
_______

_______
É uma fórmula vitoriosa para a TAG Heuer: prestar tributo ao que o mundo do automobilismo tem de melhor. O mais recente lançamento nessa direção é o Carrera Chronograph x Team Ikuzawa, edição limitada que homenageia o legado do piloto japonês Tetsu Ikuzawa e da equipe de corrida que leva seu nome. Fundado por Ikuzawa, o Team Ikuzawa ficou conhecido por sua pintura vermelha e branca nas pistas de Fórmula 2, Fórmula 3 e Le Mans. Hoje, sob o comando de Mai Ikuzawa, a equipe mantém essa herança ligada à criatividade, à inovação, à precisão e ao espírito das corridas.
Com preço de US$ 10.500, o relógio tem caixa de 39 mm e mostrador branco texturizado com padrão Clou de Paris, combinado a detalhes vermelhos e ao logotipo do Team Ikuzawa. Inspirado no lendário cronômetro Roadmaster da TAG Heuer, o modelo é equipado com o Calibre TH20-10 de manufatura e tem resistência à água de 328 pés. O conjunto inclui bracelete de aço e duas opções adicionais de pulseira, uma de couro branco perfurado e outra de tecido bicolor, esta última diretamente associada às cores da escuderia. São apenas 150 unidades numeradas individualmente.
A colaboração reúne TAG Heuer, Team Ikuzawa e Bamford Watch Department, com a participação criativa de Mai Ikuzawa. As assinaturas do Team Ikuzawa e do Bamford Watch Department aparecem gravadas no fundo da caixa, enquanto o estojo de apresentação foi inspirado nas caixas de ferramentas vintage dos boxes de corrida e traz o relógio, as duas pulseiras adicionais, um estojo de viagem e pingentes exclusivos do Team Ikuzawa. O resultado combina a tradição do automobilismo, a relojoaria suíça contemporânea e a estética minimalista associada ao design japonês em uma edição voltada aos entusiastas das corridas e aos colecionadores.

_______
Há vinhos cujo fascínio começa antes mesmo da taça. É o caso daqueles produzidos em condições que desafiam a viticultura convencional, em lugares onde geadas, ventos intensos, radiação solar elevada, grande amplitude térmica e escassez de água impõem uma rotina de precisão. O Terrazas de los Andes Extremo Malbec é um dos exemplos mais emblemáticos dessa lógica. Produzido em El Espinillo, no Vale de Uco, o vinhedo mais alto de Gualtallary, a 1.650 metros de altitude, o rótulo é resultado de mais de três décadas de pesquisa da vinícola argentina do grupo LVMH. A parcela apresentou uma expressão acima do esperado, levando a anos de estudos, ajustes no manejo e aperfeiçoamento da vinificação até o Extremo se tornar o vinho ícone da casa.
O nome dá a pista sobre a proposta. As videiras de El Espinillo enfrentam geadas frequentes, ventos fortes, alta incidência de radiação solar, diferenças marcantes entre as temperaturas do dia e da noite e uma estação de crescimento mais curta. A equipe chegou a perder toda a safra de 2026. O cultivo, por isso, demanda investimentos maiores em logística, mão de obra e infraestrutura, além de equipamentos como ventiladores antigeada. Também são adotadas práticas de agricultura regenerativa e irrigação por gotejamento de alta precisão. O resultado é um ciclo de maturação mais longo, associado a frescor, tensão e pureza aromática. Na taça, o Extremo exalta notas de frutas vermelhas frescas, violetas, tomilho selvagem e ervas nativas, com energia, profundidade e taninos granulares que remetem ao giz e ao grafite dos solos calcários de Gualtallary. Barricas de carvalho francês acrescentam discretas notas de baunilha e especiarias.
Outra vinícola que tem um fraco por condições extremas é a Otronia, cuja produção é associada a temperaturas de 7 graus negativos na madrugada. Parte do Grupo Bulgheroni, do bilionário Alejandro Bulgheroni, ela decidiu fazer vinhos na Patagônia Extrema, sob frio congelante, pouquíssima chuva e ventos de mais de 110 km/h. Um dos rótulos é o Otronia 45 Rugientes Pinot Noir. O nome remete ao som emitido pelos ventos na região, semelhantes a um rugido da natureza. A combinação entre risco, dificuldade de cultivo e busca por uma expressão precisa do território ajuda a explicar por que vinhos produzidos em condições extremas exercem tamanho fascínio.

_______
Depois de duas décadas de espera, o Guggenheim Abu Dhabi finalmente tem data para abrir: 11 de dezembro de 2026. Com investimento de US$ 1 bilhão, o museu é uma das últimas grandes obras de Frank Gehry e foi desenhado para se tornar o novo destaque do Saadiyat Cultural District, em Abu Dhabi. O projeto chama atenção pela escala e pela arquitetura: nove cones metálicos envolvem o edifício, em uma referência ao Guggenheim Bilbao, ao mesmo tempo em que funcionam como um sistema de ventilação natural pensado para o clima desértico.
A demora de cerca de 20 anos entre o anúncio e a abertura ajuda a dimensionar a ambição do projeto. O museu ocupará uma área externa de aproximadamente 250 mil pés quadrados e terá 30 galerias, que somam cerca de 125 mil pés quadrados, distribuídas ao redor de um grande átrio central. A proposta é receber um acervo de arte moderna e contemporânea com uma combinação de nomes internacionais e artistas ligados aos Emirados Árabes Unidos e ao Golfo. Entre os destaques estão obras de Yayoi Kusama, Dan Flavin, Monir Shahroudy Farmanfarmaian e Bharti Kher.
A chegada do Guggenheim reforça a estratégia de Abu Dhabi de transformar cultura em ativo de projeção internacional. O museu será a quarta unidade da instituição no mundo, depois de Bilbao, Nova York e Veneza, e ocupará uma posição de destaque em um distrito que já reúne o Louvre Abu Dhabi, o Zayed National Museum e o teamLab Phenomena. A abertura acontecerá depois da primeira edição da Frieze Abu Dhabi, marcada para novembro de 2026. Com o novo Guggenheim, Abu Dhabi ganha uma peça de peso em sua crescente infraestrutura cultural e um edifício concebido para combinar arquitetura, arte e adaptação ao ambiente do deserto.

_______
A Burberry celebra seus 170 anos com uma exposição dedicada a uma das peças mais reconhecíveis de sua história. The Burberry Trench: Crafting an Icon estará no V&A South Kensington, em Londres, de 21 de setembro de 2026 a 3 de janeiro de 2027, com entrada gratuita. A mostra reúne peças raras do arquivo da maison, objetos do acervo do museu e 19 looks de passarela para contar a trajetória do trench coat, desde suas origens funcionais até as interpretações contemporâneas de nomes como Daniel Lee e Christopher Bailey. Criado para enfrentar o clima britânico, o modelo nasceu ligado à inovação de Thomas Burberry, que inventou a gabardine em 1879, tecido impermeável e respirável que abriu caminho para a criação do casaco.
O charme e o apelo do trench coat são inegáveis. A exposição mostra que parte de sua força está justamente nos detalhes: a gola finalizada manualmente, o forro House Check, a pala contra chuva e a aba removível para proteger o pescoço, elementos que continuam presentes nas versões atuais. A peça também atravessou diferentes gerações e estilos, dos looks clássicos às propostas mais modernas. Entre os itens exibidos pela primeira vez estão catálogos do início do século XX e um trench coat que pertenceu ao estilista britânico Hardy Amies.
Para o brasileiro, porém, existe uma questão prática difícil de ignorar: o trench coat é uma peça que quase nunca combina com as nossas temperaturas. Ainda assim, é o tipo de item que vale a pena ter, justamente para aqueles raros dias frios e, sobretudo, para viagens a cidades como Londres ou Nova York. A própria Burberry mantém diferentes interpretações do modelo, incluindo versões em gabardine tropical, seu tecido mais leve, resistente à água e respirável, pensado para as estações mais quentes e para sobreposições.

_______
O Bugatti Destrier leva a ideia de exclusividade a um novo patamar: haverá apenas uma unidade do hipercarro, terceiro projeto do Programme Solitaire, divisão da Bugatti dedicada à criação de automóveis únicos. A proposta parte da mesma base técnica do Bolide, mas troca a busca extrema por eficiência aerodinâmica por formas mais limpas, fluidas e esculturais. As enormes asas e tomadas de ar do modelo de pista dão lugar a uma carroceria mais longa, baixa e elegante, com apenas um metro de altura, rodas de 20 polegadas na dianteira e 21 na traseira e a tradicional linha lateral em formato de C redesenhada.
O desempenho, porém, continua digno da marca. O Destrier mantém o W16 de 8 litros com quatro turbocompressores, capaz de entregar 1.600 cv e 1.600 Nm de torque, mesma configuração mecânica do Bolide. A diferença está na prioridade do projeto: sem o aparato aerodinâmico voltado para maximizar o downforce em pista, a engenharia abre espaço para trabalhar proporções, materiais e acabamento. O nome também segue essa lógica. Destrier era o termo medieval usado para os cavalos de guerra mais valiosos, referência reforçada por componentes metálicos com acabamento martelado, inspirados em armaduras, e pela pintura exclusiva Sapphire Celeste, um azul escuro com brilho semelhante ao de diamantes.
Por dentro, a proposta se distancia ainda mais do ambiente espartano do Bolide. O habitáculo combina couro, camurça e tecidos nobres em tons de marrom caramelo, com detalhes artesanais e elementos metálicos que reforçam a identidade medieval do projeto. O Destrier será apresentado durante a Monterey Car Week, com destaque para o Pebble Beach Concours d'Elegance. A Bugatti não revelou quem encomendou o carro nem seu preço, mas, com base nos outros projetos do Programme Solitaire, a estimativa é que custe entre 20 milhões e 25 milhões de euros. O valor ajuda a dimensionar o modelo de negócio por trás dos carros únicos da marca, que reaproveita uma base técnica existente para criar carrocerias, interiores e identidades exclusivas para clientes capazes de pagar dezenas de milhões de euros.

_______
O podcast “All There Is with Anderson Cooper” parte de uma experiência profundamente pessoal para tratar de um tema universal: o luto. Anderson Cooper começou a gravar enquanto esvaziava o apartamento de sua mãe, Gloria Vanderbilt, três anos após sua morte, revisitando diários, objetos e lembranças deixadas por ela, pelo pai e pelo irmão. A proposta é entender as muitas faces da perda e descobrir como seguir vivendo com ela, com o amor e também com o riso.
O grande mérito da produção está nas conversas íntimas, profundas e emotivas, capazes de criar identificação até para quem tem a sorte de não ter perdido nenhum ente querido. O podcast mostra como falar sobre o luto e ouvir experiências alheias pode ajudar a lidar com sentimentos difíceis e, em alguns casos, ainda não processados. A participação de Sharon Stone é um exemplo particularmente forte. Ela conversa com Cooper sobre a morte da mãe, Dorothy, em 2025, e relata ter sentido alívio depois da perda, ao se perceber livre dos traumas vividos na relação com ela.
A força do programa também está em sua capacidade de encontrar novas perspectivas em histórias muito diferentes. Em seus episódios, Cooper conversa com pessoas que enfrentaram perdas capazes de mudar suas vidas, criando um espaço de escuta que evita respostas fáceis para uma experiência complexa. O resultado é um podcast que transforma a dor em reflexão e mostra que falar sobre aquilo que perdemos pode ser uma forma de compreender melhor o que permanece.

- COM -
Ela é CEO e fundadora da Amma, empresa que comanda a agenda de palestras de grandes nomes do esporte, como Bernardinho, Tite, Fernanda Garay, Lucão e Verônica Hipólito.
Como você lida com a passagem do tempo?
Cada vez melhor. Quando eu era mais nova, tinha uma ansiedade enorme de querer que tudo acontecesse logo. Hoje eu entendi que cada fase tem seu tempo e que a vida não é uma corrida. O tempo passa pra todo mundo. O que muda é o que a gente faz com ele. Então tento aproveitar mais quem eu amo, estar presente e parar de achar que felicidade é uma coisa que vai acontecer lá na frente.
Qual lição mais dura a vida te ensinou?
Que a gente não controla quase nada. A gente pode planejar, trabalhar muito, fazer tudo certo… e, mesmo assim, a vida muda os planos. Também aprendi que a vida é muito frágil. Por isso hoje eu tento não deixar pra depois uma conversa, um abraço, uma viagem ou um “eu te amo”. A gente nunca sabe o que vem amanhã.
Qual legado você pretende deixar?
Quero que as pessoas lembrem de mim muito mais pela forma como eu fiz elas se sentirem do que pelos negócios que fechei. Tenho muito orgulho da empresa que construí, mas o que mais me deixa feliz é ver gente crescendo, acreditando mais em si e realizando sonhos. No fim, acho que é isso que fica. A gente passa, mas o jeito como fez as pessoas se sentirem e o quanto ajudou elas a crescer permanece.
Qual foi a época mais feliz da sua vida?
Acho que é agora. E não porque minha vida é perfeita, muito pelo contrário. Mas porque hoje eu aprendi a valorizar o presente. Passei muito tempo achando que felicidade era chegar em algum lugar. Hoje eu vejo que ela está nas pequenas coisas. Estar com meu marido, minhas filhas, trabalhar com o que eu amo e estar perto das pessoas importantes pra mim tem muito mais valor do que qualquer conquista profissional. Tudo o que vivi nos últimos tempos só reforçou ainda mais essa certeza: a vida passa muito rápido. Então, se tem uma coisa que eu quero fazer cada vez mais, é viver o presente e aproveitar as pessoas que eu amo.
O que você enxerga dos seus pais em você?
Acho que a maior herança que eles me deixam é a forma de olhar para as pessoas. Aprendi dentro de casa a tratar todo mundo com respeito, independentemente de quem fosse. Também herdei deles a ética, que pra mim sempre foi inegociável, e um olhar de empatia e compaixão. Tento levar isso pra tudo: pra minha família, para os amigos e para o jeito que eu lidero a minha empresa. No fim, a forma como a gente trata as pessoas sempre fala mais alto do que qualquer cargo ou conquista.

A Prior Society nasce com a ambicao de reunir, em um so circulo, os lideres que moldam o presente e desenham o futuro do mercado. Uma comunidade cuidadosamente curada por mim, onde o verdadeiro valor esta no encontro entre pessoas extraordinarias, experiencias memoraveis e conversas que simplesmente nao acontecem em nenhum outro lugar.
Para saber mais:
Together with:
