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Pela segunda vez, a Prior Society vai promover uma imersão durante a Watches & Wonders, o maior evento da alta relojoaria, que ocorre sempre em abril, em Genebra, na Suíça. Com cinco dias, a programação prevista para a edição de 2027 combina acesso ao Private Day da feira, visitas privadas a maisons, encontros com mestres independentes e experiências gastronômicas. Entre os pontos altos estão as manufaturas Breguet e Vacheron Constantin, além de janelas para audições privadas em marcas selecionadas e acesso a lançamentos, protótipos e criações de vanguarda.
O roteiro também inclui o The Art of Horology, no Beau-Rivage Genève, a feira Time to Watches e uma sessão com os AHCI Masters of Horology, que reúne nomes como Kari Voutilainen, David Candaux, Raúl Pagès e Vianney Halter. Na Watches & Wonders, a proposta é circular pelo Palexpo sem o público geral, com agendamentos nas principais maisons e foco nos lançamentos e destaques da alta relojoaria. A experiência se completa com um almoço no restaurante F.P. Journe, visitas a boutiques selecionadas e acompanhamento do fundador da Prior Society, Marcelo Tripoli, em parceria com Fabien Clerc, do Switzerland Tourism.
A proposta nasce da experiência da edição de 2026, que, segundo participantes, aproximou colecionadores de marcas e nomes dificilmente acessíveis de forma individual. “Foi uma experiência que permitiu conhecer por dentro, por fora, por todos os ângulos, a alta relojoaria”, diz Romero Rodrigues. “Uma oportunidade de imersão em manufaturas incríveis como Romain Gauthier e F.P.Journe e de conhecer modelos que nem haviam sido lançados”. Diz Marcos Magalhães, CEO do banco BS2: “Individualmente, seria impossível ter tido acesso às marcas e aos fundadores aos quais nos conectamos por meio da Prior Society”. Para 2027, serão apenas 10 vagas, com seleção por convite. Para se inscrever: https://www.thepriorsociety.com/watchesandwonders

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Lançado nesta semana, o Rolex Perpetual Padellone combina estética refinada, mecanismo engenhoso e um equilíbrio entre inovação e tradição. Dotado de calendário completo anual instantâneo e disco de fases da Lua, o modelo transforma a passagem do tempo em uma leitura que dialoga com precisão e poesia. À meia-noite, dia da semana, data e mês avançam simultaneamente em uma fração de segundo, enquanto a indicação lunar acompanha o ciclo do astro noturno.
Inspirado na referência 8171, criada entre o fim dos anos 1940 e o início da década seguinte e apelidada de “Padellone” por colecionadores, o novo modelo tem caixa de 39 mm, linhas graciosas, luneta abaulada e mostrador com acabamento granulado no centro e acetinado fino no contorno. São três versões: ouro Everose 18 quilates com mostrador branco intenso e pulseira Settimo, platina 950 com mostrador azul glacial e pulseira de couro de aligátor preto fosco, e ouro Everose 18 quilates com mostrador branco e pulseira de couro de aligátor marrom. A pulseira Settimo, apresentada em 2025 no Perpetual 1908, tem sete fileiras de pequenos elos e evoca a elegância joalheira de modelos históricos.
No interior, o calibre 7190 é inteiramente desenvolvido e fabricado pela Rolex e representa uma evolução do calibre 7135. Com frequência de 5 hertz, espiral Syloxi em silício, eixo de balanço em cerâmica e escape Dynapulse, o mecanismo reúne precisão, autonomia, conforto e confiabilidade. O sistema Haplos, patenteado, permite distinguir meses de 30 e 31 dias, exigindo apenas uma correção anual, na passagem de fevereiro para março.

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Sempre que vai a Paris, Davide Marcovitch, presidente da LVMH na América Latina, se premia com uma refeição no Plénitude. "Não é o melhor restaurante de Paris, mas do mundo", disse-me ele. Instalado no primeiro andar do Cheval Blanc Paris, hotel de luxo do grupo LVMH localizado no histórico edifício da La Samaritaine, o Plénitude combina alta gastronomia e um dos cenários mais emblemáticos de Paris. De suas mesas, a sala de jantar em dois níveis oferece vistas para o Rio Sena, a Pont Neuf e outros marcos da cidade. À frente da cozinha está Arnaud Donckele, chef com três estrelas no La Vague d'Or, em Saint-Tropez, que mantém uma presença constante entre os clientes. Sua cozinha parte de clássicos franceses para criar uma conexão entre a Normandia, onde nasceu, o Mediterrâneo, sua região de adoção, e Paris.
No Plénitude, os molhos ocupam o centro da experiência. Donckele dedica atenção especial a jus, temperos, bouillons, consommés, sabayons e vinagretes, tratados como elementos fundamentais para revelar o universo aromático de cada prato. O menu Symphony, descrito como uma composição sinfônica de molhos em seis atos, custa 495 euros e muda de acordo com as estações. Há também duas opções de harmonização de vinhos, por 195 euros ou 495 euros. Outra possibilidade é o Fuguons Ensemble, de 475 euros, que permite ao cliente montar o próprio menu em quatro atos, com três pratos salgados, um doce e a seleção de queijos.
A experiência se estende para além da mesa. Na chegada, os clientes visitam a adega, enquanto um dos pratos é servido na cozinha. Em outro momento, são convidados a conhecer uma espécie de caverna secreta de queijos, onde escolhem os queijos e a louça vintage para a refeição. O serviço, comandado pelo diretor Alexandre Larvoir e sua jovem equipe, combina precisão e descontração. Na sobremesa, a assinatura é de Maxime Frédéric, ex-George V, responsável pelos doces, petit fours e pela seleção de pães. Vencedor do prêmio World’s Best Pastry Chef 2025, Frédéric completa uma experiência que o arquivo define como o ponto máximo da alta gastronomia.

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Roma volta os holofotes para a arte do século 20 com uma exposição de excepcional relevância internacional dedicada a Vassily Kandinsky, considerado o pai do abstracionismo. De 15 de setembro de 2026 a 14 de fevereiro de 2027, o Palazzo Bonaparte recebe uma retrospectiva que marca o retorno do mestre à Itália depois de mais de 25 anos. A mostra reúne mais de 70 obras-primas provenientes de grandes instituições internacionais e do Centre Pompidou, que cedeu excepcionalmente um importante conjunto de trabalhos durante seu período temporário de fechamento para restauração.
Com curadoria de Angela Lampe, a exposição percorre, em cinco seções, toda a trajetória do artista, dos primeiros anos como brilhante advogado em Moscou à condição de pioneiro das vanguardas europeias. Entre os destaques estão Gelb-Rot-Blau (Amarelo-Vermelho-Azul), de 1925, e O Arco Negro, de 1912, obras que traduzem a pesquisa de Kandinsky sobre a capacidade de formas e cores despertarem emoções e estabelecerem uma relação direta com a alma, como uma melodia.
A exposição também apresenta, pela primeira vez na Itália, um núcleo dedicado a Gabriele Münter, companheira de vida de Kandinsky e importante representante do Expressionismo, que durante muito tempo permaneceu à sombra do artista. Fotografias, testemunhos da época, cartas íntimas e elementos biográficos completam o percurso, concebido para aproximar o público da trajetória artística e pessoal de um dos grandes nomes da história da arte.

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Hotel de luxo que navega. Dá para definir assim os navios da Explora Journeys, que recorre a essa provocação para disputar espaço com a hotelaria de luxo. A companhia, braço de luxo do MSC Group, desenhou seus navios para combinar a atmosfera de um hotel cosmopolita com a liberdade de estar no mar. No Explora I, a proposta aparece em suítes com terraços voltados para a água, serviço discreto e personalizado, 18 opções gastronômicas, spa, academia com vista para o oceano, piscinas, jacuzzis, cassino, galeria de arte e lojas de marcas como Rolex, Cartier e Piaget. A ideia é oferecer a sensação de estar em casa, mas com uma paisagem que muda a cada dia.
O argumento ganha força quando o navio chega a Mônaco. O Explora I é apontado como o único cruzeiro do mundo a atracar no Principado, permitindo aos hóspedes acompanhar de perto o Grande Prêmio de Fórmula 1. Da vaga de ancoragem até os boxes da Alpine são apenas oito minutos de caminhada, enquanto o navio funciona como uma espécie de hotel flutuante durante a temporada. A experiência inclui ainda festas com nomes como Naomi Campbell e Bob Sinclar e a possibilidade de conhecer os boxes do circuito. O roteiro também passa por destinos como Barcelona, Ibiza, Mahon, Alghero e Saint-Tropez, transformando o próprio deslocamento em parte da experiência de hospedagem.
A comparação com hotéis também se apoia na escala dos espaços e na personalização. O Explora III, terceiro navio da marca, tem 461 suítes, todas com vista para a água, e uma Owner’s Residence de 315 metros quadrados, com dois quartos, sauna a vapor, sala de jantar e terraço com hidromassagem voltada para o oceano. A gastronomia inclui restaurantes, bares, experiências privadas de degustação e um Chef’s Table com menus adaptados aos desejos dos hóspedes. Para a Explora, o diferencial está justamente em reunir a estrutura de um hotel de ultraluxo com a possibilidade de acordar em um destino diferente, sem trocar de quarto.

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Em “Trade World: The Ties that Bound our Past and Could Unravel Our Future”, Ed Conway investiga a força e a complexidade das redes que sustentam o comércio global. A tese central do livro contraria o diagnóstico recorrente de que a globalização estaria chegando ao fim: apesar das tarifas impostas pelos Estados Unidos e do discurso sobre uma fragmentação da economia internacional, o volume de mercadorias transportadas pelo mundo continua crescendo. Para explicar essa engrenagem, o autor, editor de Economia e Dados da Sky News, recorre a três produtos cotidianos, pão, roupas e carros, e acompanha as redes que fazem esses bens circularem entre países e continentes.
O livro combina história econômica, reportagem e exemplos que ajudam a dimensionar a escala desse sistema. Conway passa por padarias francesas e fábricas asiáticas, recupera episódios que vão do comércio de cobre na Mesopotâmia às ideias de David Ricardo e à experiência britânica com tarifas no século 19. Entre os exemplos mais impressionantes está o Irina, o maior navio porta-contêineres do mundo, com cerca de 400 metros de comprimento e capacidade para transportar mais carga do que toda a frota de 100 embarcações da British East India Company. Para Conway, a dimensão desses navios também ajuda a explicar a capacidade de adaptação do comércio internacional, permitindo que empresas alterem rotas diante de tarifas, conflitos e outros obstáculos.
A força do livro, porém, está também em mostrar os limites dessa resiliência. O comércio mundial atingiu volumes recordes no ano passado, crescendo cerca de 5%, mesmo com as tarifas americanas em níveis inéditos na era moderna. Ao mesmo tempo, as rotas comerciais estão mudando, com maior intercâmbio entre Europa e Ásia e entre a Ásia e o Sul Global, enquanto empresas passaram a mapear vulnerabilidades, encurtar cadeias de suprimentos e aproximar parte da produção dos mercados consumidores. Conway alerta, porém, para a fragilidade de uma economia ainda baseada em entregas just in time, vulnerável a restrições, conflitos e guerras. Trade World chega, assim, a uma conclusão incômoda: a desglobalização ainda parece mais uma previsão do que uma realidade, mas a interconexão que tornou o comércio tão eficiente também pode tornar suas rupturas especialmente custosas.

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Lucianne Fraga é diretora de operações do Le Cordon Bleu Rio de Janeiro
Como você lida com a passagem do tempo?
Hoje lido com o tempo de maneira diferente de quando era mais jovem. Antes, tinha a sensação de que precisava chegar a algum lugar. Hoje, entendo que a vida é muito mais sobre o caminho do que sobre o destino. O tempo me ensinou a escolher melhor onde coloco minha energia, com quem compartilho minha vida e, principalmente, o que não estou mais disposta a negociar em relação aos meus valores.
Qual lição mais dura a vida te ensinou?
Que as pessoas têm perspectivas muito diferentes e que nossas expectativas precisam estar sempre muito bem alinhadas. No âmbito profissional, principalmente, entender como o outro enxerga as questões e saber se adaptar é um dos maiores desafios, e também um dos maiores aprendizados.
Qual legado você pretende deixar?
Gostaria que meu legado estivesse menos relacionado aos cargos que ocupei ou às coisas que conquistei e mais às pessoas que ajudei a transformar ao longo do caminho. Quero ser lembrada como alguém que abriu portas, compartilhou conhecimento e fez outras pessoas acreditarem que eram capazes de ir além. Na gastronomia, especialmente, acredito na combinação entre conhecimento, criatividade e gestão, e em formar pessoas que possam continuar multiplicando isso.
Qual foi a época mais feliz da sua vida?
Ainda criança, por volta dos 8 anos, quando comecei a descobrir novos sabores, pratos e culturas. Neta de avós espanhóis e italianos e tendo a oportunidade de morar em outro país nessa idade, tive contato muito cedo com diferentes culturas e sabores. Foi isso que despertou em mim a curiosidade pelo novo que carrego até hoje.
O que você enxerga dos seus pais em você?
Sem dúvida, os valores e o olhar carismático com que tratam todos ao seu redor. Ambos sempre estiveram envolvidos em trabalhos sociais e, desde cedo, também me envolvi com diferentes ONGs. Essa vivência moldou profundamente a perspectiva que tenho do mundo e a forma como me relaciono com as pessoas.

A Prior Society nasce com a ambicao de reunir, em um so circulo, os lideres que moldam o presente e desenham o futuro do mercado. Uma comunidade cuidadosamente curada por mim, onde o verdadeiro valor esta no encontro entre pessoas extraordinarias, experiencias memoraveis e conversas que simplesmente nao acontecem em nenhum outro lugar.
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