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O ELÉTRICO QUE VIROU VITRINE DA MG
O MG Cyberster nasceu como uma ideia despretensiosa dentro do estúdio de design da MG em Londres e acabou se transformando no primeiro esportivo elétrico conversível produzido em série em escala relevante. Segundo Carl Gotham, diretor de design avançado da marca, o projeto foi desenvolvido fora do expediente, sem briefing formal ou plano de negócios definido. A intenção inicial era criar um conceito capaz de inspirar os executivos da companhia e mostrar que ainda havia espaço para um roadster na era elétrica. O protótipo ganhou força após ser apresentado internamente e recebeu sinal verde para produção depois de sua exibição em um salão automotivo na China.
O resultado combina referências clássicas dos esportivos britânicos com soluções típicas da nova geração de elétricos. O Cyberster preserva o capô longo e a silhueta baixa, mesmo sem a necessidade de acomodar um motor a combustão na dianteira. As portas elétricas estilo tesoura se tornaram a assinatura visual do modelo, enquanto o interior aposta em uma experiência centrada no motorista, com três telas digitais integradas, bancos esportivos revestidos em alcântara e sistema de som premium. Gotham resume a proposta como um carro pensado para ser elegante, leve e relaxado ao volante, com uma condução silenciosa que remete à sensação de velejar.
No Brasil, o Cyberster chegou no fim de 2025 em versão única, com preço de R$ 499.800 e posicionamento premium. Equipado com dois motores elétricos, o modelo entrega 510 cv de potência combinada, 725 Nm de torque e acelera de 0 a 100 km/h em 3,2 segundos. O primeiro lote de 50 unidades foi vendido em menos de um mês, reforçando o papel estratégico do carro para a operação brasileira da MG. Embora não seja um veículo de volume, o roadster funciona como vitrine de design e tecnologia para a marca, que prepara a chegada de novos elétricos ao país e tenta ampliar sua presença em um segmento mais aspiracional.






