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A REINVENÇÃO DE UM ÍCONE DA TAG HEUER

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A REINVENÇÃO DE UM ÍCONE DA TAG HEUER

Poucos relógios conseguem atravessar décadas preservando a própria identidade sem parecerem presos ao passado. O novo TAG Heuer Monaco Evergraph mostra que essa combinação é possível ao manter praticamente intacto o desenho que transformou o Monaco em um dos maiores símbolos da relojoaria ligada ao automobilismo, enquanto introduz uma das maiores evoluções mecânicas já apresentadas pela marca. A estratégia reforça o valor de um clássico que continua reconhecível à primeira vista, mas agora incorpora uma engenharia capaz de redefinir o funcionamento dos cronógrafos.

O grande protagonista é o calibre TH80-00, desenvolvido ao longo de cinco anos para abandonar a arquitetura tradicional baseada em alavancas, molas e engrenagens sujeitas ao atrito. Em seu lugar entram componentes flexíveis biestáveis que garantem um acionamento constante e preciso, independentemente da frequência de uso. Somam-se a isso 70 horas de reserva de marcha, certificação COSC, resistência magnética proporcionada pelo oscilador TH-Carbonspring e uma arquitetura esqueletizada que expõe o movimento no mostrador, aproximando inovação técnica e apelo visual de maneira rara na alta relojoaria.

A atualização também demonstra por que o Monaco permanece entre os relógios mais interessantes da TAG Heuer. A marca modernizou ergonomia, materiais e acabamentos sem abrir mão dos elementos que transformaram o modelo lançado em 1969 em um ícone, como a caixa quadrada, a coroa posicionada à esquerda e a forte ligação com o universo das pistas. As novas versões, em titânio natural ou com revestimento DLC preto, preservam a personalidade do relógio que ficou eternizado no pulso de Steve McQueen, enquanto provam que tradição e inovação podem caminhar lado a lado.