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O ZÍPER QUE VIROU JOIA

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O ZÍPER QUE VIROU JOIA

Ícone da alta joalheria do século 20, o colar Zip, da Van Cleef & Arpels, nasceu da ousadia de transformar um objeto cotidiano em obra de arte. A ideia surgiu em Paris, nos anos 1930, quando o zíper começava a substituir os botões na moda, valorizando linhas mais limpas e superfícies fluidas. A criação é atribuída a uma sugestão da Duquesa de Windsor, inspirada pelo uso inovador dos zíperes visíveis da estilista Elsa Schiaparelli. Registrado em 1938, o conceito só se tornaria realidade em 1950, após mais de uma década de pesquisa e desenvolvimento nos ateliês da Maison.

O desafio técnico era imenso. Para criar um zíper totalmente funcional em forma de joia, os artesãos, conhecidos como mains d’or, desenvolveram uma sequência de minúsculos copos de ouro sustentados por ganchos, que se encaixam com precisão perfeita ao serem deslizados. Depois da montagem em ouro ou platina, a peça recebe engastes sofisticados de diamantes, rubis, safiras, esmeraldas, pérolas ou coral. Cada colar pode exigir entre 400 e 1.200 horas de trabalho, o que explica a produção limitada e o status altamente exclusivo do Zip.

Apresentado oficialmente em 1951, o colar Zip consolidou-se como símbolo da inventividade da Van Cleef & Arpels e de sua tradição em joias transformáveis. Aberto, funciona como colar; fechado, transforma-se em pulseira, unindo estética, movimento e funcionalidade. Ao longo das décadas, a Maison explorou variações inspiradas na alta-costura, com rendas em filigrana, laços, borlas e fitas de pedras preciosas. Mais de 70 anos depois, o Zip permanece como um dos designs mais emblemáticos e desejados da joalheria contemporânea, celebrando o encontro entre o comum e o extraordinário. Custa a partir de R$ 35 mil.

@vancleefarpels