BEBIDA

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UM BAR QUE VALE, PRIMEIRAMENTE, PELA MÚSICA
Bares nos quais a trilha sonora não é pano de fundo, mas protagonista, são tão raros como os unicórnios, as startups que atingiram US$ 1 bilhão de valuation. A música só costuma roubar a cena, digamos assim, em clubes de jazz e nos chamados listening bars, que pouco a pouco foram pipocando em São Paulo. No Formosa Hi-Fi, inaugurado no dia 31 de julho, a música é simplesmente a razão de ser do negócio.
Mais nova empreitada de Facundo Guerra, criador da mítica boate Vegas e do Bar dos Arcos, entre outros estabelecimentos dignos de nota, encontra-se na Galeria Formosa, que conecta o Shopping Light, o Theatro Municipal e a Praça Ramos de Azevedo, no centro paulistano.
Trata-se do mais ambicioso listening bar que São Paulo já conheceu. A trilha sonora ficará a cargo de DJs que só poderão recorrer a vinis. Uma prateleira atrás do balcão, com LPs tanto de John Coltrane quanto de Fela Kuti, Secos e Molhados e Talking Heads, indica que a programação será eclética. Vinte caixas de som da cultuada marca francesa L-Acoustics prometem som cristalino em cada canto. Quase todo de mármore, o salão tem capacidade para 160 pessoas sentadas, ou em sofás ou ao longo de um balcão de madeira em zigue-zague.
O Formosa Hi-Fi é aberto ao público geral, mas há um clube de membros que têm direito a regalias como drinque de boas vindas a cada visita. No processo seletivo, online, é preciso responder a perguntas como essa: qual vinil você jamais venderia? É bom já ir pensando na resposta.
@formosahifi






