RELÓGIO

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A ARTE DE PRODUZIR MÁQUINAS DE CORRIDA PARA O PULSO
Com a experiência de quem trabalhou na indústria de relógios por longos anos, como funcionário da Finhor, da Matra e da Mauboussin, o francês Richard Mille tinha 50 anos quando decidiu, em 1999, montar a sua própria marca. Batizada com o nome e o sobrenome dele, ela disse a que veio já em 2001, com o lançamento do RM 001 Tourbillon. Limitado a 17 unidades, o relógio foi apresentado como “uma máquina de corrida no pulso”. Com seu design ergonômico e industrial, marcado pelas engrenagens à mostra, com direito a parafusos torx, o primeiro lançamento já colocou a Richard Mille quilômetros à frente de muitos concorrentes.
Evolução do primeiro modelo, o RM 002 destacou-se pela base de titânio e pelo indicador de função com posições de corda, neutro e ajuste manual, enquanto o RM 003 surpreendeu com seu fuso horário duplo. Em 2003, a relojoaria começou a desenvolver a tecnologia que culminou no RM 008 Tourbillon Split Seconds Chronograph. Até então, usava-se uma roda de colunas que era parada e iniciada por meio de um sistema de alavancas que interagiam com a roda de colunas. A inovação da RM: uma espécie de pinça de titânio que "agarra" a engrenagem de segundos em um único movimento rápido.
A parceria com Felipe Massa começou em 2004. "Richard me mostrou que o espírito da relojoaria e das corridas é o mesmo", o brasileiro declarou certa vez. "A relojoaria de alta qualidade também exige enorme domínio físico e concentração total, sem uma fração de segundo de distração.” Reza a lenda que desde 2002, quando estreou na Fórmula 1, Massa nunca disputou uma corrida sem um relógio RM no pulso. Ele virou uma espécie de testador de relógios da grife, que foram ganhando status de joias ao longo dos anos e não custam menos de US$ 125 mil. O piloto colaborou, por exemplo, com o desenvolvimento da placa de nanofibra de carbono, um dos diferenciais dos modelos da RM.
@richardmille

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