concretas para enfrentar desafios históricos do país. A linguagem acessível e a visão estratégica tornam a leitura relevante para quem busca compreender os obstáculos nacionais sob uma perspectiva propositiva.
O eixo central do livro está na educação, apresentada como a principal alavanca para transformar o Brasil. Henriques sustenta que o país precisa enfrentar simultaneamente a dívida histórica da escolarização e a necessidade de se aproximar da fronteira do conhecimento, sintetizando essa visão na ideia de "excelência com equidade". Ao longo da obra, o autor rejeita respostas fáceis para problemas complexos e argumenta que avanços consistentes dependem de gestão qualificada, formação adequada de professores, redução das desigualdades e políticas públicas capazes de combinar sofisticação e eficiência.
A análise ganha força ao mostrar que inovação não se resume à incorporação de novas tecnologias, mas exige ambientes de aprendizagem preparados para o futuro, escolas estruturadas e uma cultura educacional baseada na liderança, no respeito e na inclusão. Ao conectar esses elementos, Utopia pragmática apresenta um diagnóstico consistente sobre o presente brasileiro e, sobretudo, um conjunto de caminhos possíveis para construir um país mais justo, competitivo e preparado para os desafios das próximas décadas.

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Sócio-diretor da Casa Flora, Antonio Pereira Carvalhal Neto foi um dos grandes responsáveis por transformar a importadora em uma das maiores do país. A companhia movimenta, mensalmente, de 50 a 60 contêineres recheados de vinhos, cervejas, destilados, azeites, massas, molhos, biscoitos e outros produtos do tipo. Ao todo, são cerca de 1.300 itens e os vinhos correspondem a quase 60% do faturamento.
Como você lida com a passagem do tempo?
Não é um tema que me deixa ansioso. Às vezes, nem parece que já trabalho há 35 anos na Casa Flora. Ao longo desse tempo, cresci junto com a empresa e também com o próprio mercado de importação no Brasil. Não bastava vender produtos; era preciso formar pessoas, educar o consumo e construir uma cultura em torno da gastronomia, dos vinhos e dos alimentos importados. Isso me fez entender, talvez mais do que qualquer outra experiência, que o tempo é um dos nossos bens mais preciosos. Tenho procurado transmitir isso diariamente para a equipe: quando organizamos bem o nosso tempo, definimos prioridades e entendemos o que realmente importa, conseguimos ser mais produtivos e também viver melhor.
Qual lição mais dura a vida te ensinou?
Parando para pensar um pouco mais sobre esse tema, aprendi que não posso ter a mesma expectativa com pessoas diferentes. Depois de algumas frustrações, passei a me policiar para criar expectativas com as pessoas certas. Isso não significa deixar de acreditar nas pessoas, mas compreender que cada uma tem seu momento, sua forma de agir e seus próprios limites.
Qual legado você pretende deixar?
Gostaria de deixar o legado de que vale a pena acreditar nas pessoas. De que a mesa continua sendo o melhor lugar para reunir, conversar e construir relações. De que a família é a nossa base. De que ninguém joga sozinho e que um bom time sempre faz a diferença. E também de que somos uma composição física, mental e espiritual, e precisamos cuidar desse equilíbrio para viver bem.
Qual foi a época mais feliz da sua vida?
Sem dúvida, quando meus filhos nasceram. Foi um momento transformador. Também fui muito feliz quando entendi que a verdadeira contribuição nunca é individual, mas para uma sociedade. Quando percebemos que crescemos por meio da troca, do compartilhamento de conhecimento e da construção coletiva, tudo passa a fazer muito mais sentido.
O que você enxerga dos seus pais em você?
Muita coisa. Somos frutos deles, e o fruto realmente não cai longe do pé. Em muitos momentos me vejo repetindo atitudes do meu pai e da minha mãe. Eles continuam sendo uma referência e, até hoje, me tiram da zona de conforto pela forma como viveram, trabalharam e enfrentaram os desafios de cada fase da vida, sempre respeitando o tempo e a idade de cada um.
Tenho uma gratidão enorme por eles e pela família que construíram. É dessa base que vêm muitos dos valores que procuro levar para a minha vida pessoal e profissional.

A Prior Society nasce com a ambicao de reunir, em um so circulo, os lideres que moldam o presente e desenham o futuro do mercado. Uma comunidade cuidadosamente curada por mim, onde o verdadeiro valor esta no encontro entre pessoas extraordinarias, experiencias memoraveis e conversas que simplesmente nao acontecem em nenhum outro lugar.
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