Prior Society ##59

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NA EDIÇÃO 59 VOCÊ ENCONTRA:

Como será a imersão que a Prior Society vai promover na Watches & Wonders 2027
Um novo Rolex que dialoga com precisão e poesia
O melhor restaurante do mundo segundo Davide Marcovitch, presidente da LVMH na América Latina
Programa imperdível em Roma: Palazzo Bonaparte exibe monumental exposição de Kandinsky
Explora Journeys diz que seus navios ganham de muitos hoteis; saiba o motivo
Livro analisa os impactos mundo afora das tarifas impostas por Trump
Fire chat com Lucianne Fraga, Diretora de operações do Le Cordon Bleu Rio de Janeiro

Forte abraco,

Assinatura

Fundador da Prior Society

RELÓGIOS 1

RELÓGIOS

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PRIVATE DAYS EM GENEBRA

Pela segunda vez, a Prior Society vai promover uma imersão durante a Watches & Wonders, o maior evento da alta relojoaria, que ocorre sempre em abril, em Genebra, na Suíça. Com cinco dias, a programação prevista para a edição de 2027 combina acesso ao Private Day da feira, visitas privadas a maisons, encontros com mestres independentes e experiências gastronômicas. Entre os pontos altos estão as manufaturas Breguet e Vacheron Constantin, além de janelas para audições privadas em marcas selecionadas e acesso a lançamentos, protótipos e criações de vanguarda.

O roteiro também inclui o The Art of Horology, no Beau-Rivage Genève, a feira Time to Watches e uma sessão com os AHCI Masters of Horology, que reúne nomes como Kari Voutilainen, David Candaux, Raúl Pagès e Vianney Halter. Na Watches & Wonders, a proposta é circular pelo Palexpo sem o público geral, com agendamentos nas principais maisons e foco nos lançamentos e destaques da alta relojoaria. A experiência se completa com um almoço no restaurante F.P. Journe, visitas a boutiques selecionadas e acompanhamento do fundador da Prior Society, Marcelo Tripoli, em parceria com Fabien Clerc, do Switzerland Tourism.

A proposta nasce da experiência da edição de 2026, que, segundo participantes, aproximou colecionadores de marcas e nomes dificilmente acessíveis de forma individual. “Foi uma experiência que permitiu conhecer por dentro, por fora, por todos os ângulos, a alta relojoaria”, diz Romero Rodrigues. “Uma oportunidade de imersão em manufaturas incríveis como Romain Gauthier e F.P.Journe e de conhecer modelos que nem haviam sido lançados”. Diz Marcos Magalhães, CEO do banco BS2:  “Individualmente, seria impossível ter tido acesso às marcas e aos fundadores aos quais nos conectamos por meio da Prior Society”. Para 2027, serão apenas 10 vagas, com seleção por convite. Para se inscrever: https://www.thepriorsociety.com/watchesandwonders


RELÓGIOS 1

RELÓGIOS

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PERPETUAL PADELLONE

Lançado nesta semana, o Rolex Perpetual Padellone combina estética refinada, mecanismo engenhoso e um equilíbrio entre inovação e tradição. Dotado de calendário completo anual instantâneo e disco de fases da Lua, o modelo transforma a passagem do tempo em uma leitura que dialoga com precisão e poesia. À meia-noite, dia da semana, data e mês avançam simultaneamente em uma fração de segundo, enquanto a indicação lunar acompanha o ciclo do astro noturno.

Inspirado na referência 8171, criada entre o fim dos anos 1940 e o início da década seguinte e apelidada de “Padellone” por colecionadores, o novo modelo tem caixa de 39 mm, linhas graciosas, luneta abaulada e mostrador com acabamento granulado no centro e acetinado fino no contorno. São três versões: ouro Everose 18 quilates com mostrador branco intenso e pulseira Settimo, platina 950 com mostrador azul glacial e pulseira de couro de aligátor preto fosco, e ouro Everose 18 quilates com mostrador branco e pulseira de couro de aligátor marrom. A pulseira Settimo, apresentada em 2025 no Perpetual 1908, tem sete fileiras de pequenos elos e evoca a elegância joalheira de modelos históricos.

No interior, o calibre 7190 é inteiramente desenvolvido e fabricado pela Rolex e representa uma evolução do calibre 7135. Com frequência de 5 hertz, espiral Syloxi em silício, eixo de balanço em cerâmica e escape Dynapulse, o mecanismo reúne precisão, autonomia, conforto e confiabilidade. O sistema Haplos, patenteado, permite distinguir meses de 30 e 31 dias, exigindo apenas uma correção anual, na passagem de fevereiro para março. 


GASTRONOMIA 1

GASTRONOMIA

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O QUE SÓ O PLÉNITUDE, NO CHEVAL BLANC PARIS, PODE OFERECER

Sempre que vai a Paris, Davide Marcovitch, presidente da LVMH na América Latina, se premia com uma refeição no Plénitude. "Não é o melhor restaurante de Paris, mas do mundo", disse-me ele. Instalado no primeiro andar do Cheval Blanc Paris, hotel de luxo do grupo LVMH localizado no histórico edifício da La Samaritaine, o Plénitude combina alta gastronomia e um dos cenários mais emblemáticos de Paris. De suas mesas, a sala de jantar em dois níveis oferece vistas para o Rio Sena, a Pont Neuf e outros marcos da cidade. À frente da cozinha está Arnaud Donckele, chef com três estrelas no La Vague d'Or, em Saint-Tropez, que mantém uma presença constante entre os clientes. Sua cozinha parte de clássicos franceses para criar uma conexão entre a Normandia, onde nasceu, o Mediterrâneo, sua região de adoção, e Paris.

No Plénitude, os molhos ocupam o centro da experiência. Donckele dedica atenção especial a jus, temperos, bouillons, consommés, sabayons e vinagretes, tratados como elementos fundamentais para revelar o universo aromático de cada prato. O menu Symphony, descrito como uma composição sinfônica de molhos em seis atos, custa 495 euros e muda de acordo com as estações. Há também duas opções de harmonização de vinhos, por 195 euros ou 495 euros. Outra possibilidade é o Fuguons Ensemble, de 475 euros, que permite ao cliente montar o próprio menu em quatro atos, com três pratos salgados, um doce e a seleção de queijos.

A experiência se estende para além da mesa. Na chegada, os clientes visitam a adega, enquanto um dos pratos é servido na cozinha. Em outro momento, são convidados a conhecer uma espécie de caverna secreta de queijos, onde escolhem os queijos e a louça vintage para a refeição. O serviço, comandado pelo diretor Alexandre Larvoir e sua jovem equipe, combina precisão e descontração. Na sobremesa, a assinatura é de Maxime Frédéric, ex-George V, responsável pelos doces, petit fours e pela seleção de pães. Vencedor do prêmio World’s Best Pastry Chef 2025, Frédéric completa uma experiência que o arquivo define como o ponto máximo da alta gastronomia.


ARTES 1

ARTES

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AS CRIAÇÕES HIPNÓTICAS DE KANDINSKY

Roma volta os holofotes para a arte do século 20 com uma exposição de excepcional relevância internacional dedicada a Vassily Kandinsky, considerado o pai do abstracionismo. De 15 de setembro de 2026 a 14 de fevereiro de 2027, o Palazzo Bonaparte recebe uma retrospectiva que marca o retorno do mestre à Itália depois de mais de 25 anos. A mostra reúne mais de 70 obras-primas provenientes de grandes instituições internacionais e do Centre Pompidou, que cedeu excepcionalmente um importante conjunto de trabalhos durante seu período temporário de fechamento para restauração.

Com curadoria de Angela Lampe, a exposição percorre, em cinco seções, toda a trajetória do artista, dos primeiros anos como brilhante advogado em Moscou à condição de pioneiro das vanguardas europeias. Entre os destaques estão Gelb-Rot-Blau (Amarelo-Vermelho-Azul), de 1925, e O Arco Negro, de 1912, obras que traduzem a pesquisa de Kandinsky sobre a capacidade de formas e cores despertarem emoções e estabelecerem uma relação direta com a alma, como uma melodia.

A exposição também apresenta, pela primeira vez na Itália, um núcleo dedicado a Gabriele Münter, companheira de vida de Kandinsky e importante representante do Expressionismo, que durante muito tempo permaneceu à sombra do artista. Fotografias, testemunhos da época, cartas íntimas e elementos biográficos completam o percurso, concebido para aproximar o público da trajetória artística e pessoal de um dos grandes nomes da história da arte.


VIAGEM 1

VIAGEM

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MELHOR DO QUE HOTEL?

Hotel de luxo que navega. Dá para definir assim os navios da Explora Journeys, que recorre a essa provocação para disputar espaço com a hotelaria de luxo. A companhia, braço de luxo do MSC Group, desenhou seus navios para combinar a atmosfera de um hotel cosmopolita com a liberdade de estar no mar. No Explora I, a proposta aparece em suítes com terraços voltados para a água, serviço discreto e personalizado, 18 opções gastronômicas, spa, academia com vista para o oceano, piscinas, jacuzzis, cassino, galeria de arte e lojas de marcas como Rolex, Cartier e Piaget. A ideia é oferecer a sensação de estar em casa, mas com uma paisagem que muda a cada dia.

O argumento ganha força quando o navio chega a Mônaco. O Explora I é apontado como o único cruzeiro do mundo a atracar no Principado, permitindo aos hóspedes acompanhar de perto o Grande Prêmio de Fórmula 1. Da vaga de ancoragem até os boxes da Alpine são apenas oito minutos de caminhada, enquanto o navio funciona como uma espécie de hotel flutuante durante a temporada. A experiência inclui ainda festas com nomes como Naomi Campbell e Bob Sinclar e a possibilidade de conhecer os boxes do circuito. O roteiro também passa por destinos como Barcelona, Ibiza, Mahon, Alghero e Saint-Tropez, transformando o próprio deslocamento em parte da experiência de hospedagem.

A comparação com hotéis também se apoia na escala dos espaços e na personalização. O Explora III, terceiro navio da marca, tem 461 suítes, todas com vista para a água, e uma Owner’s Residence de 315 metros quadrados, com dois quartos, sauna a vapor, sala de jantar e terraço com hidromassagem voltada para o oceano. A gastronomia inclui restaurantes, bares, experiências privadas de degustação e um Chef’s Table com menus adaptados aos desejos dos hóspedes. Para a Explora, o diferencial está justamente em reunir a estrutura de um hotel de ultraluxo com a possibilidade de acordar em um destino diferente, sem trocar de quarto.


VALE O SEU TEMPO 1

VALE O SEU TEMPO

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O COMÉRCIO GLOBAL NÃO MORREU

Em “Trade World: The Ties that Bound our Past and Could Unravel Our Future”, Ed Conway investiga a força e a complexidade das redes que sustentam o comércio global. A tese central do livro contraria o diagnóstico recorrente de que a globalização estaria chegando ao fim: apesar das tarifas impostas pelos Estados Unidos e do discurso sobre uma fragmentação da economia internacional, o volume de mercadorias transportadas pelo mundo continua crescendo. Para explicar essa engrenagem, o autor, editor de Economia e Dados da Sky News, recorre a três produtos cotidianos, pão, roupas e carros, e acompanha as redes que fazem esses bens circularem entre países e continentes.

O livro combina história econômica, reportagem e exemplos que ajudam a dimensionar a escala desse sistema. Conway passa por padarias francesas e fábricas asiáticas, recupera episódios que vão do comércio de cobre na Mesopotâmia às ideias de David Ricardo e à experiência britânica com tarifas no século 19. Entre os exemplos mais impressionantes está o Irina, o maior navio porta-contêineres do mundo, com cerca de 400 metros de comprimento e capacidade para transportar mais carga do que toda a frota de 100 embarcações da British East India Company. Para Conway, a dimensão desses navios também ajuda a explicar a capacidade de adaptação do comércio internacional, permitindo que empresas alterem rotas diante de tarifas, conflitos e outros obstáculos.

A força do livro, porém, está também em mostrar os limites dessa resiliência. O comércio mundial atingiu volumes recordes no ano passado, crescendo cerca de 5%, mesmo com as tarifas americanas em níveis inéditos na era moderna. Ao mesmo tempo, as rotas comerciais estão mudando, com maior intercâmbio entre Europa e Ásia e entre a Ásia e o Sul Global, enquanto empresas passaram a mapear vulnerabilidades, encurtar cadeias de suprimentos e aproximar parte da produção dos mercados consumidores. Conway alerta, porém, para a fragilidade de uma economia ainda baseada em entregas just in time, vulnerável a restrições, conflitos e guerras. Trade World chega, assim, a uma conclusão incômoda: a desglobalização ainda parece mais uma previsão do que uma realidade, mas a interconexão que tornou o comércio tão eficiente também pode tornar suas rupturas especialmente custosas.


LUCIANNE FRAGA

FIRE CHAT

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LUCIANNE FRAGA

Lucianne Fraga é diretora de operações do Le Cordon Bleu Rio de Janeiro

Como você lida com a passagem do tempo?

Hoje lido com o tempo de maneira diferente de quando era mais jovem. Antes, tinha a sensação de que precisava chegar a algum lugar. Hoje, entendo que a vida é muito mais sobre o caminho do que sobre o destino. O tempo me ensinou a escolher melhor onde coloco minha energia, com quem compartilho minha vida e, principalmente, o que não estou mais disposta a negociar em relação aos meus valores.

Qual lição mais dura a vida te ensinou?

Que as pessoas têm perspectivas muito diferentes e que nossas expectativas precisam estar sempre muito bem alinhadas. No âmbito profissional, principalmente, entender como o outro enxerga as questões e saber se adaptar é um dos maiores desafios, e também um dos maiores aprendizados.

Qual legado você pretende deixar?

Gostaria que meu legado estivesse menos relacionado aos cargos que ocupei ou às coisas que conquistei e mais às pessoas que ajudei a transformar ao longo do caminho. Quero ser lembrada como alguém que abriu portas, compartilhou conhecimento e fez outras pessoas acreditarem que eram capazes de ir além. Na gastronomia, especialmente, acredito na combinação entre conhecimento, criatividade e gestão, e em formar pessoas que possam continuar multiplicando isso.

Qual foi a época mais feliz da sua vida?

Ainda criança, por volta dos 8 anos, quando comecei a descobrir novos sabores, pratos e culturas. Neta de avós espanhóis e italianos e tendo a oportunidade de morar em outro país nessa idade, tive contato muito cedo com diferentes culturas e sabores. Foi isso que despertou em mim a curiosidade pelo novo que carrego até hoje.

O que você enxerga dos seus pais em você?

Sem dúvida, os valores e o olhar carismático com que tratam todos ao seu redor. Ambos sempre estiveram envolvidos em trabalhos sociais e, desde cedo, também me envolvi com diferentes ONGs. Essa vivência moldou profundamente a perspectiva que tenho do mundo e a forma como me relaciono com as pessoas.


Prior Society

A Prior Society nasce com a ambicao de reunir, em um so circulo, os lideres que moldam o presente e desenham o futuro do mercado. Uma comunidade cuidadosamente curada por mim, onde o verdadeiro valor esta no encontro entre pessoas extraordinarias, experiencias memoraveis e conversas que simplesmente nao acontecem em nenhum outro lugar.

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