RELÓGIOS

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BOVET: EXCLUSIVIDADE QUE REMONTA A 1818
A Bovet nasceu no berço da relojoaria suíça, quando Edouard Bovet, nascido em 1797 em Fleurier, ajudou a transformar os instrumentos de medição do tempo em objetos de desejo. Ainda no início do século XIX, sua viagem à China revelou o poder de suas criações: ao chegar em Cantão, em 1818, vendeu quatro relógios por uma quantia equivalente a um milhão de dólares atuais, consolidando a reputação da marca como sinônimo de luxo entre a elite chinesa. A fundação oficial da House of Bovet, em 1822, marcou o início de uma trajetória que uniria maestria artesanal, inovação técnica e uma dedicação singular ao design, fazendo da maison uma referência na relojoaria mundial.
A história da Bovet atravessou o século XIX com conquistas importantes, incluindo a medalha de ouro na Exposição Universal de Paris em 1855 por peças esmaltadas encomendadas pelo imperador da China. No século XXI, a marca entrou em um novo ciclo sob a liderança de Pascal Raffy, que assumiu a empresa em 2001 e promoveu uma verticalização completa da produção, fortalecendo o domínio artesanal da casa. A integração da Manufacture Dimier 1738 em 2006, o lançamento do sistema Amadéo em 2010 e a consagração no Grand Prix d’Horlogerie de Genève em 2018 e 2020 reafirmaram a vocação da Bovet para a alta relojoaria de vanguarda, sem abrir mão da tradição.
É nesse contexto de excelência que surge o Récital 30, a mais recente demonstração da capacidade da Bovet de reinventar complicações tradicionais. O modelo nasce como sucessor natural do revolucionário Récital 28, primeiro relógio mecânico capaz de corrigir automaticamente o problema global do horário de verão, algo que historicamente tornava todos os relógios mecânicos imprecisos durante grande parte do ano. O Récital 30 leva essa solução a um público mais amplo: combina o mesmo sistema de roletes capaz de ajustar 25 fusos horários a quatro períodos sazonais distintos e permite que o viajante tenha precisão total durante os 365 dias do ano. Sua lógica intuitiva, controlada por dois botões laterais, transforma uma complicação tradicionalmente complexa em uma experiência simples e funcional.
Com o Récital 30, a Bovet inaugura ainda uma nova fase ao produzir suas próprias caixas na manufatura de Tramelan, reforçando o domínio técnico que a marca busca preservar há mais de dois séculos. O relógio chegou em duas versões, ambas com Nova Délhi em destaque (uma homenagem ao desafio único do fuso horário indiano, com seu desvio de 30 minutos) e oferece amplo potencial de personalização, da escolha das cidades ao design do mostrador. Limitado pela própria capacidade artesanal da casa, com produção de até 30 unidades, o Récital 30 consolida a Bovet no seleto grupo de fabricantes que não apenas preservam, mas expandem os limites da alta relojoaria mundial.
@bovet1822

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