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GABRIEL WICKBOLD REINVENTA TRAJETÓRIA ARTÍSTICA AO LADO DA MÃE
Gabriel Wickbold construiu uma carreira sólida no circuito internacional de arte contemporânea, mas seu ponto de partida poderia ter sido outro. Herdeiro de uma fábrica de pães que leva seu sobrenome, o artista nascido no Rio de Janeiro em 1984 chegou a ensaiar caminhos distintos, passando pela música e pela poesia, antes de encontrar na fotografia, a partir de 2006, o eixo central de sua produção. Com séries autorais exibidas em cidades como São Paulo, Nova York, Londres e Miami, ele se consolidou como um dos nomes mais relevantes da cena brasileira, com obras em coleções permanentes de museus no Brasil e no exterior.
O reconhecimento veio acompanhado de experimentação. Conhecido por retratos de forte apelo visual, com uso de tinta, glitter e até intervenções pouco convencionais como o envelhecimento de fotografias com insetos, Wickbold transformou repetição e técnica em assinatura estética. A trajetória inclui parcerias com marcas globais, participação em festivais internacionais e marcos como a exposição individual no Museu de Arte Brasileira da FAAP, além de prêmios que reforçam sua presença entre os principais artistas contemporâneos do país.
Agora, o artista promove um deslocamento de linguagem ao migrar para a pintura na exposição "Código-Mãe", realizada em colaboração com sua mãe, Jane Wickbold. A mostra, em cartaz na Gabriel Wickbold Gallery, na Vila Nova Conceição, apresenta 22 telas construídas a quatro mãos, em um processo em que gesto e persistência se sobrepõem para traduzir o DNA familiar em linguagem pictórica. Mais do que um novo capítulo na carreira, o projeto marca o encontro entre gerações e transforma o ateliê em espaço de diálogo, onde disciplina e convivência se tornam parte essencial da obra.






