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O MERGULHO DA SABIÁ NOS ESPUMANTES

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O MERGULHO DA SABIÁ NOS ESPUMANTES

Conhecida no universo gourmet pelos azeites premiados, a brasileira Sabiá dá um passo além da olivicultura e entra no mundo do vinho com o lançamento de seu primeiro espumante. A marca, incensada por críticos e guias internacionais (com mais de 80 prêmios acumulados e um blend listado entre os 10 melhores do mundo pelo guia espanhol Evoluem) construiu reputação a partir das oliveiras cultivadas entre a Serra da Mantiqueira e o sul do país. Agora, leva essa mesma lógica de terroir e precisão para as uvas.

O novo rótulo nasce na Cave Sabiá, projeto instalado em Encruzilhada do Sul (RS), região considerada estratégica para espumantes por ter menos chuva e temperaturas de verão mais altas que a serra gaúcha tradicional. A primeira safra de uvas foi colhida em 2024, sob orientação do enólogo italiano Massimo Azzolini, com carreira construída em Franciacorta e Trento, e em sociedade com o engenheiro agrônomo Emanuel De Costa. O espumante de estreia é o Grande Cuvée, elaborado pelo método tradicional, com 90% chardonnay e 10% pinot noir, fermentação inicial em tanques de aço inox e segunda fermentação na própria garrafa.

Com 18 meses de envelhecimento e perfil descrito como direto, de acidez vibrante, o Grande Cuvée chega como porta de entrada do portfólio, com produção prevista de 15 mil garrafas. Outros rótulos, Cuvée Beatriz e Blanc de Blancs, já amadurecem, com tiragens de 1.200 unidades cada e estágios mais longos de descanso. A ambição é atingir 150 mil garrafas por ano em até cinco anos, reforçando a transição de uma produtora reconhecida de azeites para um novo capítulo também borbulhante.

@azeitesabia