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Ok, dá para entender por que os brasileiros idolatram os SUVs e o apelo da categoria. O problema é que há tantos carros do tipo por aí que está ficando difícil diferenciar um modelo do outro. Com esse pano de fundo, não é de estranhar que o Defender, o SUV off-road invocado da Land Rover, se destaque. Para a linha 2027, a marca britânica decidiu atualizar seu ícone sem mexer naquilo que o transformou em referência. Apresentado no Goodwood Festival of Speed, na Inglaterra, o modelo ganhou uma nova versão, mais opções de personalização e melhorias que reforçam sua capacidade de transitar entre o uso urbano e a aventura, preservando a vocação fora de estrada que sustenta sua reputação.
A principal novidade é o Defender Vertex, configuração posicionada ao lado da versão X e desenvolvida para quem busca uma proposta de luxo com visual mais marcante. O modelo recebeu novos para choques, grade frontal ampliada, faróis de neblina revisados, acabamento Shadow Atlas Matte, rodas de 22 polegadas e detalhes como pinças de freio amarelas e spoiler traseiro em Gloss Black. A estratégia também amplia as possibilidades de personalização com até 15 opções de cores externas, incluindo o novo Namib Orange, além de uma película autorregenerativa capaz de minimizar pequenos riscos provocados pelo uso cotidiano.
As mudanças também chegam ao interior e à mecânica. O Defender 110 passa a oferecer uma configuração de seis lugares com duas poltronas individuais na segunda fileira, ampliando o conforto e facilitando o acesso aos bancos traseiros. Entre os equipamentos inéditos estão um sistema de comando de voz com inteligência artificial, head-up display, som Meridian Surround e novos acessórios voltados ao uso off-road. Sob o capô, a linha passa a contar com um motor seis cilindros 3.0 litros de 470 Nm de torque no lugar do antigo quatro cilindros. O resultado é um Defender que evolui sem abrir mão da identidade que o tornou um dos poucos SUVs capazes de unir tradição, sofisticação e aptidão para enfrentar qualquer terreno.

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Virou uma regra em qualquer restaurante que foge do arroz com feijão (ou seja, que serve receitas autorais): o prato chega à mesa e a clientela é obrigada, antes da primeira garfada, a ouvir uma explicação do garçom, do maitre ou do próprio mandachuva da cozinha. Os foodies tendem a adorar esse tipo de coisa, mas para muita gente é uma etapa difícil de engolir. E não raro desnecessária: em muitos casos, bastaria escrever no menu, detalhadamente, o que vem em cada prato e do que se trata. Muitos restaurantes, porém, adquiriram o hábito (que julgam chique, embora tenha mais a ver com preguiça) de apresentar cada prato listando só 3 ou 4 ingredientes. Desse modo, o único jeito é se render ao falatório, que periga entrar por um ouvido e sair pelo outro.
De todo modo, não é exagero dizer que os restaurantes autorais estão, cada vez mais, servindo pratos que, você queira ou não, carecem de explicação. E não estamos falando só de menu degustação. Se você também já está um pouco cansado disso, a nova sequência oferecida pelo Nelita, da chef Tássia Magalhães, é uma excelente notícia. O celebrado restaurante no Baixo Pinheiros lançou uma degustação, apelidada de “menuzinho”, com sete clássicos da casa (R$ 390). Começa com o pão de fermentação natural do Nelita, acompanhado de manteiga noisette. O minimilho com amêndoas e brodo de milho, o agnolotti de cabra e o pappardelle com polvo são alguns dos pratos mais elogiados. O que eles têm em comum? São delicados, inesquecíveis e de fácil entendimento. A comilança termina com uma sobremesa de maçã confitada com St. Germain e camomila, seguida de bombom de acerola e limão. Precisa explicar mais alguma coisa?

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Em um mercado dominado por grandes conglomerados, a Henry Jacques construiu sua reputação seguindo o caminho oposto. Fundada por Henry e Yvette Cremona com o propósito de preservar a alta perfumaria, a maison transformou a independência em seu principal ativo competitivo. A empresa mantém laboratório próprio, ateliê próprio e até um terreno dedicado ao cultivo da Rose de Mai, na Provence, preservando controle sobre cada etapa da produção. A estratégia permite que a marca permaneça distante das tendências passageiras e mantenha um padrão de excelência baseado na liberdade criativa, na seleção rigorosa das matérias-primas e na valorização do savoir-faire artesanal.
Essa filosofia também orienta a forma como a Henry Jacques se relaciona com seus clientes. Durante décadas, a marca permaneceu praticamente confidencial, dedicada exclusivamente à perfumaria sob medida e atendendo um círculo restrito de conhecedores. Quando decidiu ampliar sua presença internacional, a expansão aconteceu sem abrir mão desse posicionamento. Em vez de lojas convencionais, criou espaços concebidos para proporcionar conversas, descobertas e experiências intimistas, estabelecidos apenas em endereços considerados estratégicos. A produção continua determinando o ritmo do crescimento da empresa, que evita ampliar sua rede apenas para ganhar escala.
Os diferenciais da Henry Jacques também aparecem na maneira como cada fragrância é desenvolvida. A maison utiliza predominantemente ingredientes naturais de alta qualidade, prioriza métodos tradicionais de extração, dispensa diluições e notas sintéticas desnecessárias e realiza todo o processo artesanalmente na França. O resultado é uma coleção que combina perfumes clássicos, criações exclusivas e experiências sob medida, sempre acompanhadas por frascos e acessórios produzidos em parceria com mestres do cristal, da joalheria e do trabalho em couro. Em uma indústria frequentemente guiada por marketing e volume, a Henry Jacques demonstra que independência, paciência e controle absoluto sobre a criação ainda podem representar um dos maiores luxos da perfumaria contemporânea.

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Qualquer joia, obviamente, brilha. Mas o brilho de algumas ofusca o de muitas outras. É nessa segunda categoria que a Van Cleef & Arpels posiciona a coleção de alta-joalheria Fascinating Egypt, uma linha com quase 180 criações que revisita a fascinação da maison pelo Antigo Egito, transformando símbolos, mitologia e referências da realeza em peças de extraordinária sofisticação. A inspiração remonta aos anos 1920, quando a marca lançou suas primeiras joias influenciadas pela estética egípcia, uma relação que se fortaleceu nas décadas seguintes com a aquisição de suas criações por integrantes da família real do Egito.
A coleção percorre uma verdadeira viagem no tempo. Dos templos e pirâmides às paisagens moldadas pelo rio Nilo, cada criação dialoga com a arquitetura monumental e o imaginário de uma das civilizações mais influentes da humanidade. O repertório também presta homenagem a peças históricas da própria Van Cleef & Arpels, como o conjunto criado para o casamento da princesa Fawzia, em 1939, e incorpora joias marcantes como o broche Vénus égyptienne, o colar Beauté légendaire e o exuberante Rivage égyptien, adornado com 37 esmeraldas zambianas em formato de pera que somam 41,58 quilates.
O brilho, porém, não está apenas nas gemas. Ele nasce da combinação entre seleção rigorosa de pedras, lapidação, cravação e acabamento executados pelos artesãos da maison, que trabalham para destacar cada mineral sem abrir mão do conforto e da elegância. O resultado são joias que transformam herança cultural em desejo contemporâneo e reforçam por que algumas peças conseguem reluzir acima de todas as outras. Em Fascinating Egypt, a Van Cleef & Arpels demonstra que, quando tradição e excelência caminham juntas, o tempo apenas aumenta o esplendor.

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A notícia de que Lima vai sediar, pela primeira vez, uma cerimônia da edição global do The World’s 50 Best Restaurants, espelha o que já se sabia: a capital do Peru virou um dos principais destinos gastronômicos do mundo. Até então, nenhuma cidade na América Latina havia sido palco dessa festa (nos 24 anos anteriores da premiação, a cerimônia aconteceu em países da Europa ou do Oriente Médio). E o mais curioso é pensar que, até pouco tempo atrás, Lima era tida como mera escala para Machu Picchu e Cusco, os destinos mais procurados no país.
Como a capital peruana virou um destino gastronômico? Um dos grandes responsáveis foi o chef peruano Gastón Acurio, que conversou com a Prior Society em sua passagem recente pelo Rio de Janeiro. "Criamos um forte laço de confiança entre os empresários do ramo, que, graças a isso, deixaram de se enxergar como concorrentes para se verem como parte do mesmo sonho: de que o mundo se apaixonasse pela culinária peruana”, disse ele, resumindo a "revolução" culinária que posicionou a gastronomia peruana entre as mais celebradas do mundo. “O governo não uniu os cozinheiros, não deu visibilidade aos pequenos produtores e não fez com que os peruanos se orgulhassem de sua culinária. Isso tudo quem fez fomos nós”.
Na edição inaugural da versão latino-americana do ranking dos 50 melhores restaurantes do mundo, em 2013, o Astrid y Gastón, o primeiro restaurante de Acurio, figurou em primeiro lugar. O La Mar, que ele inaugurou em 2005, ajudou a dar popularidade global para o ceviche (há filiais nos Estados Unidos, Argentina, Chile, Colômbia, Espanha e Oriente Médio). O atual detentor do título de melhor restaurante do mundo, o Maido, encontra-se em Lima. Dois anos atrás, quem levou a melhor foi o Central, na mesma cidade, liderado pelo casal de chefs Virgilio Martínez e Pía León. E há outros endereços imperdíveis, como o Mayta, o Rafael, o Kjolle e o Osso, entre outros. Se você ainda não conhece Lima, não sabe o que está perdendo.

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Os primeiros anos de carreira costumam ser tratados como um período de tentativa e erro, mas Nathália Brandão propõe uma leitura diferente em Cartas a uma jovem executiva: Como construir seu capital profissional e acelerar os primeiros anos de carreira. Diretora de educação corporativa para o TikTok América Latina, a autora parte da própria trajetória, iniciada em programas globais de trainee, para defender que esse momento é decisivo na formação de profissionais capazes de construir influência e assumir responsabilidade sobre a própria trajetória. A obra nasce justamente da ausência de livros voltados para quem ainda está começando e precisa compreender as regras de um ambiente corporativo repleto de códigos implícitos.
O conceito central do livro é o de "capital profissional", formado por cinco dimensões: técnica, relacional, reputacional, cultural e financeira. Brandão sustenta que entregar bons resultados continua sendo indispensável, mas raramente suficiente. Em organizações complexas, reputação, capacidade de formar relações de confiança, leitura dos códigos internos e habilidade para negociar o próprio valor também influenciam o avanço da carreira. Ao organizar esses elementos dentro de uma lógica de sistema, a autora mostra como pequenas conquistas podem gerar autonomia, ampliar visibilidade e abrir novas oportunidades, sem transformar esse processo em uma promessa de sucesso garantido.
Outro mérito da obra está em reconhecer que o mundo corporativo não oferece o mesmo ponto de partida para todos. Brandão questiona a ideia de meritocracia como explicação suficiente para o crescimento profissional e incorpora fatores como origem, raça, gênero, educação, maternidade e redes de relacionamento à discussão. Essa perspectiva afasta o livro do discurso simplista da autoajuda empresarial e aproxima a narrativa de um guia prático para interpretar o funcionamento das organizações sem abrir mão da identidade de cada profissional. O resultado é uma leitura especialmente relevante para quem deseja acelerar os primeiros anos de carreira com mais clareza sobre as dinâmicas que moldam o ambiente de trabalho.

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Ivan Martinho é, desde 2019, o CEO da WSL na América Latina. A entidade foi fundada no Havaí, nos Estados Unidos, por dois surfistas. Chamada de International Professional Surfers (IPS) de 1976 a 1982, começou promovendo competições patrocinadas por marcas de surfwear. A troca para World Surf League é fruto da aquisição pela ZoSea Media, com o apoio do bilionário Dirk Ziff. Com Martinho como CEO, o surfe brasileiro vive sua melhor fase.
Como você lida com a passagem do tempo?
Chegar aos 45 anos com saúde e cercado das pessoas que amo é um privilégio enorme e olho para os próximos 45 com muito entusiasmo e otimismo. Penso que o tempo não deve ser combatido, mas vivido com intenção. Percebi que a vida não deve ser medida pelo que acumulamos, mas pelo que distribuímos. Gosto da ideia de que você não é aquilo que junta, mas aquilo que espalha: conhecimento, oportunidades, generosidade, afeto. No fim, talvez seja isso que dê sentido ao tempo que recebo.
Qual lição mais dura a vida te ensinou?
Que nem sempre fazer a coisa certa traz reconhecimento imediato. Já vivi situações em que defender meus princípios custou oportunidades, relacionamentos e muita energia. Com o tempo percebi que reputação é construída justamente nessas escolhas difíceis e que o longo prazo costuma recompensá-las.
Qual legado você pretende deixar?
Penso menos em legado e mais em impacto. Me preocupa muito mais o que sou capaz de fazer hoje, vivo, pelas pessoas que estão ao meu redor do que como serei lembrado no futuro. Existe um componente de ego na ideia de querer ser eterno. A verdade é que, em duas ou três gerações, a maioria de nós será apenas uma foto na parede ou um nome em uma árvore genealógica. Quantos de nós sabemos, de fato, a história dos nossos bisavós? Se eu puder contribuir para que alguém pense melhor, tome decisões mais inteligentes, tenha uma oportunidade a mais ou viva um pouco melhor por causa de algo que fiz, isso já me basta. O impacto acontece no presente. O legado, se existir, será apenas uma consequência.
Qual foi a época mais feliz da sua vida?
Tenho dificuldade de escolher uma fase, porque aprendi que felicidade não é um destino, mas pequenos capítulos. Vivi momentos inesquecíveis na infância e juventude com amigos, estou realizando sonhos profissionais hoje e desfrutando ver minha filha crescer e colecionando memórias com minha esposa e família. E acredito que ainda tenho muitos dos melhores dias pela frente. Talvez a maior felicidade seja justamente continuar tendo vontade de olhar pra frente com otimismo, que os momentos difíceis passam, ensinam e para quem é do bem, sempre vai haver um jeito! “Vai que dá!”
Que você enxerga dos seus pais em você?
Do meu saudoso pai herdei a disciplina, a ética e a convicção de que trabalho duro nunca sai de moda. Da minha amada mãe, a capacidade de cuidar das pessoas, a generosidade e a sensibilidade para entender que sucesso só faz sentido quando pode ser compartilhado. Hoje percebo que muito do que sou é resultado dessa combinação.

A Prior Society nasce com a ambicao de reunir, em um so circulo, os lideres que moldam o presente e desenham o futuro do mercado. Uma comunidade cuidadosamente curada por mim, onde o verdadeiro valor esta no encontro entre pessoas extraordinarias, experiencias memoraveis e conversas que simplesmente nao acontecem em nenhum outro lugar.
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