Prior Society ##57

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NA EDIÇÃO 57 VOCÊ ENCONTRA:

Raro como um eclipse: a estratégia da última collab da Omega com a Swatch
O charme dos restaurantes em hoteis (quando a receita dá certo)
Com 150 unidades, Aston Martin Valen veio para entrar para a história
A novidade elétrica da Roxen que quer tomar o lugar dos jet skis
De onde veio o frisson que cerca a grife japonesa Comme des Garçons
A visão de um "playboy" sobre a maioria da população
Firechat com Arri Coser, fundador da rede NB Steak

Forte abraco,

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Fundador da Prior Society

RELÓGIOS 1

RELÓGIOS

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RARO COMO UM ECLIPSE

O eclipse solar total de 12 de agosto, só visível em partes da Espanha, despertou o tino comercial da Omega e da Swatch. Elas se uniram para lançar o relógio Mission to the Sun - Solar Eclipse. Foi vendido apenas naquele dia e somente no país, pela plataforma espanhola da Swatch, em três lojas, em Bilbao, Ibiza e Valência, além de uma pop-up itinerante em León. A edição, baseada em uma das onze cores originais da coleção Bioceramic MoonSwatch, manteve a caixa amarela, o mostrador dourado escovado e a pulseira branca, mas trocou o botão branco na posição das 2 horas por um preto, em referência ao instante em que a Lua encobre o Sol. Na parte traseira, a tampa da bateria traz uma gravação da Lua nova.

Peças raras desse tipo, especialmente quando são difíceis de comprar, ajudam a elevar o interesse dos colecionadores tanto pela Omega quanto pela Swatch. A estratégia também reforça o apelo de uma coleção que combina referências do universo espacial com códigos visuais do Speedmaster e do MoonSwatch. Entre seus modelos está o Mission to Mars, de tons vermelhos intensos, mostrador branco e pulseira de VELCRO®, com ponteiros exclusivos em forma de nave espacial nos submostradores das 10 e das 2 horas, uma homenagem ao OMEGA Speedmaster Alaska II.

Outro destaque é o Mission to Mercury, marcado pelo cinza profundo e pela pulseira de VELCRO® cinza-metálico. O modelo traz ponteiro dos segundos do cronógrafo, ponteiros dos submostradores e escala taquimétrica em branco, enquanto os submostradores e a luneta são pretos. Assim como os demais relógios da coleção, carrega as marcas OMEGA X Swatch, o logótipo Speedmaster e o MoonSwatch, além de elementos como o vidro de origem biológica e o material Bioceramic.


GASTRONOMIA 1

GASTRONOMIA

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AMELIA, A NOVA ESTRELA DO JANEIRO, NO RIO

O Rio ganhou mais um endereço gastronômico para ficar no radar. Instalado no segundo andar do hotel Janeiro, no Leblon, o novíssimo Amelia foi inaugurado no final de junho com a missão de atrair também quem não está hospedado. O empreendimento tem o estilista Oskar Metsavaht entre os sócios, e a aposta é fazer do restaurante uma das grandes novidades gastronômicas da cidade. Afinal, ninguém quer jantar em restaurantes de hotéis vazios.

“Na hotelaria, a gastronomia é parte fundamental”, diz Caetana Metsavaht, diretora de marca do Janeiro. Segundo ela, é por meio dela que o hotel expressa sua identidade, seu conceito de hospitalidade e sua forma de receber as pessoas. “Ao mesmo tempo, o restaurante aproxima o hotel da cidade”, afirma. A estratégia parece funcionar, com o público externo em crescimento.

O Amelia funciona apenas à noite e aposta em um menu degustação de R$ 380 por pessoa, com amuse-bouche, entrada, prato principal e sobremesa. Há mais de uma opção em cada etapa, entre elas o pastel de stracciatella com tartar de atum e filé mignon, o papardelle com morilles e a coteleta de porco à milanesa com creme de alcachofra e salada de funcho com maçã verde. O restaurante chega em um momento de fortalecimento das operações gastronômicas dentro de hotéis no Rio, um segmento que vem ganhando força na cidade.


MOTOR 1

MOTOR

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O MOTOR DIANTEIRO MAIS POTENTE DO MUNDO

A Aston Martin quer entrar para a história do automobilismo com o Valen, novo superesportivo criado pela divisão de customização Q by Aston Martin. Limitado a apenas 150 unidades no mundo, o modelo chega com credenciais ambiciosas: segundo a fabricante, é o carro de produção com motor dianteiro mais potente do mundo e o V12 mais poderoso dos 113 anos de trajetória da marca britânica. As primeiras entregas estão previstas para o segundo trimestre de 2027.

Debaixo do longo capô está a evolução do motor V12 5.2 biturbo, capaz de entregar 850 cv e 102 kgfm de torque. Com tração traseira e câmbio automático ZF de oito marchas, o Valen acelera de 0 a 96 km/h em 3 segundos e atinge velocidade máxima de 344 km/h. A busca por desempenho também orientou o trabalho de engenharia, que reduziu em até 110 kg o peso em relação à plataforma V12 convencional da marca, com uso de fibra de carbono, alumínio, titânio e magnésio.

O caráter exclusivo se estende ao desenho e à cabine. A carroceria é moldada integralmente em fibra de carbono, enquanto o interior foi pensado para colocar o motorista no centro da experiência, com console estreito e inclinado em sua direção. Os compradores poderão escolher entre diferentes tipos de bancos, acabamentos em couro Semi-Anilina e Alcantara e um amplo programa de personalização. Sem preço oficial divulgado, o Valen deve custar acima de 3 milhões de libras esterlinas, reforçando a ambição de transformar suas 150 unidades em peças de uma nova página da história da Aston Martin.


BEM ESTAR 1

BEM ESTAR

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OS JET SKIS QUE SE CUIDEM

A Roxen quer abrir espaço para uma nova geração de esportes náuticos com uma embarcação elétrica que lembra um jet ski, mas aposta em uma proposta bem diferente. O modelo sueco é silencioso, movido por uma bateria de 5,25 kWh e capaz de atingir 55 km/h. A promessa é oferecer diversão na água sem o ruído característico dos motores a combustão, reduzindo também o impacto sobre a vida selvagem.

O peso é um dos grandes diferenciais da novidade. Enquanto um jet ski convencional pesa no mínimo 200 quilos e pode chegar a cerca de 300 quilos, a Roxen tem aproximadamente 60 quilos sem a bateria. A leveza foi prioridade desde o desenvolvimento, influenciado pela experiência dos fundadores nos setores aeroespacial e de drones. O resultado é uma embarcação mais fácil de transportar, que pode ser colocada no teto de um carro por duas pessoas e lançada na água sem a necessidade de trailer, píer ou rampa.

Com materiais como casco, assento e tecido obtidos na Suécia, a Roxen também busca reduzir cadeias de fornecimento e a poluição. O veículo traz painel touchscreen para acompanhar velocidade e bateria, além de recursos de geofencing voltados à segurança. Registrada oficialmente como uma embarcação recreativa, a novidade chega com preço de US$ 19.900 e pretende disputar espaço com modelos a combustão de faixa média e premium, apostando em silêncio, mobilidade e uma nova forma de explorar rios e lagos.


MODA 1

MODA

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O FRISSON EM TORNO DA COMME DES GARÇONS

O frisson em torno da Comme des Garçons vem da força de uma obra que atravessou décadas sem perder o poder de provocar. Fundada por Rei Kawakubo, a grife japonesa construiu uma legião de admiradores com criações radicais, roupas desconstruídas, bordas cruas, paleta monocromática e silhuetas que frequentemente se aproximam da escultura. A estreia em Paris, em 1981, apresentou ao Ocidente uma nova linguagem, e a raridade de muitas dessas peças ajudou a transformá-las em objetos de desejo para colecionadores, museus e apaixonados por moda.

É nesse contexto que 265 peças do acervo de Octavius La Rosa, fundador da revendedora especializada Dot Comme, serão leiloadas em Londres pela Kerry Taylor Auctions, no dia 15 de setembro. A seleção percorre cerca de quatro décadas e inclui 18 peças do início da marca, nos anos 1970, looks das primeiras coleções de Kawakubo em Paris e criações de Junya Watanabe. Entre os destaques estão uma capa de chuva preta dos anos 1970, um conjunto de lã da coleção Pirates, de 1982, um conjunto multitartan da primavera de 2006 e uma peça da coleção Broken Bride, de 2005, que arrancou lágrimas da plateia durante o desfile.

O interesse é reforçado pelo desempenho recente da marca no mercado de leilões. Em junho, a Kerry Taylor Auctions estabeleceu o recorde mundial para uma peça da Comme des Garçons quando um grande museu pagou 65 mil libras por um conjunto de suéter e saia deliberadamente rasgados da coleção Holes, do outono de 1982. Para o leiloeiro Alex Baddeley, as peças mais antigas do acervo de La Rosa devem concentrar as disputas mais acirradas. O conjunto, formado por um colecionador que acumulou cerca de 4 mil itens da grife, traduz um momento em que roupas vintage passam a ocupar um espaço cada vez mais valorizado entre colecionadores, marchands e museus.


VALE O SEU TEMPO 1

VALE O SEU TEMPO

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MAIORIA EM FOCO

EmBrasil da maioria: 25 anos de classe C”, Renato Meirelles transforma duas décadas e meia de observação em um retrato de quem ocupa o centro do país. Fundador do Instituto Locomotiva e referência em consumo e opinião pública, o autor acompanha uma população que move o consumo e influencia os rumos das eleições. O livro percorre a ascensão de milhões de brasileiros à classe C nos anos 2000, impulsionada pelo crescimento econômico, pelo crédito e pelas políticas de inclusão, e avança sobre a década seguinte, marcada por frustração, reinvenção e um otimismo persistente.

A força da obra está em tratar a classe C não como uma categoria estatística, mas como uma protagonista em constante transformação. Mais escolarizada, conectada, empreendedora e exigente, essa parcela da população transita entre posições conservadoras e progressistas, rejeita rótulos ideológicos e cobra eficiência do Estado e respeito do mercado. Para Meirelles, trata-se de um público pragmático, capaz de votar com o bolso e de redefinir prioridades conforme as circunstâncias.

Com a experiência de quem já liderou mais de mil pesquisas, Meirelles, que se assume como um “playboy’, oferece uma leitura direta sobre o Brasil que empresas e políticos não podem ignorar. A mensagem é clara: não há líder de mercado que possa prescindir da classe C, nem eleição que possa ser vencida sem ela. Ao expor os limites de discursos construídos de cima para baixo, “Brasil da maioria” funciona como um guia para entender uma população que nunca foi silenciosa, apenas raramente foi ouvida.


Arri Coser

FIRE CHAT

- COM -

Arri Coser

O gaúcho Arri Coser comprou a churrascaria Fogo de Chão nos anos 1980 e a transformou numa rede milionária, hoje nas mãos da Bain Capital. Hoje ele comanda as redes NB Steak e Maremonti.

Como você lida com a passagem do tempo?

Entendendo os dias de hoje e me organizando para o futuro. Estudando, trabalhando, viajando, me exercitando e passando mais tempo com a família. 

Qual lição mais dura a vida te ensinou?

Que todas as maiores dificuldades foram os maiores aprendizados. 

Qual legado você pretende deixar?

Acho que já estamos construindo um legado deixando uma marca por onde passamos, desenvolvendo pessoas, conquistando novos mercados e divulgando a gastronomia brasileira. 

Qual foi a época mais feliz da sua vida?

Agora. Cada momento da vida temos algo especial onde tiramos lições e aprendizados. 

Que você enxerga dos seus pais em você?

Caráter, retidão e dedicação à família e ao trabalho.


Prior Society

A Prior Society nasce com a ambicao de reunir, em um so circulo, os lideres que moldam o presente e desenham o futuro do mercado. Uma comunidade cuidadosamente curada por mim, onde o verdadeiro valor esta no encontro entre pessoas extraordinarias, experiencias memoraveis e conversas que simplesmente nao acontecem em nenhum outro lugar.

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