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BEBIDA

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TESOUROS MARÍTIMOS ENGARRAFADOS

- BEBIDA

TESOUROS MARÍTIMOS ENGARRAFADOS

Em 2010, um grupo de mergulhadores encontrou no Mar Báltico um navio naufragado que teria zarpado em meados da década de 1840. Nele, foram encontradas 168 garrafas de vinho, incluindo 47 do champagne Veuve Clicquot — safra, ao que tudo indica, 1839. E não é que os espumantes estavam incrivelmente bem preservados e apropriados para o consumo? Resultado: depois de uma temporada de 170 anos no fundo do mar, foram leiloados por € 30 mil cada um.

Em março, a gaúcha Vivente trouxe para a superfície as 53 magnus de seu melhor espumante que foram mantidas na costa de Ilhabela, por um ano, a 22 metros de profundidade, dentro de uma espécie de gaiola. Quem provou o lote envelhecido no fundo do mar pôde notar que a mineralidade da bebida foi ressaltada e que a permanência embaixo d'água trouxe mais complexidade e elegância, além de um toque oxidativo agradável. As magnus de Ilhabela foram colocadas à venda, cada uma delas, por R$ 3.000. Agora, a Vivente quer envelhecer em alto mar um lote de espumantes mais jovens.

A inspiração veio do champagne Abyss, produzido pela vinícola francesa Leclerc Briant. Ele é mantido a 60 metros da superfície marítima, entre 10 e 15 meses, nos arredores da ilha de Ouessant, na costa da França. A última safra do Abyss que foi lançada é a de 2018. À venda no Reino Unido por cerca de £160, o equivalente a quase R$ 1.180, foi engarrafada em julho de 2019 e mantida submersa por um ano, a partir de junho de 2022. Mais um tesouro submarino.

@viventevinhosvivos