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LORENZO AMOS, O JOVEM ARTISTA QUE VIROU A SENSAÇÃO DA ART BASEL DE MIAMI
A ascensão meteórica de Lorenzo Amos , jovem artista nascido em Nova York em 2002, ganhou um novo capítulo durante a Art Basel de Miami , onde o pintor de 23 anos emergiu como um dos nomes mais comentados da feira. Autodidata, forjado entre Nova York e Milão, Amos desenvolveu uma linguagem que ele descreve como “painting about painting”, combinando ecos de Lucian Freud, Bonnard e da tradição expressionista com uma leitura radicalmente contemporânea da figura humana e da arquitetura. Seu trabalho, marcado pela busca de uma verdade imediata (aquilo que ele chama de “desenhar o que estou olhando”) já conquistou colecionadores de peso e curadores atentos ao surgimento de novos ícones da cena americana.
O impacto em Miami foi resultado direto de uma vitrine estratégica: uma sala inteira dedicada a seus trabalhos no Rubell Museum, instituição conhecida por lançar artistas como Sterling Ruby, Oscar Murillo e Amoako Boafo ao circuito global. A mostra, construída a partir de grandes telas produzidas em seu estúdio no Brooklyn, capturou a atenção de milhares de visitantes. A materialidade expressiva dos quadros, inspirada nas próprias marcas de tinta acumuladas nas paredes de seus espaços de trabalho, se mostrou um diferencial em meio a uma feira historicamente dominada por abstrações. Ao transformar esses vestígios reais de processo em superfícies que parecem simultaneamente abstratas e hiperconcretas, Amos constrói aquilo que chama de “realismo abstrato”, uma resposta crítica ao que vê como preguiça de parte da pintura contemporânea.
A presença no museu dos Rubell consolidou seu status como a próxima grande aposta do mercado internacional. Com obras já adquiridas por colecionadores como Bob Rennie e Patrizia Sandretto Re Rebaudengo, e com uma agenda que inclui exposições no Max Hetzler, em Berlim, e na nova sede da Gratin, em Paris, Amos sai de Miami com um alcance ampliado e uma pressão crescente, algo que ele admite sentir, embora mantenha disciplina rígida de estúdio, “9 to 5”. Ao misturar vida, corpo, memória, roupas e arquitetura em superfícies carregadas de presença, Lorenzo Amos não apenas se destaca: ele confirma, em plena Art Basel, que está pronto para ingressar no seleto grupo de jovens artistas cuja trajetória se transforma diante dos olhos do mercado global.






