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André Mendoza
É o CEO no Brasil do Grupo NAOS, laboratório francês dono das marcas Bioderma, Esthederm e État Pur e presente em mais de 130 países. Mendoza tem mais de 30 anos de atuação na indústria farmacêutica e conta com passagens por empresas como GSK, Roche, Isdin e Cellera Farma.
Como você lida com a passagem do tempo?
Eu encaro o tempo como um processo de evolução contínua. Ao longo da carreira, entendi que o crescimento não é um estado de “estar pronto”, mas o ato de se colocar em movimento. O tempo nos dá repertório e agilidade cultural para tomar decisões com mais consciência e menos ansiedade.
Qual lição mais dura a vida te ensinou?
A lição mais importante foi aprender a navegar na ambiguidade e abrir mão do controle absoluto. Em contextos globais e culturas diferentes, você entende que não existe fórmula única. Isso exige escuta ativa, adaptação constante e a coragem de confiar plenamente nas pessoas.
Qual legado você pretende deixar?
Acredito em um modelo de liderança em que o líder não é o centro. Para mim, o verdadeiro impacto está em construir times autônomos, que pensam, decidem e evoluem por conta própria. Quando isso acontece, e você se torna cada vez menos necessário, é sinal de que o trabalho foi bem feito. Mais do que isso, meu objetivo é formar e desenvolver líderes ainda melhores do que eu fui e do que tive, pessoas preparadas para os desafios do futuro, capazes de inspirar, transformar e liderar com integridade, levando a organização ainda mais longe.
Qual foi a época mais feliz da sua vida?
Tenho dificuldade de definir um período específico, porque cada fase teve um papel importante na minha construção. Hoje, posso dizer que vivo um momento muito especial, especialmente por estar à frente da NAOS. É um contexto que me desafia, me desenvolve e, ao mesmo tempo, está muito alinhado com os valores em que acredito.
Que você enxerga dos seus pais em você?
O que carrego dos meus pais é muito claro para mim. Da minha mãe, aprendi a determinação para seguir em frente, mesmo diante das adversidades, sem desistir. Do meu pai, herdei a simplicidade e a humildade e a consciência de que todos somos iguais e que títulos e status, no fim, não significam nada. Essa combinação me moldou como pessoa e como líder: ter ambição e resiliência para alcançar objetivos, mas sempre com os pés no chão, respeito pelas pessoas e a clareza de que o mais importante é como tratamos os outros ao longo do caminho.






