ARTE

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FARO PARA ARTISTAS EM ASCENSÃO
Foi o crítico de arte Frederico Morais, ex-diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, que indicou para a galerista Nara Roesler, uma das mais importantes do país, o nome de Abraham Palatnik (1928-2020). Pioneiro da arte cinética no Brasil, o potiguar estava no ostracismo. Incluído no catálogo da marchand pernambucana, virou um dos artistas mais conhecidos do país. Quem indicou a obra da carioca Brígida Baltar (1959-2022) para Roesler foi Agnaldo Farias, ex-curador do MAM do Rio de Janeiro. Naquela época, para você ter uma ideia da penúria na qual a artista se encontrava, ela usava papel higiênico como filtro de café. A inclusão no portfólio da Nara Roesler foi um divisor de águas na trajetória da artista.
O faro da pernambucana para artistas em ascensão continua afiado como nunca, o que Jonathas de Andrade não deixa mentir. Na faixa dos 40 anos, o artista alagoano é um dos grandes nomes contemporâneos no catálogo da galeria, hoje com unidades em São Paulo, Rio de Janeiro e Nova York. Desde 2/9, a unidade paulista exibe uma individual de Andrade que atesta a potência da obra dele. Intitulada de “Permanência relâmpago", a mostra tem curadoria de José Esparza Chong Cuy, diretor-executivo e curador-chefe da Storefront for Art and Architecture, em Nova York.
A exposição, só com obras inéditas, gira em torno dos jangadeiros e canoeiros de Alagoas e da relação entre as cores e as abstrações associadas às velas e aos barcos (o título é o mesmo de uma das jangadas fotografadas pelo artista). Há trabalhos da pesquisa em andamento para um comissionamento feito pelo Victoria and Albert Museum, em Londres, a convite de Catherine Troiano, curadora do departamento de fotografia da instituição. Em novembro, essas obras vão entrar para o acervo do museu londrino. Mais um indício de que Nara Roesler acertou em cheio ao incluí-lo na catálogo de sua galeria.
@galerianararoesler
CHARUTO
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BAFORADAS COM 180 ANOS DE HISTÓRIA
Na era do vape, e na qual é cada vez mais raro ter amigos fumantes, os charutos parecem ter ganhado uma nova conotação. Viraram artigo ímpar, para poucos e raros. Para entusiastas, nada como desfrutar de um bom charuto despreocupadamente (leia-se, sem ninguém olhando torto ou reclamando da fumaça). Nesse universo, um dos produtos mais apreciados está completando, neste ano, a inacreditável marca de 180 anos. Falamos do Partagas, cuja trajetória remonta a 1845, quando Don Jaime Partagas y Ravelo fundou a Real Fábrica de Tabacos Partagas em Havana, em Cuba. De lá para cá, a marca se converteu em uma das mais reconhecidas do mundo.
Ela se vale de técnicas artesanais, como convém a todo charuto que se preze, e destaca-se pelo sabor intenso e encorpado, com uma mistura de notas terrosas e picantes. Apesar da intensidade, o Partagas oferece uma degustação elegante, macia e prazerosa, sem agressividade ao paladar (entendedores, entenderão). Um dos charutos mais cultuados da marca, o Partagas Black Label proporciona um trago suave, repleto de notas de sabor terroso. Já o charuto clássico da fabricante mistura tabacos do México e da República Dominicana e proporciona baforadas mais adocicadas.
@partagas_cigars

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