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GASTRONOMIA

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INFINITO ENQUANTO DURE

- GASTRONOMIA

INFINITO ENQUANTO DURE

Talvez não haja maneira mais inteligente de aumentar o frisson em torno de um restaurante ou de uma casa noturna do que anunciar, logo de cara, que o negócio tem prazo de validade. Foi o caminho seguido pela Maison Dodoma , inaugurada já com a notícia de que a casa vai ganhar um ponto final em março de 2026. Se não passa de estratégia de marketing só saberemos, de fato, no ano que vem.

Misto de bar, bistrô e casa noturna, ela virou um dos destinos mais concorridos da noite paulistana (que, a meu ver, anda carente de novidades que saiam da mesmice). Tenta reproduzir aquelas tendas luxuosas que eram montadas na savana da Tanzânia para as famílias reais no século XIX (Dodoma, para quem não sabe, é a capital do país africano). Daí as cortinas pesadas, do chão ao teto, as paredes revestidas com tecidos que imitam o pelo de zebras e os móveis garimpados em antiquários. Kitsch, mas no bom sentido.

Também remete às boates glamourosas que marcaram época em São Paulo nos anos 1980 como o The Gallery. Um dos donos é o Sergio Kamalakian Savone (aka Sergio K), quem decide os dias e os horários que a balada do complexo, o Petite Dodoma , só para cinquenta pessoas, vai funcionar. O incorporador Fernando Tchalian, outro sócio, é dono de boa parte da quadra e, ao que tudo indica, tem planos imobiliários para ela. Daí a curta duração da Maison Dodoma , que ocupa o imóvel onde antes funcionava o Esch Café.