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CARLOS “DEGAS” FILGUEIRAS
Cofundador e sócio da Bewater, fundo de growth venture capital em São Paulo, Degas construiu carreira como executivo sênior, empreendedor serial e investidor. Foi fundador e CEO da Adtalem Educacional do Brasil, liderando sua expansão de 2.500 para 115.000 alunos no Brasil e no exterior.
Como você lida com a passagem do tempo?
Tenho uma sensação de privilégio enorme por viver justo agora, no meio, talvez, da maior revolução tecnológica da história. A IA está virando o mundo de cabeça pra baixo, e é incrível poder testemunhar e participar disso tudo. Tenho 52 anos e, honestamente, me sinto um jovem para aprender: curioso, inquieto, aberto. A diferença é que hoje tenho a maturidade de entender que a gente controla muito menos do que imagina. E tudo bem.
Qual lição mais dura a vida te ensinou?
A perda do meu pai. Ele se foi sem aviso prévio, cheio de vida, com apenas 69 anos. Foi um choque e me colocou no eixo em vários sentidos. Outra grande lição veio com negócios. Às vezes, o sucesso e o fracasso estão separados por um fio. Eu vivi isso na pele aos 29 anos, quando tive que encerrar minha empresa de logística. A vida empresarial é assim: instável, injusta às vezes, mas cheia de aprendizados.
Qual legado você pretende deixar?
Tive uma carreira sólida em educação e agora estou construindo uma trajetória igualmente forte investindo em empresas de tecnologia. Quando fiz meu Ikigai, cheguei numa conclusão muito simples: minha vocação é ajudar empreendedores. Eu tenho habilidade pra isso, gosto genuíno, e ainda consigo transformar essa vocação num trabalho que gera retorno, financeiro e emocional. Se eu puder deixar um legado, é esse: ter ajudado pessoas brilhantes a construir empresas incríveis.
Qual foi a época mais feliz da sua vida?
Lembro de muitas fases boas, mas a mais feliz é a de agora. Tenho uma família que amo e me apoia, sócios excepcionais e uma missão muito clara dentro do ecossistema que vivemos. E, sinceramente, esse momento do mundo me fascina. Estamos num cenário cheio de incertezas, transformações profundas, especialmente com tecnologia. Navegar esse caos criativo com o fundo, com os empreendedores, com as oportunidades que surgem, isso me energiza demais.
O que você enxerga dos seus pais em você?
Do meu pai, herdei o empreendedorismo, o arrojo, a coragem de pensar diferente. Me pego, muitas vezes, tentando enxergar “fora da caixa” como ele enxergava. Da minha mãe, carrego o olhar crítico, o perfeccionismo saudável e, talvez o mais importante, o senso claro do que é certo e errado. Ela foi meu norte ético e sigo usando esse referencial nos negócios e na vida.
A Prior Society nasce com a ambição de reunir, em um só círculo, os líderes que moldam o presente e desenham o futuro do mercado. Uma comunidade cuidadosamente curada por mim, onde o verdadeiro valor está no encontro entre pessoas extraordinárias, experiências memoráveis e conversas que simplesmente não acontecem em nenhum outro lugar.






