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RELÓGIO

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A. LANGE & SÖHNE E A BUSCA DO TEMPO PERDIDO

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A. LANGE & SÖHNE E A BUSCA DO TEMPO PERDIDO

Entre 1845, quando o relojoeiro alemão Ferdinand Adolph Lange montou sua relojoaria, a A. Lange & Söhne, e 1990, quando o bisneto dele, Walter Lange, decidiu ressuscitá-la, passaram-se 145 anos. Ou 52.925 dias. Ou 1.270.200 horas. É tempo demais. A marca quase desapareceu depois da Segunda Guerra Mundial, quando passou para as mãos do regime comunista que ficou com metade da Alemanha. Quem lembrava dela em 1990? Pouquíssima gente, incluindo Walter Lange (1924-2017), que teve a coragem e a determinação de recuperar parte do tempo perdido pela A. Lange & Söhne.

A grife recuperou o prestígio de outrora produzindo uma quantidade limitada de relógios de pulso por ano (estamos falando de poucos milhares a cada doze meses). Ela foca em peças predominantemente em ouro ou platina, equipadas exclusivamente com movimentos fabricados internamente, com acabamento e montagem à mão. Uma das maiores contribuições da marca para a história da alta relojoaria é o Lange 1. Trata-se do primeiro relógio de pulso, produzido com regularidade, que exibe a data em grandes dimensões. Em 2019, a marca deu um grande passo com o esportivo elegante Odysseus em aço inoxidável, atraindo uma nova geração de consumidores para o mercado de luxo.

Um dos últimos lançamentos é a nova edição do 1815 Tourbillon, cujo mostrador permite avistar a complicação homônima. O dispositivo de parada de segundos para o turbilhão permite parar o relógio puxando a coroa e, posteriormente, acertar a hora com precisão. Simultaneamente, o mecanismo Zero-Reset garante que o ponteiro dos segundos salte instantaneamente para a posição zero. Assim, o ponteiro dos minutos pode ser alinhado precisamente com um marcador de minutos. A caixa, com 39,5 mm de diâmetro e 11,3 mm de altura, é de platina, e o mostrador é revestido de esmalte preto. Repare nos algarismos arábicos bem legíveis e na escala de minutos periférica, que remete a trilhos de um trem. Custa cerca de US$ 240 mil.

@alangesoehne

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