Prior Society ##58

_______

NA EDIÇÃO 58 VOCÊ ENCONTRA:

Como seria o Porsche 911 na visão da Louis Vuitton
4 Rolex exclusivos só para um leilão em prol das fundações de Federer e DiCaprio
O retorno dos sedãs? Volvo volta a apostar no segmento com o ES90
Primeira mostra na China de Lina Bo Bardi comprova legado internacional da arquiteta
A escova de US$ 500 que promete revolucionar a manutenção do seu sorriso
Livro se debruça sobre a reputação em tempos de incerteza
Firechat com Vando Oliveira, CEO do Ybera Group

Forte abraco,

Assinatura

Fundador da Prior Society

MOTOR 1

MOTOR

_______

O PORSCHE 911 SOB A ÓTICA DA LOUIS VUITTON

A união entre a Singer, ateliê especializado em restaurações personalizadas de clássicos, e a Louis Vuitton resultou em uma releitura exclusiva de dois Porsche 911 da geração 964. A parceria, inédita para ambas as marcas, nasceu de um pedido aparentemente pontual para criar um relógio de painel e evoluiu para a personalização de praticamente todos os elementos funcionais dos carros. Para a Louis Vuitton, trata-se da primeira vez que a maison cocriou um produto com outra marca.

A Singer, responsável por reimaginar os veículos, levou sua expertise artesanal a dois modelos de identidades distintas: o Porsche 911 Classic e o Classic Turbo. O primeiro aposta em referências ao surfe e ao universo das viagens de aventura, com rack de teto para prancha, esquis ou baú, enquanto o segundo, concebido sob a direção de Nicolas Ghesquière, aproxima os universos náutico e automotivo. Couro, madeira, metal e detalhes dourados ajudam a construir a personalidade dos dois carros.

O projeto também mobilizou diferentes áreas da Louis Vuitton, dos artesãos de couro e fabricantes de baús aos relojoeiros da La Fabrique du Temps. Painéis, bancos, revestimentos e comandos receberam atenção minuciosa, enquanto a parceria foi ampliada por coleções-cápsula exclusivas para acompanhar cada automóvel. O resultado é um encontro entre restauração, alta relojoaria, design e luxo, transformando o Porsche 911 em uma peça de identidade singular.


RELÓGIOS 1

RELÓGIOS

_______

AS QUATRO ESTAÇÕES: A NOVA RARIDADE DA ROLEX

Quatro estações, quatro Rolex. A marca, conhecida por não produzir relógios únicos, abriu uma exceção para criar quatro versões exclusivas do Cosmograph Daytona em uma iniciativa beneficente ao lado de Roger Federer e Leonardo DiCaprio. Os modelos serão leiloados em quatro lotes pela Phillips, em Londres, no dia 28 de setembro de 2026, com toda a arrecadação destinada à Federer Foundation e à Re:wild. A iniciativa faz parte da Perpetual Planet Initiative e reúne duas causas ligadas aos embaixadores da marca: a educação de crianças e a proteção do planeta. A Federer Foundation, criada em 2003, apoia crianças na África Austral e na Suíça, enquanto a Re:wild atua na proteção e restauração da natureza em parceria com povos indígenas, comunidades locais e organizações de conservação.

Batizados de acordo com as quatro estações, os relógios combinam metais preciosos, pedras naturais e gemas coloridas. O Spring é feito em ouro branco de 18 quilates, com mostrador de crisoprásio, contadores de lepidolita, safiras roxas nos marcadores e na luneta. O Summer usa ouro Everose de 18 quilates, mostrador de turquesa, contadores de rubi e safiras rosas. O Autumn traz ouro amarelo de 18 quilates, mostrador de mookaite, contadores de crisoprásio e turmalinas verdes. Já o Winter é produzido em platina 950, com mostrador de opala azul, contadores de lápis-lazúli, diamantes nos marcadores e safiras em degradê do azul ao fúcsia na luneta. Nos quatro modelos, as asas e os protetores da coroa recebem 54 diamantes de lapidação brilhante.

Por trás da exuberância visual, os quatro Daytonas mantêm uma mesma base mecânica: o calibre 4131, produzido internamente pela Rolex, com reserva de marcha aproximada de 72 horas e certificação Superlative Chronometer. A história do leilão, porém, começou de maneira diferente. A Rolex pretendia inicialmente vender o conjunto completo de quatro relógios de forma privada a um único colecionador, por cerca de 4 milhões de francos suíços. O interesse surpreendeu a marca: mais de 1.000 nomes teriam sido apresentados por varejistas antes mesmo do evento Watches & Wonders. Diante da procura, os relógios ganharam um destino ainda mais raro para uma Rolex: serão disputados publicamente em um leilão, com a receita integralmente revertida para duas organizações dedicadas a criar impacto duradouro para crianças e para o meio ambiente.


MOTOR 1

MOTOR

_______

FIM DA ERA DOS SUVS?

Em um mercado dominado pelos SUVs, a Volvo decidiu olhar para outra direção. O novo ES90 marca o retorno da montadora ao segmento de sedãs no Brasil, quatro anos depois do fim das vendas do S90, e chega como uma alternativa para quem já se cansou da fórmula dos utilitários esportivos. Elétrico e com desenho que mistura características de sedã e cupê, o modelo custa R$ 659.950 e ocupa uma faixa abaixo do EX90, SUV da marca que parte de R$ 849.950. A Volvo espera vender cerca de 100 unidades do ES90 até o fim do ano, reforçando a proposta de exclusividade do modelo.

Com 5 metros de comprimento e entre-eixos de 3,102 metros, o ES90 aposta em espaço, luxo e conforto para conquistar um público que ainda valoriza a carroceria tradicional. O interior combina madeira, magnésio e Nordico, material produzido com plástico de garrafas PET recicladas e resina de pinho. O destaque tecnológico fica para a tela vertical de 14,5 polegadas, que concentra boa parte dos comandos do carro, enquanto o sistema de som Bowers & Wilkins tem 25 alto-falantes e permite simular a acústica do estúdio Abbey Road. No banco traseiro, há amplo espaço para as pernas, encosto reclinável e duas zonas exclusivas de ar-condicionado.

A receita inclui desempenho digno de esportivo, mas com foco declarado no conforto. A versão Ultra Twin Motor Performance vendida no país tem dois motores elétricos, que entregam 680 cv e 88,7 kgfm de torque, levando o ES90 de 0 a 100 km/h em 3,9 segundos. A bateria de 106 kWh garante autonomia de 524 km pelo Inmetro, enquanto a arquitetura de 800 volts permite recuperar 300 km de alcance em dez minutos em carregadores de até 350 kW. Com a suspensão pneumática de duas câmaras e recursos herdados dos SUVs, o sedã tenta provar que ainda há espaço para uma alternativa aos utilitários.


ARQUITETURA E DESIGN 1

ARQUITETURA E DESIGN

_______

LINA BO BARDI CONQUISTA A CHINA

“Eu sou uma arquiteta. Eu derrubo muros.” A frase de Lina Bo Bardi ganha novo significado na China, onde a arquiteta ítalo-brasileira é apresentada pela primeira vez em uma mostra individual. Aberta em 25 de julho no Power Station of Art, em Xangai, “Lina Bo Bardi: The Poetics of Survival” reúne mais de 300 trabalhos entre maquetes, desenhos, esboços, fotografias históricas e documentos de arquivo. Com curadoria de Renato Anelli, em colaboração com o Instituto Bardi, e desenho da OPEN Architecture, a exposição percorre a produção de Lina em arquitetura, design, curadoria, mídia impressa e cultura pública, destacando sua ideia de encontrar abundância na escassez e poesia no cotidiano.

A estreia chinesa reforça o alcance internacional de uma trajetória construída entre Itália e Brasil. Lina encontrou em São Paulo um terreno fértil para sua arquitetura modernista, desenvolvida principalmente entre as décadas de 1950 e 1970, e criou edifícios que se tornaram marcos, como o Museu de Arte de São Paulo (MASP), o Museu de Arte Moderna da Bahia, o Sesc Pompeia e a Casa de Vidro. Sua atuação também atravessou as fronteiras da arquitetura, chegando às artes, à ilustração, à cenografia, às artes gráficas, ao design de interiores e ao mobiliário.

A presença de Lina em Xangai também se conecta à expansão da ETEL, que apoia a exposição e estabeleceu sua primeira parceria na China com a GALLERY101. Três peças da arquiteta acompanham a mostra: a Poltrona Bola de Latão, a Cadeira Auditório MASP e a Poltrona Três Pés, reeditadas pela ETEL em 2015 a partir dos originais de 1948 e 1949. Em um edifício dos anos 1930 às margens do Suzhou Creek, a parceria coloca peças históricas do design brasileiro em uma coleção aberta ao público. É a continuidade de um trabalho iniciado pela ETEL em 1985, baseado em pesquisa, preservação e representação de nomes como Lina Bo Bardi, Percival Lafer, Oscar Niemeyer, Jorge Zalszupin e Joaquim Tenreiro.


BEM ESTAR 1

BEM ESTAR

_______

UM GADGET PARA ESCOVAR OS DENTES

Uma escova que enxerga. Eis um resumo da CameraJet, com a qual a Dyson quer transformar a rotina de higiene bucal. Trata-se de uma escova de dentes que combina câmera, inteligência artificial e jatos de enxaguante em um único aparelho. Desenvolvida ao longo de seis anos, com o trabalho de 661 engenheiros, a escova tem uma câmera macro de 100 mil pixels capaz de capturar 28 imagens por segundo. O sistema Gap Optical Targeting identifica, acompanha e prevê em tempo real os espaços entre os dentes e, em até 100 milissegundos, dispara um jato preciso de enxaguante exatamente no ponto detectado. A tecnologia também se conecta ao aplicativo MyDyson, que transmite a imagem da boca em tempo real sem gravar ou armazenar as imagens.

A proposta da Dyson é reunir escovação, limpeza interdental e enxaguante em uma mesma experiência. Para isso, a CameraJet utiliza um jato cônico, desenvolvido para remover a placa com maior cobertura e menor pressão, sendo mais suave com gengivas e esmalte do que os jatos tradicionais de perfil pontiagudo. A empresa criou ainda uma placa artificial para testar a eficiência da tecnologia, em uma colaboração de cinco anos com a Faculdade de Odontologia da National University of Singapore. As cerdas também foram projetadas para trabalhar de maneira diferente conforme a região da boca, com fibras mais firmes para manchas superficiais e mais macias junto à gengiva.

Com 16 milhões de linhas de código e um sistema de machine learning treinado com 470 mil imagens odontológicas coletadas durante o desenvolvimento, a CameraJet representa uma aposta da Dyson em levar para o banheiro uma lógica de tecnologia avançada. O preço é de US$ 500, colocando a escova em uma categoria de alto padrão dentro do mercado de cuidados pessoais.


VALE O SEU TEMPO 1

VALE O SEU TEMPO

_______

COMO MANTER A REPUTAÇÃO NOS DIAS DE HOJE?

A obra de Marcos Trindade e Fabiana Ribeiro parte de uma questão central para empresas que operam em um ambiente hiperconectado: o que sustenta a reputação quando redes sociais, inteligência artificial e desinformação mudam as regras do jogo? Em “Reputação em tempos de incerteza” (Arte Ensaio, 220 páginas), os autores analisam os desafios da credibilidade, da confiança e da transparência na contemporaneidade. O livro chama atenção para o impacto econômico da desinformação, apontada como responsável por um prejuízo anual de US$ 78 bilhões às corporações, sem recorrer ao alarmismo.

Um dos méritos da obra está em mostrar como a lógica da comunicação empresarial foi transformada. Primeiro pelas redes sociais e, mais recentemente, pela inteligência artificial. Já não existem manuais capazes de prever todas as situações nem narrativas únicas que garantam uma imagem positiva. Consumidores com celulares nas mãos, ondas de desinformação, cancelamentos, chatbots e sistemas de IA criaram um ambiente em que as empresas ficam permanentemente expostas e precisam lidar com novas vulnerabilidades.

A conclusão é especialmente relevante para executivos, conselheiros e profissionais de comunicação: reputação deixou de ser um assunto restrito à comunicação e passou a ocupar posição estratégica dentro das organizações. Trindade e Ribeiro defendem uma comunicação humanizada, estratégica e integrada à liderança, capaz de construir relações de confiança em diferentes linguagens e plataformas. Em um cenário de transformação acelerada pela IA, a coerência entre aquilo que as marcas dizem e aquilo que fazem aparece como um dos principais critérios para conquistar credibilidade e, segundo os autores, preservar a própria sobrevivência empresarial.


VANDO OLIVEIRA

FIRE CHAT

- COM -

VANDO OLIVEIRA

Com a chegada de Vando Oliveira ao cargo de CEO do Ybera Group, a empresa, pela primeira vez em sua história, terá sua operação brasileira liderada por um executivo sem vínculo familiar com os fundadores. Oliveira assumiu o novo cargo após atuar por 1 ano como COO da companhia e, antes disso, foi CFO da Wella Professionals e ocupou posições de liderança em empresas globais como Coty e Lenovo.

Como você lida com a passagem do tempo?

Cada vez mais entendendo que o tempo é o nosso ativo mais valioso (justamente porque é o único que não conseguimos recuperar). Durante muito tempo, como acontece com muita gente, eu medi a vida pelo que ainda precisava conquistar. Hoje procuro medir também pelo que estou conseguindo viver. Por isso, mesmo com uma rotina profissional intensa, faço um esforço consciente para estar presente e passar tempo com minha esposa e meus filhos. Os filhos crescem, as fases passam e aquele tempo simplesmente não volta. Continuo muito movido por desafios, trabalho e construção, mas hoje tenho muito mais consciência de onde (e, principalmente, com quem) escolho colocar o meu tempo. 

Qual lição mais dura a vida te ensinou?

Talvez a de entender que os momentos difíceis também fazem parte de uma vida boa. Com o tempo, percebi que algumas das fases que mais me desafiaram foram justamente as que mais me fizeram crescer. Quando estamos no meio delas, nem sempre conseguimos enxergar isso, mas depois percebemos que saímos mais preparados, mais conscientes do que realmente importa e, muitas vezes, até mais fortes. Então aprendi a olhar para as dificuldades com uma certa serenidade: elas passam. E, se soubermos atravessá-las, quase sempre deixam alguma coisa boa em nós.

Qual legado você pretende deixar?

Mais do que ser lembrado pelo tamanho de alguma empresa que ajudei a construir, gostaria de ser lembrado pelo impacto que tive nas pessoas. Pelos meus filhos, pela minha família e pelas pessoas que trabalharam comigo. Empresas, cargos e resultados importam muito enquanto estamos construindo. Mas, no final, acredito que o verdadeiro legado está nas pessoas que ficaram melhores porque, em algum momento, nossos caminhos se cruzaram.

Qual foi a época mais feliz da sua vida?

Tenho a alegria de poder dizer que todas foram felizes, cada uma à sua maneira. Não gosto muito da ideia de olhar para trás e escolher uma fase como “a época feliz” da minha vida, como se ela tivesse passado. Nem de pensar que estou correndo atrás de uma felicidade que ainda vai chegar. Procuro fazer com que a época que estou vivendo agora seja feliz. Aproveitar as pessoas, as experiências, os desafios e tudo o que essa fase tem de especial. E gosto de pensar que a próxima será ainda mais feliz do que essa. Para mim, felicidade não é uma época que a gente encontra. É algo que a gente procura construir em todas as épocas da vida.

Que você enxerga nos seus pais em você?

Muito mais do que eu percebia quando era mais jovem. Principalmente os valores simples: responsabilidade, trabalho, palavra e cuidado com a família. Com o tempo, a gente percebe que carrega pequenas coisas dos nossos pais na maneira de decidir, de tratar as pessoas e de enfrentar dificuldades. Hoje consigo enxergar isso em mim com muito mais clareza. E também com muito mais gratidão.


Prior Society

A Prior Society nasce com a ambicao de reunir, em um so circulo, os lideres que moldam o presente e desenham o futuro do mercado. Uma comunidade cuidadosamente curada por mim, onde o verdadeiro valor esta no encontro entre pessoas extraordinarias, experiencias memoraveis e conversas que simplesmente nao acontecem em nenhum outro lugar.

Para saber mais:

Together with:

Parceiros