VALE O SEU TEMPO

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SEMANA DE TRABALHO DE 4 DIAS VALE A PENA?
Em “Do More in Four: Why It’s Time for a Shorter Workweek”, Joe O’Connor e Jared Lindzon defendem que a semana de cinco dias é um resquício da era industrial que já não dialoga com o mundo corporativo atual. No livro, os autores afirmam que o modelo de quatro dias de trabalho não é apenas desejável, mas inevitável, especialmente em um contexto em que millennials e a geração Z colocam equilíbrio entre vida pessoal e profissional acima do salário na escolha de um emprego. A obra sustenta que flexibilidade e menos dias trabalhados se tornaram fatores centrais de satisfação e engajamento.
A argumentação ganha força ao recorrer a dados concretos. A partir de 2021, O’Connor liderou programas-piloto de semana de quatro dias em empresas da Irlanda, dos Estados Unidos e do Canadá. Em um dos estudos na América do Norte, 41 companhias registraram aumento médio de 15% na receita ao longo de um ano, além de ganhos claros em eficiência e redução do burnout. A aprovação dos funcionários também chama atenção: a experiência recebeu nota média de 9,1 em uma escala de 10, e a maioria absoluta afirmou querer manter o novo formato de trabalho.
O livro se propõe a ser um guia prático. Os autores destacam que a transição não passa por concentrar o mesmo volume de tarefas em menos dias, mas por redesenhar processos, eliminar desperdícios e repensar a forma como o trabalho é organizado. Amparado por pesquisas, estudos de caso e experiências reais, “Do More in Four” se apresenta como um recurso valioso para empresas que buscam maior produtividade, retenção de talentos e um modelo de trabalho mais humano e sustentável.
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