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TURISMO

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O LEGADO DO LA MAMOUNIA, O HOTEL MAIS ICÔNICO DE MARRAKECH

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O LEGADO DO LA MAMOUNIA, O HOTEL MAIS ICÔNICO DE MARRAKECH

O La Mamounia, inaugurado em 1923 no bairro de Hivernage, em Marrakech , consolidou-se como um dos hotéis mais icônicos do mundo , admirado por sua combinação de arquitetura marroquina, exuberância palaciana e serviço de alto padrão. Reconhecido diversas vezes como o melhor hotel do planeta e detentor de Três Chaves do Guia Michelin , o endereço atrai figuras históricas e artistas desde a década de 1930 (de Winston Churchill , que o descreveu como um dos lugares mais belos do mundo, a Franklin D. Roosevelt, Charles de Gaulle, Alfred Hitchcock e Paul McCartney , que compôs “Mamunia” em sua homenagem). Sua origem remonta ao século XVIII, quando o sultão Sidi Mohammed ben Abdallah presenteou o filho com um jardim de 80 mil metros quadrados, hoje transformado em parte essencial da atmosfera do hotel.

O legado centenário da propriedade é o tema do livro “La Mamounia Marrakech”, publicado pela Assouline e assinado pela jornalista francesa Laurence Benaïm. A obra celebra os 100 anos do hotel e revisita sua trajetória, relacionando-o ao artesanato marroquino, à tradição de hospitalidade e à sua profunda ligação com artistas e personalidades que marcaram sua história. Segundo a direção do hotel, a publicação não é apenas uma espécie de memorial, com imagens icônicas, mas uma narrativa que traduz o DNA do La Mamounia, com a sensibilidade de Benaïm, especialista em Marrakech e biógrafa oficial de Yves Saint Laurent.

Com 210 páginas, o livro acompanha o espírito grandioso do local, que reúne 135 quartos, 65 suítes e três riads com piscinas privativas, além de restaurantes de culinária asiática, italiana e marroquina e um spa de 2.500 metros quadrados. As diárias variam de 600 a 18 mil euros, reforçando o posicionamento do hotel como um destino de luxo global. Especialistas em turismo descrevem o La Mamounia como uma experiência cinematográfica, onde cada ambiente (dos jardins de flor de laranjeira aos salões dignos das Mil e Uma Noites) constrói um cenário que atravessa passado, presente e futuro. O livro da Assouline cristaliza essa magia, registrando o que faz do hotel um símbolo absoluto da “cidade vermelha”.