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Nada contra as piscinas com ondas artificiais, que viraram um dos grandes chamarizes de muitos condomínios de luxo. Pelo contrário. O sucesso de empreendimentos como o Boa Vista Village e a Fazenda da Grama mostra que existe espaço para uma nova geração de projetos residenciais, capazes de combinar esporte, lazer e uma experiência inspirada no litoral mesmo longe do mar. Na Fazenda da Grama, em Itupeva, a piscina inaugurada em 2021 tem 700 metros de extensão, areia que não esquenta e ondas de até 2 metros. No Boa Vista Village, a estrutura tem 220 metros e oferece uma centena de ondulações diferentes, com até 22 segundos de duração. Quem nunca experimentou, não sabe o que está perdendo.
Mas as piscinas com ondas não são capazes de eclipsar uma fórmula que atravessa gerações: viver ao redor de uma represa, com a água como parte permanente da paisagem. É nessa proposta que se insere o Península Três Marias, empreendimento concebido às margens do Rio São Francisco, em Minas Gerais. Com 6,3 milhões de metros quadrados, o projeto combina preservação ambiental, residências exclusivas e serviços de hospitalidade. As casas suspensas foram desenhadas como extensões da paisagem, com vistas privilegiadas para o chamado “mar de Minas”, enquanto a chegada pela água transforma o próprio acesso em uma experiência.
O diferencial está justamente na integração entre água, natureza, arquitetura e hospitalidade. A Península terá marina de apoio, estrutura para pequenas embarcações, pesca e esportes náuticos, além de gastronomia, Boutique Hotel Élan, espaços de bem-estar, lounges suspensos entre as copas das árvores e atividades como tênis, beach tennis, trilhas, ciclismo e arqueirismo. O Campos Élan amplia a experiência com haras, golfe e vida de campo. Há ainda serviço de aviação executiva da Flapper, com voos a partir de São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Goiânia. Em um mercado que se encanta com as ondas artificiais, o Península Três Marias aposta em um ativo que não precisa ser reproduzido: a própria água e a paisagem que a cerca.

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Sim, os preços são salgados. Dito isso, estamos falando do primeiro empreendimento permanente na América do Sul de Antonio Bachour. Batizada de Bachour by Mata, a confeitaria é a mais nova atração do Mata São Paulo. Em uma casa com varanda que funciona do café da manhã ao jantar, dispõe de uma tentadora vitrine que reúne cerca de duas dúzias de criações. O shortcake de morango, por exemplo, custa R$ 65 e combina mousse de baunilha, geleia de morango, creme diplomata e framboesas. A lógica de preço está ligada ao rigor técnico e à elaboração dos produtos, que seguem a assinatura de um profissional que se tornou referência mundial na confeitaria.
O cardápio também ajuda a entender por que a experiência não se resume a comprar um doce caro. Inspirado no modelo desenvolvido por Bachour nos Estados Unidos e no México, o endereço dedica aos pratos salgados o mesmo cuidado empregado nas sobremesas. Há sanduíche de ovos cremosos com cheddar inglês, manteiga trufada e bacon por R$ 45, baguete com mortadela de pistache, muçarela de búfala e maionese de manjericão por R$ 56, além de criações como a viennoiserie de queijo e goiabada, por R$ 32, e a panqueca com mascarpone e dois tipos de goiabada, por R$ 60. A combinação de técnica, ingredientes e criatividade aparece também na preocupação de Bachour com temperatura, textura, cremosidade e equilíbrio de dulçor. Para ele, excesso de açúcar mascara os sabores, enquanto sobremesas mais leves atraem mais pessoas.
Nascido em Porto Rico, Bachour tem uma trajetória marcada por uma rotina internacional intensa. Radicado em Miami, onde mantém dois restaurantes, ele viaja em média para 40 países por ano, passando cerca de 300 dias longe de casa, principalmente para consultorias, aulas e eventos. Sua agenda chegou ao ponto de fazê-lo recusar um convite de US$ 115 mil para cozinhar no casamento do filho de Mukesh Ambani, considerado o homem mais rico da Ásia. Aos 17 anos, Bachour foi diagnosticado com um tumor no cérebro e ouviu que teria apenas mais dois anos de vida. Trinta e um anos depois, a experiência ajuda a explicar sua disposição para trabalhar e viajar. Em São Paulo, ele promete voltar a cada três meses e já planeja acompanhar de perto a produção dos panetones de Natal, sinal de que o chef pretende transformar a operação paulistana em um grande sucesso.

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Poucas marcas traduzem tão bem a ideia de elegância masculina quanto a Berluti. Fundada em 1895 por Alessandro Berluti, italiano que chegou a Paris depois de aprender o ofício de sapateiro, a maison construiu sua reputação a partir de uma obsessão pelo couro, pela forma e pela precisão. Seu modelo Alessandro, criado a partir de uma única peça de couro sem costuras aparentes, tornou-se uma assinatura da marca. Até hoje, os sapatos são o grande cartão de visitas da Berluti, com modelos como o Alessandro e o Andy Loafer, além de versões sob medida que exigem pelo menos 50 horas de trabalho e mais de 250 operações artesanais.
A marca soube ampliar seu universo sem abandonar o savoir-faire que a tornou reconhecida, incorporando artigos de couro em 2005, prêt-à-porter em 2011 e, em 2012, a alfaiataria sob medida. O resultado é um guarda-roupa que combina códigos clássicos com uma disposição para quebrar regras, característica do homem Berluti, que pode usar um terno de três peças com botas ou uma camisa de gola macia com gravata-borboleta. É justamente essa capacidade de preservar a elegância e, ao mesmo tempo, permitir personalidade que faz da casa uma das referências mais admiradas do universo masculino.
Se os sapatos são a porta de entrada para a Berluti, uma mala deveria ocupar espaço no guarda-roupa de qualquer homem que valorize design e funcionalidade. A Formula 1005 Rolling Suitcase é um exemplo contundente: criada para ser tão desejável que dá vontade de viajar apenas para levá-la consigo, ela tem duas alças, uma superior e outra lateral, puxador telescópico e rodas pensadas para velocidade. Sua construção em alumínio combina leveza e resistência, enquanto os cantos de proteção reforçam a estrutura. É uma peça que resume a lógica da Berluti: transformar um objeto cotidiano em uma expressão de estilo, sem abrir mão da utilidade.

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Para quem gosta de ciência, aventura e história, é um prato cheio. Washington, sim o epicentro do poder nos EUA, acaba de ganhar uma atração imperdível, o Museu da Exploração da National Geographic. Reinaugurado em 26 de junho na sede histórica da National Geographic Society, o complexo tem cerca de 9.300 metros quadrados e recebeu investimento de US$ 300 milhões. O projeto combina uma residência técnica para exploradores compartilharem dados com um museu dedicado a apresentar os resultados de pesquisas realizadas nos ecossistemas mais vulneráveis do planeta.
A experiência é construída para colocar o visitante no lugar dos exploradores. O acervo reúne equipamentos e objetos ligados a expedições históricas, enquanto as áreas interativas apresentam fotografias, mapas e registros de pesquisas. Um dos destaques é o Rolex Explorers Landing, espaço criado com o apoio da Rolex e organizado em quatro etapas que acompanham a evolução de uma expedição: Spark, quando surge a ideia; Trek, a jornada de campo; Purpose, o objetivo científico; e Impact, as consequências práticas da descoberta. Entre os itens está o traje de mergulho pressurizado usado por Sylvia Earle em 1979, quando ela realizou uma caminhada solo a 381 metros de profundidade.
A parceria entre National Geographic e Rolex tem raízes profundas. A aproximação começou na década de 1930, quando a relojoaria passou a equipar expedições para testar seus relógios em condições extremas, e foi oficializada em 1954. Desde então, as duas instituições acompanharam marcos como a chegada de Edmund Hillary e Tenzing Norgay ao Everest, a descida do batiscafo Trieste à Fossa das Marianas e o mergulho de James Cameron no Deepsea Challenger. Hoje, a colaboração está concentrada também na conservação, por meio da iniciativa Perpetual Planet Expeditions, que financia missões de longo prazo para estudar os efeitos das mudanças climáticas em montanhas, florestas tropicais e oceanos.

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Você não precisa ter o hábito de mergulhar nas profundezas do Oceano para ter um relógio de mergulho. Basta admirar o mundo marítimo, uma das grandes fontes de inspiração da alta relojoaria. Entre os grandes nomes desse segmento está o TAG Heuer Aquaracer Professional 500 Date, apresentado em 2026 como uma opção situada entre o Professional 300 e o extinto Professional 1000 Superdiver. Com caixa e pulseira de titânio grau 2, 42 mm de diâmetro e apenas 120 gramas, o modelo reúne leveza e durabilidade. A construção inclui luneta unidirecional dodecagonal, coroa rosqueada, elementos luminescentes, cristal de safira e fecho seguro. Há ainda uma válvula de escape de hélio, posicionada às 10 horas, para liberar o gás acumulado durante a descompressão em mergulhos de saturação.
O Omega Seamaster Diver 300M 007 First Light homenageia o universo de James Bond. O modelo tem caixa de aço inoxidável de 44 mm, luneta de cerâmica preta polida com escala de mergulho em esmalte branco e mostrador preto com ondas gravadas a laser. A janela de data fica às 6 horas, enquanto os ponteiros e índices recebem Super-LumiNova branca. O relógio é equipado com o calibre OMEGA Co-Axial Master Chronometer 9900, de corda automática e reserva de marcha de 60 horas, e tem resistência à água de 30 bar, equivalente a 300 metros. A versão apresentada no arquivo vem com bracelete NATO exclusiva e foi inspirada no relógio do videojogo 007 First Light.
O Rolex Oyster Perpetual Submariner ocupa um lugar próprio na história dos relógios de mergulho. Lançado em 1953, foi o primeiro relógio de pulso de mergulho impermeável até 100 metros de profundidade e atualmente oferece impermeabilidade garantida até 300 metros. Sua luneta giratória unidirecional, graduada em 60 minutos, permite aos mergulhadores acompanhar o tempo de imersão. O modelo também conta com a exibição Chromalight, desenvolvida para manter a legibilidade em ambientes muito escuros, e com o sistema de extensão Glidelock, que permite ajustar o comprimento da pulseira entre aproximadamente 15 e 20 mm sem ferramentas. A coroa Triplock, por sua vez, utiliza um sistema de bloqueio triplo para reforçar a vedação.
Na sequência aparecem o IWC Aquatimer e o Panerai Submersible, duas interpretações distintas da relojoaria voltada ao ambiente subaquático. O Aquatimer tem caixa de 44 mm e 17 mm de altura, resistência à água de 30 bar, cristal de safira antirreflexo em ambas as faces, coroa de rosca, elementos luminescentes e sistema IWC SafeDive, além de cronógrafo mecânico automático, indicação de data e dia da semana e reserva de marcha de 44 horas. Já o Panerai Submersible apresenta caixa de aço inoxidável de 44 mm, luneta giratória unidirecional em aço com disco de cerâmica e resistência à água de 50 bar, cerca de 500 metros. Seu calibre P.980 automático oferece reserva de marcha de três dias, enquanto o mostrador preto recebe Super-LumiNova X2 nos ponteiros e no bisel.

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Em “Seja ousado: Como treinar sua mente para ter confiança e coragem nos momentos de crise”, Ranjay Gulati, professor da Harvard Business School, parte de uma provocação simples: coragem não é um atributo reservado a heróis. O autor defende que qualquer pessoa pode desenvolver uma mentalidade mais forte para agir diante da incerteza, da pressão social e do medo do fracasso. A proposta interessa especialmente a profissionais e líderes que precisam tomar decisões em cenários de crise, mas também alcança situações cotidianas em que a insegurança costuma frear boas ideias e iniciativas.
A tese ganha força com uma combinação de pesquisa e histórias reais. Gulati relata a trajetória de sua própria mãe, que enfrentou obstáculos sociais, construiu um negócio e, em um episódio marcante, recusou-se a ceder a ameaças para vender uma propriedade. A experiência ajudou o autor a entender que pessoas corajosas não necessariamente sentem menos medo. Elas interpretam as situações de maneira diferente e se enxergam como capazes de influenciar o próprio destino. Para Gulati, coragem é um comportamento aprendido, ligado à cognição e à forma como cada indivíduo interpreta a realidade.
O argumento também chega ao mundo corporativo. Depois da crise financeira de 2008, Gulati e seus colegas analisaram 4.700 empresas durante três recessões e identificaram um grupo de cerca de 9% que saiu de cada período em situação mais forte. Essas companhias não se limitaram a cortar custos: também assumiram riscos e investiram em crescimento quando os concorrentes recuavam. Ao reunir esse estudo com casos envolvendo líderes, empreendedores e equipes submetidas a situações extremas, o livro apresenta a ousadia como uma competência que pode ser desenvolvida. O resultado é uma reflexão prática sobre confiança, tomada de decisão e capacidade de agir quando o cenário recomenda cautela, mas exige iniciativa.

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É sócio-diretor do Grupo 3T, do qual é um dos fundadores. Com marcas como O Pasquim Bar e Prosa, A Saideira e Empanadas Y Tal, a holding de bares e restaurantes tem lojas de rua e atuação em aeroportos num total de 30 unidades.
Como você lida com a passagem do tempo?
No início da minha carreira, eu media o sucesso pela velocidade: crescer mais rápido, abrir novos negócios e aproveitar todas as oportunidades que apareciam. Com o tempo, percebi que maturidade é aprender a escolher. Nem toda oportunidade merece um “sim”, e nem todo crescimento precisa ser imediato. Continuo extremamente ambicioso, mas entendi que a verdadeira construção acontece no longo prazo. Por isso, passei a cuidar do meu principal ativo: eu mesmo. Procuro manter uma rotina disciplinada de exercícios, pratico esportes, acompanho minha saúde de forma preventiva e busco manter o equilíbrio entre espírito, corpo e mente. Não porque quero apenas viver mais, mas porque quero viver melhor.
Qual lição mais dura a vida te ensinou?
Que pessoas importam mais do que planos. Ao longo da minha trajetória, tive diversos sócios em diferentes negócios. Cada sociedade tinha um propósito, um momento e uma dinâmica própria. Com o tempo, percebi que abrir uma empresa é relativamente simples; difícil é construir uma relação de confiança que resista aos anos. Infelizmente, nem sempre as pessoas mantêm os mesmos compromissos, prioridades ou valores que tinham quando a sociedade começou. Essa foi uma das lições mais duras da minha carreira e me tornou muito mais criterioso na escolha de quem caminha ao meu lado.
Qual legado você pretende deixar?
Espero deixar a certeza de que é possível construir grandes empresas sem abrir mão dos valores. Minha trajetória foi construída sem investidores, sem franquias e sem atalhos. Tudo o que conquistamos nasceu de muito trabalho, aprendizado e da disposição de evoluir continuamente. Se eu puder inspirar pequenos e médios empreendedores a profissionalizar seus negócios, liderar com mais humanidade e construir empresas sólidas, acredito que já terei cumprido uma parte importante da minha missão. Sempre acreditei que somos nós, empreendedores, que movemos o Brasil de verdade. Somos nós que geramos empregos, transformamos comunidades e fazemos o país acontecer todos os dias.
Qual foi a época mais feliz da sua vida?
A que estou vivendo agora. Não porque tudo esteja perfeito (quem empreende sabe que os desafios nunca acabam), mas porque hoje entendo algo que demorei muitos anos para aprender: o passado já foi, o futuro é uma construção, mas a vida acontece no presente. Durante muito tempo vivi focado no próximo objetivo, na próxima expansão e na próxima conquista. Isso faz parte de quem eu sou e continuo gostando de construir. A diferença é que hoje procuro fazer isso sem abrir mão da caminhada.
O que você enxerga dos seus pais em você?
Minha mãe me ensinou o valor da disciplina, da responsabilidade e do trabalho silencioso. Filha de imigrantes italianos, começou a trabalhar ainda muito jovem, pagou a própria faculdade e dedicou toda a sua carreira à mesma empresa. Nos momentos mais difíceis da nossa família, foi ela quem deu estabilidade para que eu e minha irmã nunca sentíssemos o peso das dificuldades.
Do meu pai herdei a paixão pelas vendas e pelo relacionamento com as pessoas. Cresci vendo um vendedor nato negociar com uma naturalidade impressionante, sem imaginar que aquela seria a minha primeira escola de negócios. Também aprendi com ele que empreender exige coragem para recomeçar. Ele tentou, quebrou, se reinventou e nunca deixou que os tropeços definissem a sua história.
Mas talvez o maior legado que eles tenham me deixado tenha sido a combinação entre ambição e simplicidade. Aprendi que é possível sonhar grande sem perder a humildade, construir patrimônio sem depender dele para ser feliz e conquistar sucesso sem abrir mão da honestidade, da justiça e do respeito pelas pessoas.

A Prior Society nasce com a ambição de reunir, em um só círculo, os líderes que moldam o presente e desenham o futuro do mercado. Uma comunidade cuidadosamente curada por mim, onde o verdadeiro valor está no encontro entre pessoas extraordinárias, experiências memoráveis e conversas que simplesmente não acontecem em nenhum outro lugar.
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