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MACAM: HOTEL 5 ESTRELAS OU MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA?
Há hotéis que foram concebidos para ombrear com nenhum outro. É o caso do Macam, em Lisboa, inaugurado este ano com o propósito de unir, como nunca se fez até hoje, a hotelaria com o mundo das artes plásticas. Trata-se, afinal, de um 5 estrelas ou de um museu de arte contemporânea? Bem, das duas coisas. Instalado no histórico Palácio dos Condes da Ribeira Grande, construído em 1701, o Macam destaca-se pela impressionante fachada vermelha e pela presença de esculturas monumentais que dialogam com a arquitetura barroca original. O palácio, localizado próximo ao rio Tejo, passou por profunda restauração para preservar seus elementos arquitetônicos, como as escadarias, os tetos decorados e a fonte do jardim, ao mesmo tempo em que integra extensões contemporâneas que acolhem áreas de exposição e acomodações modernas.
A novidade é fruto da ousadia do colecionador português Armando Martins, que desde 2006 idealizava um espaço para abrigar sua vasta coleção de arte contemporânea. Com mais de 600 obras adquiridas ao longo de décadas, Martins acreditava que o acervo deveria estar acessível ao público. Em vez de montar um museu tradicional, optou por vinculá-lo a um hotel, para facilitar a viabilidade financeira da iniciativa. O resultado é um hotel com 64 quartos sofisticados, com decoração contemporânea, distribuídos pelo palácio e por edifícios anexos, oferecendo aos hóspedes uma experiência imersiva que mescla hospitalidade refinada com contato direto com arte e cultura portuguesas.
Cada espaço foi cuidadosamente projetado para que arte e conforto coexistam, desde as obras expostas até as instalações modernas, convidando os visitantes a aproveitar o museu em uma ambientação serena e acolhedora. Os hóspedes podem desfrutar de uma ótima experiência culinária no restaurante Contemporâneo, com pratos reinventados da cozinha portuguesa tradicional, além de música ao vivo no bar àCapela, instalado na antiga capela do palácio. A coleção de arte propriamente dita está concentrada em um prédio anexo, aberto à visitação. O acervo reúne obras de artistas como Marina Abramović, Olafur Eliasson, Vik Muniz e Ernesto Neto.
@macam.museum_hotel






